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 Brandon - Ilha de Natal

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Abramov Levitz

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Mensagens : 27
Data de inscrição : 23/11/2017

MensagemAssunto: Brandon - Ilha de Natal   Ter Dez 12, 2017 3:21 pm

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SALVE O PAPAI NOEL
Heaven forbid that my heart is forsaken
Um vento gélido soprou na nuca do meio-sangue que não sabia o que esperar da situação. Como de costume desde que acordara do limbo em que estava, Brandon piscou os olhos com força para tentar entender o que estava acontecendo. Se para os semideuses era comum vez ou outra perder lapsos dos acontecimento, como se partes do dia tivessem sido roubadas de sua mente, para ele era ainda mais corriqueiro. Sua mão procurou a do filho de Eros no barco, mas foi impedida por um sentimento de vergonha.

Precisava dele para se sentir seguro, entretanto, temia perdê-lo por conta da carência.

As águas que eram cortadas pela embarcação pareciam tentar dizer algo, como um grito de socorro abafado. A temática da missão não era tão macabra assim, só que o clima parecia não concordar com isso. Quanto mais próximos de seu destino, mais forte os assovios dos ventos ficavam. Contudo, apenas Bran parecia perceber isso. Era como se os outros três estivessem em uma vibe completamente diferente da dele. E isso podia ser explicado pelo simples fato de ele ser um novato comparado a seus aliados, mesmo com Beau lhe jurando de pé junto que um dia já fora líder do Chalé de Zeus.

— Aquilo é... a ilha? — questionou tão baixo que ninguém lhe escutou.

Uma gota de suor escorreu por sua testa - mesmo no frio quase extremo-, quando pisaram em terra firme. Emmanuelle foi a primeira a desembarcar, avançando instintivamente à frente do quarteto. Ela parecia não ligar muito para o local, ao contrário, sua provável experiência passava um ar de confiança. Frannie, por outro lado, era mais modesta e curiosa, analisando o cenário antes de seguir. Quando foi a sua vez, desceu da embarcação mas não andou, virou a cabeça à espera do Edmond, seguindo apenas quando ao seu lado.

Sua boca foi aberta para bocejar e sem querer se engasgou com a ventania. Ao tossir, reparou que estava ficando para trás e correu. Correndo, acabou tropeçando e só não caiu de cara no chão porque seus instintos lhe fizeram usar os ventos para planar. Por sorte ninguém reparou na cena, ou então não teria onde enfiar o rosto por conta da vergonha. De qualquer forma, o casaco laranja que cobria seu tronco era tão aconchegante que provavelmente teria amortecido a queda.

"Malditas botas", xingou mentalmente o calçado marrom que usava, o qual ajudou para a queda. Estava apropriadamente vestido para a situação, todavia, queria mesmo era voltar a usar suas roupas cotidianas.

A caminhada pela praia até a aldeia foi tranquila - e muito da silenciosa, se pudesse acrescentar. Por vezes se viu tentado a puxar assunto com os outros, porém, sentia que seria apenas um incômodo então não o fez. Ao contrário, manteve-se quieto admirando a paisagem até o momento em que se deparou com a entrada da caverna. Frente a frente com o calabouço, desejou ter ficado com o aldeão encapuzado - que também não era nada amistoso.

— Eu não tentaria quebrá-lo, se fosse você — respondi a Frannie, quando ela perguntou sobre a resistência do gelo.

Manu foi a primeira a adentrar a caverna, tomando cuidado com as estalactites pontiagudas e com o chão onde pisava. A garota parecia saber para onde estava indo, mesmo isso sendo, tecnicamente, sem sentido. Seu pé direito foi o primeiro dos dois a pisotear a neve do caminho, acostumando com a textura do terreno conforme se aventurava no desconhecido. Era curioso que, ao mesmo tempo em que tudo lhe assustava, ele achava divertido todo esse clima de aventura.

— Não tá tão frio quanto achei que estaria — tentou quebrar o gelo, mas era difícil considerando onde estavam.

— Claro, olha a grossura do seu casaco — Beau respondeu com escárnio, sorrindo pela metade.

A resposta fez Bran sorrir também, como sempre ficava ao conversar com o filho de Eros. Só que quando o rapaz sem memórias achou que estava tudo bem, a névoa chegou. Se questionado, ele nunca saberia precisar o exato momento em que imergiu na ilusão. Em um instante estava na caverna com o trio, no outro, no limbo de onde surgiu. Veja bem, surgiu. O semideus não tinha um passado e, consequentemente, lembranças ou ambições. Somente duas coisas eram dignas do título de sonho, sendo que uma delas envolvia resolver a questão da sua antiga identidade, enquanto que a outra estava bem ali ao seu lado. Fora da ilusão, claro.

