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 Beau - Salve o Papai Noel

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Beau

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MensagemAssunto: Beau - Salve o Papai Noel   Dom Dez 10, 2017 6:56 pm







SAVING SANTA CLAUS
Jogos de Natal

I won't tell anyone
I've been good all year long
Oh, Santa, make my Christmas theme
4 carats, please

Se me perguntassem como foi meu último natal, eu contaria na maior riqueza de detalhes, já que parecia ter sido há no máximo dois meses atrás. Diferentemente do ano passado, esse ano eu iria tentar me socializar mais e participar dos eventos natalinos que sempre aconteciam naquela época do ano no acampamento. A começar pela missão ao qual grande parte dos campistas estava sendo convocados para participar.

Eu estava aliviado por ter alguém conhecido no grupo para tal missão, Brandon. Aquele garoto estava presente em quase tudo e quem eu participava desde meu retorno. Não que isso fosse ruim, pelo contrário, eu gostava dele e talvez tivéssemos criado uma amizade forte, já que eu era o único que sabia quem ele era de verdade.

Peguei todos os equipamentos que conseguia carregar antes de sair do chalé em direção a praia, onde estariam os barcos que levaria para a missão. Usava uma calça jeans preta, a camisa laranja do acampamento e por cima dela a jaqueta de couro pretar que sempre costumava usar. Em meus pés, um par tênis confortável, branco com detalhes alaranjados igual a camisa. Para tentar dar um ar engraçado, coloquei na cabeça um gorro de natal que encontrei jogado no chalé.

Não demorou muito até chegar onde os barcos estavam atracados. No meio deles e da movimentação de semideuses que se aproximavam, avistei o loiro alto parado em frente ao quinto barco. Sorri sem mostrar os dentes enquanto caminhava até parar por trás do rapaz.

— E eu achando que seria o primeiro a chegar.

— Gosto de chegar antes, parece que sou mais responsável — Falou enquanto se virava, com um sorriso bobo no rosto.

— Então, parece que estaremos juntos em uma missão novamente. Como você está?

— Bem — Ele me olhou, abrindo a boca como se tentasse falar mais alguma coisa — Na medida do possível, né — desviava o olhar. — E você? Não tenho te visto mais. Quer dizer, não que a gente tenha que se encontrar sempre, só tô falando que a gente não se encontra mais com frequência — balançava a cabeça de forma engraçada, como se tentasse se livrar de moscas. De fato, ele era diferente do Abramov que conheci.

— Fica tranquilo, eu entendi o que você quis dizer. — Sorri de forma gentil pra o loiro — Mas tô bem, ando meio perdido ainda, mas bem. — Olhei para o meus pés, balançando o gorrinho de natal —E então, conhece as duas outras pessoas da missão?

Nem precisou ele responder, as duas outras garotas da equipe chegaram logo após a fala. Cumprimentei ambas, antes de irmos todos para o barco já que o time estava completo.

— Vocês sabem para onde exatamente vamos? — Frannie quebrou o silêncio dos três primeiros segundos de embarque.

— O que eu sei é que é uma ilha que aparece só no natal. — Respondi rapidamente a garota.

— E que temos que salvar o papai Noel. — Era muito fofo ouvir Brandon falando aquilo, ele tinha perdido a postura de confiante e adquiriu uma fofura que não tinha como não babar a cada fala dele.

Não sei ao certo quanto tempo se passou até que chegássemos a ilha da missão, apenas agradeci ao chegar em terra firme. Não que eu tivesse algum problema com o mar, mas não era um de meus domínios e isso me deixa um pouco nervoso. Falando assim até parece que eu tenho algum domínio né? Mas enfim, deixemos isso para lá.

Emmanuelle foi a primeira a sair do barco,seguida pela filha do Sol, restando apenas Brandon e eu. Ele pareceu esperar que eu saísse primeiro, um cavalheiro por assim dizer. Sorri sem mostrar os lábios, assentindo com a cabeça ao passar pelo filho de Zeus.  

Um aldeão encapuzado estava a nossa espera na praia, ele se aproximou de maneira calma cumprimentando a todos com um único movimento de cabeça. Ele parecia não ser muito de falar, então assim que estávamos prontos ele nos guiou por uma floresta congelada até a entrada de uma caverna.

