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 @Manu Henz

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Manu

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MensagemAssunto: @Manu Henz   Dom Dez 10, 2017 6:57 pm

Beau Mandou mas ainda não escrevi nada.
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Manu

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MensagemAssunto: Re: @Manu Henz   Ter Dez 12, 2017 2:46 pm




Papai Noel perdido
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

O homem mais a frente tinha um capuz encobrindo seu rosto, andava de maneira desleixada e concorda, segurava uma bengala para apoiar o peso das pernas e só mostrava uma pequena parte das mãos enrugadas. Tais características a faziam deduzir que a pessoa a sua frente já deveria ter uma idade avançada para estar realizando aquele tipo de trabalho.

— Vocês seguem sozinhos a partir daqui e recomendo que sejam rápidos a neve está ficando mais grossa a cada minuto e ficar do lado de fora pode ser mais perigoso do que do lado de dentro — As palavras do aldeão encapuzado foram ditas m um tom baixo, as instruções eram claras e o comando era simples, bastava entrar na caverna e seguir rumo aos desafios para resgatar o Papai Noel. Ah deuses! Como isso soava patético em sua mente.

Manu há muito que deixara de acreditar no bom velhinho e agora... isso! Era simplesmente surreal. A jovem não comemorava o natal desde os cinco anos, não considerava a festividade uma época de esperança e prosperidade como muitos diziam, ainda assim estava ali, indo resgatar um dos muitos símbolos de alegria para crianças. Se sentia patética.

— Vamos — Manu murmurou, tomando a frente e entrando na caverna sem olhar para o grupo. Dos quatro ali tinha afinidade com apenas uma, no caso, com Frannie, a aprendiz abusada de quem tanto gostava e até então não tinha se permitido falar por estar se sentindo estranha. A noite a estava perturbando de uma maneira delicada e Manu respondia a isso com o silencio e a incerteza.

Seus pensamentos estavam longe, mas a confiança ainda a fazia seguir em frente sem pensar muito nas consequências, talvez esse fosse seu erro. Poucos passos para dentro da caverna e o local se expandiu, permitindo ao pequeno grupo deparar-se com o lago congelado em um espaço bastante amplo e alto. No teto formações rochosas – semelhantes a espinhos pontudos – ameaçavam cair e perfurar todos os quatro, o que tornava a caverna por si só um ambiente bastante arriscado.

Manu fez uma careta, e sendo a única que possuía dons aquáticos e sobre o gelo deu um passo a frente. Seu intuito era testar o solo para descobrir se seria seguro atravessar, afinal, se quisessem ir mais a fundo teriam que passar pelo estranho lago em segurança. — Me parece firme... — Murmurou, pulando uma única vez sobre o gelo, no mesmo lugar, antes de se virar para o outro grupo e esbarrar em uma parede invisível.

Percebeu então que o ar tinha mudado consideravelmente. A nevoa cobria parte de sua visibilidade e o cheiro ao redor era estranhamente doce, atrativo aos seus sentidos agora entorpecidos. Manu piscou algumas vezes e percebeu estar sonolenta, esticou a mão a frente, mas a vista estava embaçada, tentou andar...
E foi pega.

A mente nublou e bagunçou seus sentidos, quando deu por si, não se lembrava de mais nada.

...

Em algum lugar em um paraíso distante uma morena encarava o próprio reflexo sobre as águas. Estava diferente, mais madura talvez, mas com o mesmo olhar de menina travessa que outrora tanto chamava atenção dos desavisados. Parecia tranquila, até mesmo serena, mas algo estava errado, talvez não com ela, mas com o lugar em que se encontrava.

Um pingo gelado lhe cobriu a bochecha a fazendo suspirar, depois desse vieram outros tantos para lhe cobrir o corpo e os cabelos delicadamente. Não era chuva, mas molhava do mesmo jeito após derreter sobre a pele. Neve... percebeu ela, era neve, pequenos flocos brilhantes caindo ao seu redor. Suspirou baixinho, ela sempre adorou detalhes como aquele, gostava de ver a neve cobrindo a cidade e de como os detalhes do gelo sobre as arvores, as ruas e as casas ficavam delicados. Delicados e perigosos...