— De novo esse inferno — sua voz soou mais forte que o normal.

Como um dos seguidores de Hera, o meio-sangue era imune a poderes mentais, o que contradizia o fato de estar preso em uma ilusão. O puro branco do cenário em que fora foçadamente introduzido era perturbador. Mais ainda por remeter ao início da conturbada vida que começou. Como uma piada de mau gosto que deixa um gosto amargo na boca do alvo da brincadeira. E, infelizmente ali, o alvo era Brandon.

— É isso que sou? — de tão irritado com aquilo, gritou. — Um nada?

Um de seus segredos, na verdade o único, era justamente esta questão: ele não era um nada sem o Abramov. Sempre que Hera ou Beau tocavam no assunto de sua vida passada, o incômodo lhe assolava como um mosquito insistente no calor do verão. Afinal, para aqueles que sabiam da verdade, sua existência não passava de um meio para trazer Ab de volta. Sentia-se como um dublê, ou melhor, um coadjuvante na história de um grande herói. E esse protagonista, bem, era o tal Levitz.

Nunca o fim, sempre o meio.

— Pois fique sabendo que isso não me afeta — bradou, para quem quer que pudesse lhe ouvir.

Claro que estava mentindo - ao menos em partes. Ao passo em que se irritava pela sensação de ser apenas um peão em meio a uma trama maior, também não se afetava facilmente por quase nada. Porém, mesmo ele tinha seus limites. E estes estavam para esgotar. Um rebuliço em seu estômago o fez andar de um lado para o outro. Por vezes socou o nada, apenas para ter certeza de que não era nada. Em determinado momento pensou no óbvio:

"Quanto tempo tô aqui?", um desespero tomou conta de todo o seu corpo. Não lembrava quando tinha sido pego no truque, logo, poderia estar ali há horas. Talvez dias. Quem sabe anos. "Não, eu... eu tenho que voltar, eu...", a respiração pesada dificultou o raciocínio, conforme ficou estático de pé. Mais uma vez suas memórias tinham sido roubadas. Uma revolta misturada com tristeza afetou seu humor, perguntando-se o porquê de ser tão inútil.

— Porque eu não valho a pena — respondeu a si mesmo como se estivesse em um transe. — Eu não sou o Abramov, não sou eu quem querem. — uma única lágrima escorreu pelo lado esquerdo de seu rosto. Fria e solitária, exatamente como seu status naquele momento.

— Brandon! Isso tudo é mentira! — uma voz o despertou. Mas afinal, de onde ela surgiu, questionou-se internamente de imediato.

"Ele falou meu nome", sentiu sua vida literalmente voltar quando virou o rosto e viu o filho de Eros. Talvez estivesse enlouquecendo ainda mais, não obstante, ouvira-lhe chamar por Ab. Raciocinando melhor, preferiu acreditar que o apelido de seu antepassado não foi mencionado ali.

— O quê? — foi a única coisa que falou, antes de se puxado pelo rapaz e levado de volta à realidade através de um buraco que outrora não estivera ali.

De volta à caverna, sua visão permaneceu turva por alguns instantes junto do zumbido estranho. Uma prece breve foi feita por ele, pedindo a quem quer que estivesse ouvindo sua mente para nunca mais voltar para lá. Ele podia não ter um céu, mas com certeza tinha um inferno. E com mais certeza ainda não queria retornar para lá. Quando se deu conta do que estava acontecendo, não teve tempo de reação para a ação de Manu, encarando as pedras apenas no momento em que elas viraram pássaros.

— Ataquem! — a ordem dada por Emmanuelle funcionou tal qual um comando de voz para um aparelho de celular.

Brandon pareceu um soldadinho movido a controle remoto: no instante em que o grito




Kyra

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Abramov Levitz

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MensagemAssunto: Re: Brandon - Ilha de Natal   Qui Dez 21, 2017 10:36 pm







SALVE O PAPAI NOEL
Heaven forbid that my heart is forsaken
O barulho da passagem se abrindo ecoou pela caverna gélida como unhas raspando em lousa. Um som irritante e, naquele cenário, bastante perturbador. Brandon sentiu uma forte pontada na cabeça, talvez um efeito pós-ilusão, que o fez recuar alguns passos. Nenhum dos outros três pareceu notar isto, provavelmente por estarem mais preocupados com o que os aguardava. Por conta disto, preferiu permanecer calado temendo ser um incômodo naquele momento. Ninguém precisava saber se ele estava bem ou não pois ninguém se importava.