— Vocês seguem sozinhos a partir daqui e recomendo que sejam rápidos a neve está ficando mais grossa a cada minuto e ficar do lado de fora pode ser mais perigoso do que do lado de dentro. — Ele falou antes de desaparecer em meio a neve com um ‘boa sorte’.

— Parece que temos que entrar. — Tentava olhar dentro da caverna sem passar da entrada.

— Vamos — Manu comentou tomando a frente para a entrada.

Não foi preciso muito passos até começarmos a notar o perigo do local. Era como se aquilo fosse um lago congelado dentro da caverna com rochas pontudas no teto. Olhava para baixo vendo os peixes congelados sob meus pés.

— Vocês acham que esse gelo é resistente? — Frannie perguntou também olhando para baixo.

— Eu não tentaria quebrá-lo, se fosse você — Brandon falou enquanto continuávamos a caminhar caverna adentro.

Continuei observando o chão, mesmo a garota falando que era seguro eu não estava muito confiante. Dei alguns passos, passando por mais peixes congelados e umas pedras nos cantos da caverna.

— Não tá tão frio quanto achei que estaria — Ele falou aquilo mesmo?

— Claro, olha a grossura do seu casaco — Respondi com um sorriso nos lábios.

O quão mais dentro íamos, mais o frio aumentava, por sorte estava com aquela jaqueta que ajudava a esquentar. Puxava um pouco o gorro de natal para cobrir as orelhas e colocava as mãos dentro dos bolsos da veste de couro.

Eu só me dei conta que tinha alguma coisa errada quando o silêncio tomou conta do ambiente, me fazendo virar para olhar os companheiros de missão. Todos os três estavam paralisados em uma espécie de transe.

— Olá? O que vocês tem?

Ninguém respondeu. Aproximei do filho de Zeus, que era com quem tinha um pouco mais de proximidade, passando a mão na sua frente. Ele nem piscava, era como se não estivesse me vendo.

— Era só o que me faltava...

Levei a destra até minha nuca, coçando o local de maneira rápida. O que eles tinham? Olhei ao redor para tentar entender, não consegui ver nada a não ser uma espécie de saída que dava para um jardim que eu conhecia muito bem. O jardim das Hespérides.

“Mas como?”

Estreitei os olhos enquanto me aproximava dessa tal saída, foi então que percebi que a imagem tinha bordas que tremiam. Era uma miragem. Uma ilusão. Por isso que todos estavam parados, estávamos sendo atacados mentalmente. Ou pelo menos eles estavam, como eu tinha resistência a tal tipo de ataque não me influenciava da mesma maneira que eles.

— Acordem! Isso tudo é uma mentira! Acordem!

Gritei enquanto voltava para perto deles. Nada adiantou. Quem estava fazendo aquilo? Eu precisava descobrir para poder impedi-lo. Olhei ao redor, nada além de pedras nos cantos da caverna. Me aproximei da Frannie que estava mais próximo e tentei despertá-la.

— Frannie, acorda. O que você estiver vendo é mentira.

Ela parecia não ouvir. Voltei a olhar ao redor, vazio. Eu precisava me concentrar para poder conseguir tirá-la de lá. Eu podia mexer nas ilusões alheias, mas não era algo fácil e acontecia com naturalidade, não era a mel bem querer.

Fechei os olhos enquanto respirava fundo, parado em frente a filha de Apolo. Me imaginei dentro de uma cápsula branca que abria uma janela para a visão da garota, fazendo com que ela visse apenas o meu rosto.

— Frannie. Tudo o que você estiver vendo é mentira. — Falei enquanto esticava o braço para fora da janela — Segura minha mão!

Esperei até que ela segurasse em mim para puxá-la para fora da visão, de forma que quebrasse a ilusão de dentro de sua cabeça. Abri os olhos em meio a um suspiro na mesma hora que a semideusa. Ela levou as mãos até sua cabeça, provavelmente tonta.

— O que aconteceu? — Perguntou sem entender o que tinha acontecido.

— Ilusão — Falei andando até o Brandon — Tenta acordar a Emmanuelle.

Eu tinha que trazer aquele garoto o mais rápido possível. Ele tinha acabado de sofrer mudanças, dependendo do que tivesse vendo na ilusão afetaria o seu psicológico de maneira ruim, principalmente a contar os fatos recentes.