— Mamãe ainda vamos fazer o anjo de neve?! — A voz infantil preencheu o ambiente e a fez arrepiar completamente. Manu se virou sem entender o que acontecia e levou um susto ao perceber que a criança estava falando com ela.

Mamãe...

Manu não se recordava de ter uma filha, ainda assim. — Eu lhe prometi um anjo? — Perguntou, analisando-a melhor enquanto tentava descobrir o que estava acontecendo. Não tinha como negar que a criança era a cara dela, tinha os mesmos olhos azulados e tempestuosos, o mesmo contorno da boca, sobrancelhas delicadas e cabelos do mesmo tom de chocolate acastanhado.

— Sim! Você não se lembra? Fazemos anjos todos os anos, depois assamos biscoitos e penduramos as renas pela casa porque a meia noite o Papai Noel desce pela chaminé — Ela contava nos dedinhos enquanto falava, franzia as sobrancelhas charmosamente e mantinha um biquinho fofo nos lábios, era uma verdadeira graça.

— Hm — Manu fingiu pensar, então se abaixou em frente a criança e abriu um sorriso sem jeito, suas bochechas estavam coradas pelo frio, contudo, não conseguiria negar algo a uma criança, ainda mais uma que se parecia tanto com ela. — Eu não lembro, acho que você terá que me lembrar — Sorriu sapeca, tocando a ponta do nariz dela com o dedo indicador ao se ajoelhar a sua frente, ficando assim da mesma altura que ela.

— Mama sempre diz que você é perdida, é perdida mesmo! — Ela negou com a cabecinha e pegou sua mão, a puxando para perto de uma casa desconhecida.

A construção tinha apenas um andar, mas era bastante charmosa, uma casa de classe média com tijolos delicados pintados de branco e azul, as janelas tinham desenhos em gesso e estavam cobertas por cortinas grossas que a impediam de ver o lado de dentro. Todas as luzes estavam acesas e iluminavam o jardim coberto pela neve no fim de tarde. Manu ainda notou um boneco de neve com uma cenoura servindo de nariz e um cachecol infantil ao redor do pescoço. Tudo isso durou apenas um segundo.

— Mamãe? — A garotinha lhe chamou atenção, Manu desviou o olhar para ela e sentiu seus dedinhos delicados lhe apertando a palma. — Você não vai entrar? — Ela perguntou de novo, e em meio a isso, a porta se abriu.

Manu ergueu o olhar e deparou-se com uma silhueta feminina, viu o contorno da cintura fina e os seios fartos, mexas douradas caiam por sobre seus ombros, e Manu estava pronta para erguer o olhar e encarar seus olhos quando tudo desapareceu. De repente, já não estava mais com a garotinha, mas sim coberta de gelo, assustada e completamente confusa. A pior parte é que não conseguira encontrar aquele olhar, jamais descobrira o rosto da mulher sobre o batente da porta, mas ainda se recordava da sensação familiar presente em seu peito... ainda se lembrava... de como o coração tinha batido forte.

Ainda se lembrava dela.

— ACORDE! — Um jovem gritou ao longe e a despertou do torpor. A voz veio como um banho de água fria e a fez ofegar em busca de ar. Manu piscou diversas vezes, levou a mão de encontro ao peito e curvou de leve para frente, tossindo algumas vezes antes de perceber que estava sufocando com uma intensa vontade de chorar. Ser arrancada da ilusão daquele jeito tinha provocado um verdadeiro rebuliço de emoções em seu interno, em uma hora feliz, na outra triste, em um momento repleta de amor em um verdadeiro paraíso distante e no outro...

Nada.

Se sentia vazia.

Kyra
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Manu

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MensagemAssunto: Re: @Manu Henz   Qua Dez 20, 2017 2:02 pm




Papai Noel perdido
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

Os passos da garota eram cuidadosos mesmo com a profundidade e grossura do gelo. Ela era equilibrada, mas ainda estava sobre o efeito da confusão momentânea causada pela ilusão, talvez se sentisse um pouco perdida. Manu foi a primeira a passar pela entrada que se abrira com a morte dos monstros, também foi a primeira a notar a estrutura familiar e o novo lago congelado. A caverna ali não era tão escura, as paredes eram cobertas por terra e no teto, mais formações rochosas e pontudas ameaçavam despencar.