"E ninguém nunca vai se importar..."

O argonauta percebeu quase tarde demais que ficava para trás e então apressou o passo para alcançar os outros. Em um instante se sentia magoado com tudo e todos, enquanto que no outro se controlava para não chamar a atenção dele. A passagem parecia um local perfeito para descanso e quem sabe até mesmo distrair a mente do primeiro desafio - o qual, se pudesse comentar, foi traumatizante o suficiente para o resto da missão. Os quatro poderiam parar por ali e descansar, considerou, pois assim seria capaz de perguntar a Beau se o tal Abramov era bonito e legal. Talvez o filho de Eros gostasse mais do Ab do que dele. Mas afinal, como ele que não saberia dizer quem diabos é Donald Trump poderia competir com o antigo líder do chalé de Zeus, questionou a si próprio.

"Qual é o meu problema?", se xingou mentalmente, incrédulo por estar pensando naquele tipo de coisa justo naquela hora.

Seus passos afundavam mais e mais na neve conforme avançava pela passagem. Passagem esta que não era das maiores, tanto na largura quanto no comprimento, o que fez com que andassem em uma filha indiana. Bran foi o último, protegendo a retaguarda do outro rapaz, agora de quem ou do que ficaria para o destino responder, pois em sua cabeça precisava de qualquer desculpa para ficar mais perto dele a todo instante. Chegou a morder de leve o lábio inferior, inquieto por desejar puxar assunto mesmo sabendo que estaria apenas sendo o grilo falante - ou o alívio cômico e no fundo ninguém quer ser motivo de risadas. Principalmente na frente de quem gosta.

— Cuidado! — a voz de Emmanuelle o acordou para a realidade. Era incrível como ela parecia aquelas professoras que sempre acordam aos gritos os alunos adormecidos nas salas de aula.

Comentários engraçadinhos à parte, Brandon correu junto dos outros para ver do que se tratava, porém, chegou tarde demais. As íris azuis da prole dos trovões flagraram o exato momento em que a caçadora foi pega por um dos monstros. Um som escapou por entre seus lábios, fraco para ser ouvido mas real demais para ser ignorado. O nível de seriedade havia aumentado e isso estava evidente no sufoco inicial da segunda sala, o qual só não terminou em tragédia porque Manu conseguiu se liquefazer e escapar do abraço da morte. Foi nesse segundo que ele visualizou com precisão seus oponentes, engolindo em seco pela aparência horrenda dos bichos: híbridos entre barata e centopeia, gerando assim uma nova espécie ainda mais aterrorizante e nojenta que as primeiras.

Não queria continuar encarando aquelas coisas e, como se estivessem ouvindo seus desejos, uma parede de gelo surgiu separando o grupo de semideuses dos monstros. As palavras da líder do grupo atordoaram o novato, porque ele acreditava que ela sempre teria uma resposta para tudo. Então se a filha de Poseidon estava perdida, o mesmo significava para o restante. Contudo, o único outro rapaz do time tomou a iniciativa de oferecer um plano. A ideia do Edmond parecia absurdamente boa demais, o que fez o seguidor de Hera ficar receoso. Julgando pelos ataques incessantes e fortes daqueles insetos gigantes, eles eram muito mais fortes do que aparentavam - como Emma dissera.

— Tudo bem, eu fico com você — disse para Beau, sacando o escudo a tempo de perceber que acabou falando 'ficar' ao invés de 'proteger', o que poderia soar de outra maneira. "Deuses, como eu sou idiota", se repreendeu por gastar tempo pensando naquela besteira.

Com ou sem pensamentos estúpidos, a batalha teve seu início e ele não foi nada bom. O quarteto se dividiu em duplas, com as meninas partindo para cima dos alvos enquanto os meninos ficavam na retaguarda. A melodia do instrumento tocado pelo filho de Eros era harmoniosa e hipnotizante, contradizendo o que este lhes informara. Vai ver aos ouvidos dos inimigos ela soava diferente, mais maligna e danosa. Ou talvez o efeito hipnotizante fosse o responsável pela diminuição dos atributos inimigos, pensou. Seja como for, seus olhos observaram de maneira atenta o desenrolar do combate até que notou uma falha na ação das atacantes. Não foi errado o ataque das semideusas falhar e portanto terem de se defender. Errado foi elas errarem e eles pagarem o pato. Ou melhor, ele pagar o pato, pois o outro estava ocupado demais tocando a lira.