— Ab... — Tratei de corrigir antes mesmo de terminar o nome — Brandon. Você tá me escutando? — Perguntei enquanto parava a sua frente. Na mesma hora segurei em sua mão direita — Se tiver me escutando, por favor, aperta minha mão.

Nenhuma reação. O garoto de fato estava imerso na ilusão. Segurei-o pela outra mão antes de fechar o olhos para tentar trazê-lo de volta. Repeti todas as coisas que tinha feito para se concentrar com a Frannie. Diferentemente dela, não teve uma pequena janela que dava para ver a pessoa na ilusão, eu tinha ido parar completamente ao lado do filho de Zeus.

Mas eu não conseguia ver o que ele estava visualizando, era como uma imagem turva, a única coisa que  conseguia visualizar perfeitamente era ele. Toquei em seu ombro, fazendo-o virar o rosto para perceber minha presença.

— Brandon! Isso tudo é mentira!

— O quê? — Ele perguntou confuso.

— Esquece, não temos tempo para explicações.

Puxei-o pelo baço, envolvendo meus braços ao redor dele em um abraço apertado. Se aquilo não se passasse na cabeça dele, com certeza eu teria ficado envergonhado. E antes que ele pudesse falar algo, joguei o corpo para trás, puxando-o junto para dentro de uma espécie de buraco que apareceu no local.

Logo estávamos de volta a realidade.Abri os olhos na mesma hora que ele, fixando o olhar no dele por alguns segundos antes de soltar suas mãos.

— Bem vindo de volta. — Falei para o loiro antes de caminhar até Manu — Frannie, conseguiu? — Questionei enquanto voltava minha atenção para a garota.

—  Nada, ela parece estar em um sono muito profundo.

— Droga, se ao menos eu soub...

Nem precisei terminar a fala. Aquela energia estava ali o tempo todo, mas estive tão assustado coma situação que não me dei conta. O poder das ilusões vinham de todos os lados da caverna. Mais precisamente das pedras que ficavam no canto dela.

— São as pedras! — Falei apontando para cada uma — Elas estão fazendo isso!!

Se Brandon e Frannie falaram algo, eu não liguei. Não tinha tempo para isso, quantos mais tempo alguém ficasse em uma ilusão, mais danos seu cérebro sofreria. Parei na frente de Emmanuelle para tentar acessar sua ilusão, tentando trazê-la para a realidade. Não funcionou.

— Não funciona. Ela está entregue a ilusão. — Respirei mais algumas vezes enquanto tentava acessar a visão dela — Vamos, acorde.... — Coloquei as mãos em seus ombros balançando-os levemente — Manu, acorda. — Nada — Acorde... — Eu já estava ficando nervoso e isso se refletia em meus movimentos, balançando a garota de maneira brusca — ACORDE!

Aquele grito funcionou como esperava. A garota curvou-se para frente, tossindo e recuperando seu fôlego. Eu sei, não tinha sido uma retirada tranquila como os outros.

— Desculpe-me, eu precisava trazê-la para a realidade. — Me desculpava com a garota enquanto balançava o braço ativando as correntes — Aquelas pedras são as responsáveis por isso.

— Deixa comigo.

Manu parecia ter ficado brava com os ataques que sofreu. Mas o que eram aquelas rochas? Monstros? Talvez. A garota falou alguma coisa que eu não entendi e quando dei por mim não tinham mais pedras no lugar. Eram pássaros. Abri a boca com espanto. Como ela tinha feito isso?

A filha de Apolo começou a atacar os animais juntamente com o de Zeus. Dei um passo para trás, como ex-guardião ia contra a minha índole atacar animais. Foi quando lembrei que eles não eram animais de verdade, então não seria problema derrotá-los.

Fixei o olhar em dois que tentava fugir e sem me mover joguei os braços para frente fazendo as correntes serem lançadas contra eles. Cada lado da corrente atacou um pássaro, perfurando-os repetidas vezes com seu lado pontudo em um ataque agressivo, até que ambos se reduzissem a pó. Puxei as conrrentes de volta para meus antebraços antes de virar o rosto para os companheiros de missão.

— E agora?