Um arrepio subiu pela espinha da garota e arrepiou os pelos de sua nuca, a deixando mais alerta do que outrora estivera, foi assim que percebeu que não estava sozinha. O restante do grupo ainda passava pela entrada quando as criaturas surgiram, dois pela entrada e o restante pelas paredes, descendo de maneira rápida para emboscar a pequena equipe. Manu puxou o cordão com o pingente e ativou a espada, então gritou. — Cuidado! — Para alertar o restante da equipe.

Nesse meio tempo, a primeira criatura encurtou a distância de maneira significativa e sem dar chance de a caçadora escapar a agarrou com uma agilidade e força impressionante. A jovem não foi capaz de se defender naquele momento, apenas sentiu a barriga escorregadia da criatura contra suas costas e as garras se fechando lentamente ao redor da garota, a imobilizando de um jeito estranho para impedi-la de escapar. Contudo, antes que a boca da criatura descesse de encontro a sua cabeça e as garras se fincassem em sua carne, ela agiu. Foi impulso e instinto de sobrevivência, nada mais explicava o fato da jovem ter conseguido transformar o corpo em água bem a tempo e impedir um ataque mais brutal. Era apenas a vontade de viver falando mais alto, a adrenalina de semideusa correndo em seu sangue e a impedindo de se suicidar.

— Merda! — Rosnou se afastando, livrando-se das garras da criatura ao atravessa-lo sem voltar ao normal, fazendo assim, o inseto tentar ataca-la novamente. Manu se esquivou pela direita, a barata passou através dela, em meio a isso, ela gritou mais uma vez.

— Não deixem que encostem em vocês, são rápidos e fortes demais! Precisamos dar um jeito nisso! — A caverna era aberta e alta o suficiente para criar eco, assim sendo, era impossível que os outros três não a tivessem ouvido. Manu recuou uns bons passos e deixou o corpo voltar ao normal, então o cobriu com uma cúpula resistente e invisível aos olhos da criatura para impedir ataques diretos. Sozinha não seria capaz de vence-los.

A espada continuava apontada para frente e conforme os insetos avançavam pela terra. Ao mesmo tempo, a garota criava uma barreira de gelo a frente para impedir a passagem das criaturas, cobrindo a estrutura da caverna e a entrada de uma ponta a outra para formar uma barreira natural e impedi-los de passar. Precisavam de tempo, ela ganharia o tempo para eles. A barreira não era muito alta, tinha cerca de dois metros e meio de altura, a largura era a mesma da entrada do lugar e tinha-os deixado presos entre a entrada fechada e os insetos.

— Precisamos de um plano, não vai poder ser cada um por si agora — Ela sussurrou, com os olhos pregados na parede de gelo que agora era empurrada pelos insetos. Eles eram fortes e o gelo não parecia surtir efeito contra eles, afinal, Manu tinha tentado congelar a criatura que se aproximara do muro e nada tinha acontecido. Contudo, conseguira bloquear a passagem deles e isso era mais que suficiente no momento.

— Não temos muito tempo, precisamos de um plano, rápido! — Completou. A estrutura de gelo já tinha começado a ruim, rachaduras apareciam nas extremidades e os cinco insetos já tinham alcançado a paredes. Eles não tinham tempo.

Rapidamente Beau tomou a frente e explicou sobre o que poderia fazer, com isso invocou uma Harpa magica a fim de atrasar ainda mais os monstros que continuavam a socar e tentar derrubar a parede fina de gelo. Em meio a isso, o jovem também explicou que tentaria controlar os monstros para dar vantagem a equipe em campo, o que para Manu parecia um tremendo trunfo.

Os ruídos causados pelos insetos eram irritantes e o gelo já tinha cedido no meio, parte dele tinha sido quebrado e a cabeça de um dos insetos já tinha passado pelo buraco, o tempo estava acabando. — Mantenha minhas costas protegidas, você vai ser o meu suporte, vou te proteger e você me protege também, por favor não tente ataca-los diretamente e se tiver uma maneira de manter o corpo protegido fisicamente, faça! — Manu pediu a Frannie que tinha se colocado ao seu lado, como se lhe dissesse que estava ali para ajudar. — Eles fedem a veneno — Completou. Era verdade, mais cedo enquanto lutava com eles pode sentir o cheiro azedo e amargo de veneno, algo que conhecia por conviver e batalhar com animais com certa frequência – insetos inclusive – sem falar das plantas que também encontrava na floresta.