— Ou, olha eu aqui! — gritou para o inseto que avançava em direção à fonte de seu retardo: o lirista.

Um desespero aflorou em sua garganta ao ver que seu protegido corria perigo. Instintivamente o meio-sangue articulou o braço direito como sempre fazia para usar os véus de seu grupo secundário. Dessa forma, um deles foi criado ao seu redor e outro ao redor daquele que devia proteger, garantindo que as garras da besta não o atingissem. Só que ao fazer isso, acabou irritando o bicho e chamando a atenção para si próprio. Era o que ele queria, a princípio, detestando a ideia no instante em que percebeu que teria de encarar no mano a mano aquela coisa.

— Cai pra dentro, sua fedida, mas se você encostar em mim eu juro que te detetivo — ameaçou a primeira vez, não surtindo efeito. — Detectivo? — tentou uma segunda, também sendo infeliz. — Dedetizo! — na terceira o inimigo atacou.

A centopeia avançou em sua forma rasteira com uma velocidade incrível (o que era surreal, considerando que seus status estavam reduzidos pela música) cercando o semideus antes de dar o bote. Brandon ergueu o escudo para se defender das garras de seu adversário, todavia, foi derrubado por uma das patas traseiras dele - que estavam por detrás de suas pernas enquanto que o tronco ia pela frente -, e se viu indefeso. Por sorte o véu também garantia proteção a ele, caso contrário teria sido trucidado pelas garras afiadas de bronze celestial. O pingente em forma de raio foi transmutado em uma lança de ouro imperial, com a qual tentou espetar de cima para baixo o monstro mas acabou defletindo contra a lateral de seu corpo.

"Ele é muito resistente", logo viu. Ainda no chão, percebeu que o artrópode pretendia lhe fechar em sua garras - por estar ao seu redor -, e tudo que fez foi se teletransportar para longe junto de seus objetos. O filho de Zeus caiu na neve próxima à entrada daquele ambiente, atordoado o bastante para não se recompor de maneira ágil. Seus olhos fitaram o avanço do inseto que foi interrompido somente pelo segundo Beau. "Pera, ele se multiplicou?", Bran não fazia ideia de como seu aliado havia feito aquilo e na verdade nem ligava muito. As correntes do moreno envolveram quase toda extensão do corpo do monstro, dando tempo para que o argonauta reagisse.

A mão direita de Brandon avançou com afinco em direção à lança que havia caído ao seu lado. Com um giro rápido do cabo, ele fincou a ponta do item no chão de terra, perfurando-o para eletrificar a haste e dar vida às águias. Cinco criaturas elementais bateram asas ao redor de seu criador, voando em direção ao inimigo mais próximo com agilidade. A barata-centopeia envolta em ligas de aço foi a primeira a cair, sendo literalmente eletrocutada pelos pássaros até virar pó dourado. Após isto, o quinteto alado sobrevoou o cenário para ajudar a dupla feminina a finalizar o restante da horda.

Quando a batalha da segunda sala terminou, o morador do chalé um aproveitou a neve para se sentar um pouco. Sentia-se um inútil por não ter ajudado mais as outras duas. Inclusive, quando o clone perguntou sobre seu status, apenas sorriu de volta indicando que estava bem, devido ao humor abalado. Sendo que, na verdade, não estava nada bem. Queria salvar logo o maldito barrigudinho barbudo e sair daquela caverna, ou então começaria a ter uma crise claustrofóbica e surtaria. Ou pior, se ele continuasse a se multiplicar, morreria, quem sabe literalmente, de amores...

Status:
ϟ HP: 1180/1180
ϟ MP: 1180/1180 > 40 de MP gasto nesse turno já descontado aqui + 100 HP e MP recuperados com a passiva da Hidra;

Citação :
Cálculo dos danos:

1.500 de dano em um dos monstros com os raios das águias; Depois disto os pássaros foram ajudar as meninas, então o calculo de dano deles nos bichos delas é relativo.

Citação :
Observação: como pode perceber, não usei muita ativa pois não queria exagerar nas ações uma vez que as águias fizeram muito.

Armas Levadas:
 

Habilidades Passivas - Argonauta de Hera:
 

Habilidades Ativas - Argonauta de Hera:
 

Habilidades Ativas - Filho de Zeus:
 
Kyra

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