Kyra
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Beau

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MensagemAssunto: Re: Beau - Salve o Papai Noel   Qui Dez 21, 2017 1:34 pm







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De onde aquela passagem surgiu eu não tinha ideia, mas sabia que se continuássemos ali na primeira sala não sairíamos daquela caverna tão cedo. Meus passos seguiram o da Emmanuelle que tomou a frente mais uma vez, diminui um pouco os passos para ficar ao lado do filho de Zeus, sorrindo de lado ao encará-lo. Tentei abrir a boca para perguntar se estava tudo bem,se ele havia se machucado, mas minha fala foi cortada pelo alerta da caçadora.

Voltei minha atenção para ela, encarando os bichos que nos cercavam. Provavelmente a expressão no meu rosto não era a das melhores, afinal, sempre achei baratas super nojento, ainda mais com aquele corpo de centopeia e daquele tamanho. Que espécie de monstro era aquele?

— Precisamos de um plano, não vai poder ser cada um por si agora.

Manu falou ao fazer com que uma grande barreira de gelo aparecesse para nos proteger, ganhando tempo contra os monstros. Balancei com a cabeça rapidamente me forçando a pensar. As correntes em meus braços já se moviam freneticamente preparadas para atacar caso os animais.

— Animais... É isso! Eu posso segurá-los por um tempo — Falei lembrando do poder que tinha utilizado uma vez, ao mesmo tempo em que prestava atenção em um dos bichos,mas este se movia rapidamente a nossa volta. — E posso diminuir a velocidade deles também por precaução.

Eu não esperei a resposta deles, afinal se esperasse um pouco mais iríamos acabar fritos. Movimentei uma mão no ar e logo uma grande harpa apareceu ao lado de onde estávamos. O instrumento mágico começou a tocar sozinho uma música, que eu tinha quase certeza que era o instrumental de “Slow Dance” da Kelly. Se tudo funcionasse como eu previa, a velocidade dos bichos seria diminuída.

— Fiquem tranquilos que não nos afetará. — Falei para o grupo — Eu vou segurá-los e vocês tem que pensar em algo rápido, pois não sei quanto tempo dura. Brandon, me dá cobertura, por favor.

Falei sem tirar os olhos dos inimigos. Em um outro movimento rápido de mãos, uma lira prateada pairou no ar a minha frente. Peguei-a e a aproximei de meu ombro, típica pose de um tocador de tal instrumento. Eu me sentia uma espécie de mágico conjurando aqueles itens. Comecei a dedilhar a lira no momento em que o filho de Zeus comentou algo que dava uma segunda interpretação. Me fazendo corar no mesmo instante e quase perder a concentração do tocar.

O som mais delicado que o instrumento maior adentrava os insetos para controlá-los. Eu era quase um flautista de Hamelin encantando seus ratos, no meu caso, as baratas-centopéias. Continuava a tocar para impedi-las de atacar a nós quatro. Virei com o corpo para encarar o grupo.

— Agora é com vocês.

As palavras saíram da minha boca no exato momento em que a parede de gelo foi quebrada.
Dei um passo para trás enquanto continuada a tocar o instrumento prateado. A harpa tinha feito efeito na hora, a velocidade deles tinha sido diminuída logo, o problema da vez era o poder da lira. Por se tratar de cinco insetos e não apenas um, estava difícil de controlar a todos. A melodia conseguia segurá-los por alguns segundos antes de movimentassem novamente.

O restante dos semideuses teria que aproveitar esses segundos em que os monstros paravam para atacar sem problemas. Meus batimentos diminuíram ao ver um dos bichos que as meninas deixaram escapar rastejar em minha direção.  Dedilhei de forma mais rápida para ver se conseguia impedi-la de me atacar, mas não funcionou. A centopeia ergueu seu corpo e avançou contra mim, me fazendo dar um passo para trás e fechar os olhos com força.

Ao perceber que eu não senti nada, abri um dos olhos para observar e ver o momento em que uma espécie de névoa se desfazia da minha frente e a fera rastejava na direção do meu salvador. Iria agradecê-lo posteriormente, agora precisava continuar a tocar para poder conseguir alguns segundos de vantagem.

A luta de Brandon não estava lá das melhores, acho que a mudança de personalidade afetou um pouco no seu poder. Suspirei no momento em que ele caiu no chão e tratei de focar a concentração no inimigo dele, segurando o bicho tempo o suficiente para ele se teleportar para longe.