O inseto derrubou uma grande parte do gelo, que ruiu o deixando passar. Manu ergueu a espada e o encarou, mas antes de avançar deu uma última instrução a Frannie. — A barriga de um inseto é sempre frágil — Um sorriso apareceu em seu rosto, a garota cobriu o corpo com a cúpula para se manter protegida, então avançou.

De relance pode ver a flecha de Frannie voando contra a criatura que rompera a barreira, dando chance das outras três quebrarem de vez o gelo que os separava dos monstros e os mantinha em “segurança”. Com isso, Manu não teve escolha se não avançar. A jovem agiu rapidamente e aproveitou-se da brecha deixada por Frannie para poder atingir a criatura na barriga, um corte diagonal de baixo para cima e outro de cima para baixo na posição inversa, criando um “X” perfeito na barriga da criatura. Em seguida, afundou a lamina uma terceira vez no ponto exato em que o "X" se encontrava, transformando a baratinha em pó. O ataque fora rápido, a música suave impedia os inimigos de atacarem os aliados e os deixava lento, além disso, Manu e Frannie trabalhavam bem em conjunto, dessa forma, foi fácil para as duas conseguirem eliminar o monstro e atacarem um segundo.

Frannie tinha sido atingida enquanto Manu acabava com a primeira baratinha, mas também agira rapidamente, permitindo que a filha de Poseidon vislumbrasse seu ataque de relance e também a ajudasse. A morena girou o corpo, ergueu a espada sobre a cabeça no exato momento em que a segunda flecha atingiu o monstro, então afundou a lamina contra seu pescoço e puxou para baixo, cortando-a daquele ponto até a barriga para poder transforma-la em pó.

A terceira barata evitou a dupla e acabou passando por elas de um jeito ágil, fora esperta em mudar o alvo e atacar a outra dupla em campo, deixando Manu praguejando enquanto ajudava Frannie a se levantar. A filha de Apolo rapidamente ativou o amuleto de cura, aliviando a postura da tenente que continuava com parte da atenção voltada aos outros dois monstros que ainda não tinham avançado. Nesse minuto, a música em campo se tornou mais intensa e ela entendeu o motivo dos insetos não estarem atacando, era Beau, controlando-os e atrasando-os com sua melodia doce, dando chance a elas de se recuperarem, mesmo que por pouco tempo.

— Vamos pega-los — Manu sorriu, girando a espada nas mãos antes de mais uma vez avançar.


Kyra
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MensagemAssunto: Re: @Manu Henz   Sab Dez 30, 2017 10:30 am




Papai Noel perdido
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

Manu relaxou os dedos sobre o cabo da espada, estava tensa e dolorida, mas seu rosto ainda era uma mascara perfeita de serenidade. Os insetos tinham partido em uma viagem só de ida para o tártaro, e como se tudo isso não bastasse para fazer crescer a agonia em seu peito, também tinha o fato de que do nada – e de maneira simples – ela passou a se sentir diferente. Era como se parte de si tivesse sido arrancada e agora a força que lhe tornava imortal já não funcionasse direito, Manu, pela primeira vez em cinco anos, se sentiu humana novamente.

O jovem filho de Zeus estava machucado, Frannie tentara curar o garoto, mas com as mudanças no cenário isso simplesmente se tornara impossível. Talvez não fosse apenas sua força imortal que tivesse lhe deixado, talvez mais coisas estivessem acontecendo e tudo porque o ambiente tinha sido alterado consideravelmente, mesmo que o lugar ainda fosse o mesmo.

Ao fundo o lago congelado sumiu, deixando só a parte de terra a vista dos semideuses, com isso, uma nova passagem se abriu na lateral da caverna e uma criatura fofa surgiu na entrada dela. Manu esperava tudo, menos aquilo. Depois de enfrentar inimigos mortais, nojentos e bizarros, o mínimo que se espera é algo ainda pior, talvez um monstro com 5 metros de altura que tivesse duas cabeças e fosse uma mistura de todos os insetos possíveis. Mas claro, isso não aconteceu e a imaginação fértil da garota foi decepcionada.