Tudo teria saído de maneira perfeita se ele não tivesse caído no chão após o teleporte, dando tempo do bicho se soltar de meu encanto com a lira e avançar para cima do filho de Zeus. Foi aí que o tempo pareceu parar, ou pelo menos a rodar devagar. Eu não podia perdê-lo ali, tinha que ajudá-lo de alguma forma. Já estava quase parando de tocar quando o tempo voltou ao normal e um outro eu já estava auxiliando o companheiro.

Movimentação do Clone:
 

Levei um tempo até entender o que tinha acontecido, respirando tranquilo antes de voltar a minha atenção para as garotas, sabendo que Brandon estava em boas mãos: nas minhas!

Já começava a sentir um incômodo nos dedos por não parar de tocar, mas não tinha como, só sossegaria após todos virarem pó. Frannie e Manu já tinham dado conta de alguns, o que facilitou do som da lira fazer efeito e segurar o que avançava pra cima delas, impedindo-o de completar o ataque. Sorri de lado ao perceber que tinha funcionado.

O som dos dois instrumentos repercutiu pela caverna até que todos os insetos tivessem sido detetizados, me fazendo cair no chão de cansaço no momento em que pude parar de dedilhar. Tudo o que eu queria naquele momento era um pote de água quente para colocar as mãos dentro e relaxar.

Movimentação do Clone:
 


Kyra
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Beau

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MensagemAssunto: Re: Beau - Salve o Papai Noel   Sab Dez 30, 2017 10:41 am







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Todos os monstros insetos desapareceram, fazendo com que todo o ambiente mudasse. Meu corpo reagiu na mesma hora, o fraquejo pareceu atingir minhas pernas que bambearam um pouco, assim como o arranhão adquirido na batalha anterior que latejou. Talvez isso tudo indicasse que o pior estava por vir. E os sinais só continuaram: ao tentar curar o Brandon, Frannie percebeu que seus poderes de cura não estavam funcionando. O que aquela caverna tinha adquirido? Alguma espécie de inibidor?

- Estamos fodidos...

Minha frase só pode ser ouvida pelo clone que continuava ao meu lado. Eu tinha esquecido completamente dele. Balancei com a mão, indicando que ele poderia desaparecer, algo bem diva. O desaparecimento do meu outro eu coincidiu com a chegada do nosso inimigo seguinte. Um sorriso apareceu em meus lábios ao ver o dragão pequeno, inclinei o rosto para encarar o Brandon, mas percebi a expressão da Frannie, ela apareceu não estar muito contente com a aparição do monstro, ele parecia ser super mais fraco que os anteriores, fora ser pequeno, como não comemorar isso?

Manu foi outra a alertar do perigo. Eu não entendia o porquê delas reagirem assim, só o que queria sair logo dali, estava sem paciência para aquelas batalhas, então fui direto ao ataque, dei um passo a frente para me preparar para atacar. Uma esfera de energia estranha se formou em minha mão direta. Antes que eu pudesse atirar contra o bicho, ele lançou uma espécie de bola de fogo em minha direção. Só deu tempo de me jogar para o lado para desviar do ataque, pegando de raspão na poupança. Na hora passei a mão no local para apagar as pequenas labaredas que queimaram a calça.

O problema dessa movimentação é que perdi a esfera de poder. Levantei-me na mesma hora e conjurei outra, lançando logo em seguida para não ter tempo dele reagir. O que aconteceu a seguir me deixou boquiaberto: o dragão absorveu o poder, lançando mais uma vez na direção em que me encontrava. Outro desvio foi realizado, fazendo com que o ataque seguisse na direção de Brandon. Eu não consegui ver se ele esquivou, quando o olhei, ele já atirava um raio no inimigo e a confusão estava formada. Até que manu gritasse para não jogarmos nada contra ele.

Agora eu entendia a preocupação das garotas. E agora? Ele era forte demais. Foi quando um estalo me veio a cabeça, precisávamos diminuir essa força de ataque deles e eu sabia como fazer aquilo. As correntes que estavam enroladas em meus antebraços agora se moviam, crescendo, parecia que tinha entendido o que eu queria. O arranhão voltou a arder, me fazendo resmungar um pequeno palavrão baixo.

- Eu consigo cortar os pontos de energia dele e diminuir seus ataques. – Falei dando um passo a frente, observando as serpentes que Frannie havia invocado – Preciso de cobertura. Os poderes dele serão reduzidos a metade, caso funcione.