O dragão tinha cerca de um metro e meio, era menor do que ela e a fazia se recordar dos desenhos que Hanna fazia no acampamento, não era nada comparado ao que já tinha enfrentado e isso lhe deixava levemente assustada. Digo, ela estava subestimando seu inimigo por ser apenas um filhote, mas sabia que isso não era certo.

— É uma armadilha — Foi a primeira coisa que a caçadora pronunciou, porque aquilo não podia ser real, seu inimigo não podia ser tão inferior a todos os quatro, e sim, seus pensamentos a levaram a pensar isso por um momento.

— Fiquem atentos, não estou gostando disso — A jovem recuou. Estava próxima demais do dragão bebê inocente.

A desconfiança a fazia ficar ainda mais em alerta e em nada ajudava o fato de seu corpo continuar a arrepiar. Estava sendo avisada, sabia disso e ainda assim ignorava seu instinto. Em meio a isso, Frannie se aproximou da garota pela lateral e lhe estendeu um anel, fazendo a caçadora fita-la de maneira confusa enquanto Beau avançava para atacar o dragão.

Manu enfiou o anel no dedo e segurou a espada com mais força, em seguida, mentalizou o arco de ouro imperial com uma aljava simples e fez com que a espada se transformasse nele. Teve que admitir para si mesma estar um pouco impressionada pela mudança sutil. — Obrigada — Agradeceu Frannie, e foi aí que a coisa desandou de vez.

Frannie achava conhecer o inimigo e justamente por isso acabou agindo de maneira impulsiva ao jogar uma bola de fogo em direção a ele. Manu recuou mais um passo, a sensação de que algo daria errado estava lhe consumindo, e adivinhem só? Foi exatamente o que aconteceu.

O jovem filho de Eros tinha feito algo semelhante no mesmo momento, mas seu motivo era outro. O garoto parecia ter subestimado o dragão, e junto a Frannie acabou acertado a criatura com alguma coisa, uma bola de energia escura que foi absorvida junto ao fogo de Frannie, acontece, que isso também fez o dragão voltar a atenção em direção a ele e lhe cuspir uma rajada de fogo. Para, logo em seguida atingir uma bola semelhante a que Beau tinha lançado contra ele, atingindo assim Brandon que estava próximo demais do garoto.

O filho de Zeus, tomado por uma onda de fúria acabou lançando um raio em sua direção. Acontece, que o dragão possuía algum poder interno que o fazia rebater tais poderes em direção aos inimigos mais vulneráveis, nesse caso, o inimigo era Manu. Que só teve tempo de se jogar para o lago e se defender com uma pequena parte da cúpula antes de ter a lateral da perna esquerda atingida por parte do raio, algo que a fez gritar de dor e por impulso soltar um pequeno fragmento de gelo em direção ao dragão. Fora instinto, ela apenas abrira a palma e jogara o gelo em direção ao monstro, que não satisfeito em machuca-la, rebateu seu ataque em direção a Frannie, fazendo Manu arregalar os olhos e entender o que acontecia.

— NÃO JOGUEM NADA NELE! — Gritou para o grupo, ainda sentindo a perna latejar perante a dor de ter sido eletrocutada de leve. O ataque podia ter pegado de raspão, mas não queria dizer que não a tivesse machucado.

Com a perna debilitada, a jovem se apoiou na parede e esquivou-se para trás de um monte de neve que cobria algumas rochas a fim de se proteger de alguma maneira. Estava machucada e sua cúpula não iria funcionar contra aquela coisa, contudo, as rochas talvez fossem capazes de deter parte dos ataques elementais lançados por ele. Além disso, o ângulo serviria bem para dar suporte ao ataque dos outros três, com um arco em mãos, Manu seria o suporte perfeito, poderia atingir o dragão antes que ele atingisse os amigos. Em seguida, testou o movimento dos pés. Uma das pernas parecia tremer como gelatina, mas não tinha cedido contra seu peso, ela ficaria mais lenta, mas não totalmente machucada o que por si só já era um ótimo sinal.