Não tinha muito o que falar, avancei já movimentando as correntes na direção dele. A vestal se posicionou ao meu lado para ser a cobertura que havia solicitado. Fechei os olhos e quando abri tudo estava escuro, não enxergava mais nada, aos poucos duas luzes começavam a aparecer. Uma vermelha fogo, que cobria um corpo como luz de contra em um teatro, revelando todo o formato desse corpo nas sombras, o que identifiquei ser o dragão. E a outra luz, para ser mais exato duas, azul se mostrou ser as minhas correntes. Estava enxergando a aura feroz do monstro e a aura mágica da arma.

Ao me concentrar ainda mais, outros pequenos focos de luz apareceram espalhados pela sombra referente ao corpo do dragão. Seus sete postos chakras de poder agora estavam visíveis para mim. Eu só precisava atingi-los que o plano funcionaria. “Só”. Como se aquilo fosse algo. A aura mágica aproximou-se em uma investida contra a aura rubi. Foi então que a dança luminosa começou. As correntes giravam ao redor do dragão que desviava a cada investida. O primeiro chakra apenas apagou porque uma ponta da corrente segurou a pata dele para evita-lo de desviar enquanto a outra acertou-o bem no local.

O monstro pareceu ter ficado zangado, que investiu contra mim de forma feroz, ignorando as correntes a sua volta. Mesmo estando a uma certa distância dei alguns passos para trás. Outra aura surgiu na minha visão, se lançando contra o ataque do bicho. Aura essa que eu conhecia muito bem. Minha garganta fechou, parando a respiração um pouco. Brandon havia me protegido, esperava que ele estivesse bem. Mas não tinha tempo para isso agora, precisava continuar o plano.

O segundo ponto, atingido quando um dos lados da corrente foi abocanhado pelo bicho, dando proximidade o suficiente para atingi-lo no ponto que ficava em baixo de seu pescoço. O espetáculo continuou até que todas as micro-luzes estivessem apagadas. Voltei a fechar e abrir os olhos rapidamente para desativar o poder e voltar a enxergar perfeitamente, recolhendo as correntes de volta para meus braços.

- Pronto!

Falei na mesma hora em que o monstro urrou com a flechada de Frannie. Eu mal estava vendo seus ataques, então não sabia direito o que tinha acontecido enquanto enxergava apenas as auras. A tontura após o uso do poder veio com um certo delay, me segurando no braço forte do Brandon para não cair. Quando voltei a olhar o monstro não era um, mas sim, dois. A cena me deixou ainda mais espantado do que já estava, mas não podia dar bobeira.

Avancei contra o dragão da direita, parando a certa distância e lançando as correntes contra ele na mesma hora, em um movimento circular para atingi-lo com as pontas na lateral de seu dorso. Desta vez, a dança de ataques aconteceu com a luz geral ligada, permitindo a visão de ambos os bailarinos. Eu comandava as correntes para investir contra ele tentando cravar as pontas em seu corpo, mas ele desviava, causando-lhe pequenos arranhões apenas. Paralelo a isso, Manu atirava suas flechas para auxiliar na luta.

O monstro pareceu entender quem comandava aquela arma e ignorou-a completamente, avançando contra mim. Tentei desviar, mas sua pata pesada caiu sobre a lateral de meu corpo,arranhando o local com suas garras. Na mesma hora as correntes voltaram a se aproximar dele e empurrá-lo para longe de mim. Joguei o corpo para trás, tentando ignorar a dor, não tinha tempo para sofrer ou para me importar com aquilo. Tentei mais uma vez avançar a corrente contra ele, mas o animal desapareceu em um piscar de olhos.

- Como?

Olhei para os lados enquanto as correntes voltavam para perto de mim. Onde ele tinha ido parar? Foi um teleporte? A resposta veio com um rugido nas minhas costas, me fazendo virar na mesma hora. O momento matrix aconteceu: ao mesmo tempo em que a fera investia com a cauda para me atacar, as correntes se lançaram contra ela, cravando em seu peito na mesma hora em que as flechas, provavelmente de Manu, fincava em suas costas. O monstro se reduziu a pó antes de completar o seu ataque. Mas cai com a bunda no chão por não conseguir equilibrar o corpo com o desvio.

- Acabou? – Perguntei ainda no chão, inclinando para o lado para ver a outra dupla.


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