Os outros três recuaram para perto da garota, Beau parecia ter um plano e Frannie tinha criado a distração perfeita para o filhote de dragão, fazendo o inimigo esquece-los por poucos segundos. Não era um plano exatamente sensato, mas o garoto deveria ter algo para ficar bem, então Manu não discutiu e nem argumentou, o deixou avançar enquanto Frannie se posicionava ao seu lado para lançar flechas em direção ao monstro. Em meio a isso, Manu o estudava, qual seria a fraqueza dele? Toda criatura tinha uma, aquele não podia ser diferente e se ataques relacionados a elementos não funcionavam... outra coisa devia funcionar.

Foi quando a flecha de Frannie se cravou na bunda do inimigo que ela entendeu, ele podia ser imune aos ataques causados por energia e Chi, mas não era imune fisicamente, assim sendo, eles podiam derrota-lo!

Beau foi puxado por Brandon ao terminar seu ataque, o garoto protegeu o filho de Eros e Manu agiu, ergueu uma das mãos em frente ao corpo e então invocou as 12 facas, apenas para em seguida, lança-las de encontro ao dragão, fazendo os projeteis se cravarem em diversas partes de seu corpo e um urro animalesco lhe escapar de seus lábios. Irritado, a bestante ainda lançou uma baforada de chamas sem um alvo definido, atingiu uma das paredes e fez pequenas rochas caírem do teto e atingirem todos os quatro. O estrago poderia ter sido pior, mas as chamas do monstro pareciam ter sido enfraquecidas perante o ataque de Beau, e agora, mais pareciam fagulhas de chamas do que chamas em si. Manu sentiu o pedregulho bater contra a lateral de seu ombro e rasgar parte de sua carne, mas nem teve tempo de processar essa dor, porque no minuto seguinte, algo mais do que bizarro aconteceu.

A fúria do dragão acabou o fazendo mudar drasticamente, o dragão tremia todo enquanto mudava de forma, e do nada, um novo dragão nascia bem diante dos olhos dos semideuses. Manu arfou diante da visão, tratou de ignorar as dores do corpo e ergueu o arco com a flecha devidamente posicionada. A jovem manipulou a ponta para criar o veneno, então duplicou a flecha e atirou ambas em direção ao dragão da esquerda, fazendo a primeira se cravar contra seu olho e a segunda em um ponto abaixo do pescoço. O veneno deveria ser suficiente para atrasar seu inimigo e permitir que Beau atacasse enquanto ela lhe dava suporte. Frannie faria o mesmo com Brandon, ela tinha fortalecido a equipe e dado a esperança que a mesma precisava para seguir em frente. Com isso, certamente poderiam vencer aquela batalha. Manu e Frannie estavam protegidas por entre as rochas, assim, evitariam ser atingidas novamente.

Manu se posicionou mais uma vez e apoiou a perna boa sobre as rochas, deixando a outra descansar confortavelmente, então pegou uma nova flecha e mirou em direção ao mesmo dragão que outrora tinha atingido. Ela era um suporte e teria que ser cuidadosa para não atingir Beau enquanto ele lutava, mas o garoto era bom, manipulava as correntes a certa distancia do dragão, o que dava a Manu um bom ângulo para atirar. A garota puxou a corda do arco e fechou um dos olhos, então mirou o ombro direito da criatura e atirou, fazendo a flecha se cravar um pouco abaixo. Puxou uma segunda flecha e dessa vez mirou a cauda, assim, quando o dragão moveu a mesma para tentar atingir o jovem mais uma vez, ela soltou a flecha e a fez voar em direção ao inimigo.

Foi aí que algo inesperado aconteceu.

A flecha de Manu atingiu o nada, o dragão se teletransportou para as costas de Beau e tentou atingi-lo com a cauda, o garoto não tinha percebido o ataque e estava prestes a ser atingido. Manu por sua vez, puxou outras duas flechas e sem mirar atirou ambas, sua precisão com o arco sempre fora perfeita, ele não podia decepciona-la naquele momento. Beau se virou antes de ser atingido e as flechas de Manu se fincaram nas costas do dragão no mesmo momento em que as correntes do filho de Eros lhe atingiram a frente do corpo, com isso, o monstro acabou virando poeira dourada.

Manu se virou em direção a Brandon, que também finalizava seu próprio dragão, o auxilio de Frannie tinha sido o suficiente para permitir que o filho de Zeus derrotasse o segundo filhote, garantindo a vitória do pequeno quarteto, que finalmente estava a salvo.

Kyra
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