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 Missão fixa de natal

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AutorMensagem
Abramov Levitz

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Mensagens : 43
Data de inscrição : 23/11/2017

MensagemAssunto: Missão fixa de natal   Seg Dez 18, 2017 10:43 pm







A NOITE MAIS SOMBRIA
Heaven forbid that my heart is forsaken
missão realizada:
 

A neve que caía era tão fina que mal dava para ver sua espessura. Na verdade, não fosse a luz da Lua, com toda certeza ela não seria perceptível. Os passos que Brandon dava no chão ficavam marcados por apenas alguns instantes, pois a tal chuva branca logo preenchia as pegadas. Isso fez o semideus perguntar o que não estariam aprontando pelas florestas da ilha, uma vez que não haveria provas de suas passagens pelos locais. De começo pensou apenas em besteira, todavia, pela mente alerta de um argonauta - sem contar a influência das constelações -, se preocupou. Até onde sabia, vez ou outra alguma confusão acontecia naquele lugar.

— Nah, loucura minha — se abaixou para fazer uma pequena bola de neve, arremessando-a em um banco aleatório.

A estrada por onde passava estava tão atolada que não era possível distinguir sua largura. Para piorar, as árvores altas e densas margeavam à distância o caminho, deixando apenas para os postes e banquinhos lineares ditarem seus extremos. O meio-sangue, agasalhado com seu casaco de frio laranja e calça jeans preta, sentia a maldita neve entrar em seus calçados, amaldiçoando a si mesmo por não ter pensado melhor no que usar para a ocasião. Mas também, de tão apressado para respirar ar fresco, não ponderou o suficiente a respeito das vestes escolhidas.

"Foda-se essa porra", se irritou ao perceber que a meia ia ficando úmida. Se tinha uma coisa que irritava o filho de Zeus, essa coisa definitivamente era pisar com os pés molhados. Dessa forma, ele se abaixou para fazer outra bola de neve, mas quando a arremessou contra um poste, a luz apagou. Em seguida, todas as luzes dos postes foram esmaecidas, o que trouxe escuridão ao cenário. Alarmado, o campista levou a mão direita ao pescoço onde seu pingente de raio repousava quieto.

— Quem tá ai? — perguntou em voz alta, ao ouvir barulho de pegadas.

Mal sabia o pobre coitado que havia acabado de pronunciar uma das mais clássicas falas de filmes de terror. Fala esta que sempre implicava em alguma complicação para o protagonista. E ali não foi diferente. No instante em que Brandon se virou em direção ao som, os olhos vermelhos da fera o pegaram no ar. Atordoado pela surpresa, o jovem adulto nada fez além de erguer defensivamente os dois braços, sendo derrubado pelas patas dianteiras da criatura.

— Não — gritou, enquanto se debatia para não ser abocanhado por seu agressor.

O tigre glacial gigante que tinha cerca de um metro e meio de altura - sobre as quatro patas -, castigou sua presa. As garras da besta conseguiram arranhar com certa força o peito do rapaz, arrancando filetes de sangue que espirravam a cada golpe. Exaltado com as feridas, Bran não pensou duas vezes antes de aproveitar a proximidade de ambos para eletrocutar seu adversário. O choque foi suficiente para paralisar o animal, entretanto, seu peso era muito e dadas as circunstâncias, ele não conseguiu empurrá-lo.

— Ei — um outro indivíduo bradou, conforme usou as correntes para apertar a fera, tirando-a de cima do outrora Levitz com um puxão.

As ligas de ouro branco e bronze celestial se envolveram no animal com tamanha força, que o filho de Eros quase conseguiu erguê-lo. Isso abriu uma brecha para o ferido, que rapidamente mudou a forma do pingente mágico e o transformou em uma lança, usando-a para afugentar o bicho. A prole do rei do Olimpo sabia bem que algo estava errado com aquela besta e, não disposta a matá-lo, apenas a fez fugir com um grito energizado.

— Você — a voz saiu fraca, ao iluminar novamente os postes com um poder e visualizar seu herói.

— Eu mesmo — abriu um sorriso amarelo, sua marca registrada.

Beau Garret Edmond era a única pessoa que Brandon não esperava encontrar ali e, ao mesmo tempo, a pessoa que mais desejava encontrar em todo lugar. O filho de Eros estivera com ele em seu nascimento, quando Abramov sumiu dando lugar à sua existência. Contudo, a prole da paixão havia se tornado muito mais que o único elo com seu passado. Ela acabou despertando o interesse do rapaz, chegando ao ponto dele se apaixonar. A curiosidade se dava pelo fato deste último saber dos encantos dos descendentes de Eros, mas, ainda assim, não conseguir evitar pensar nele.

— Tá fazendo o que por aqui? — transmutou a arma em um pingente novamente, dando alguns passos para se aproximar do recém-chegado. — Quer dizer, valeu pela ajuda — seu rosto ruboresceu, o que foi facilmente notado pela iluminação forçada e precária da noite.

— Fiquei sabendo que tinha uns animais atacando um pessoal no escuro e que um bobalhão se atreveu a sair por aí mesmo assim — sorriu de forma amigável mesmo em uma situação de risco: ficarem parados ali papeando. — Ai decidi vir alertá-lo e me deparei com você. Viu esse bobalhão em algum lugar?

— Não — respondeu com a maior sinceridade do mundo, encarando o ouvinte. Alguns segundos observando o sorriso besta de Beau bastaram para que ele entendesse o contexto da fala. — Ou — protestou, semicerrando as sobrancelhas.

Era incrível como mesmo ali, em meio a uma situação mais grave, ele não conseguia deixar de admirar a beleza de seu acompanhante. A admiração era tanta, que nem percebia a expressão de bobo que estampava.

— Ninguém me falou desses ataques — coçou a cabeça, enquanto alternava o peso entre as pernas. A pontada dos cortes no peito doeu pelo movimento e ele abafou um gemido, abaixando a vista para olhar o ferimento.

— Parece que você se machucou — falou ignorando a fala dele enquanto se aproximava. Beau encostou a palma destra perto do local da ferida tentando analisar. — Precisamos estancar isso.

— Não precisa, já já vai fechar e — mas antes que pudesse continuar, foi interrompido.

— Tira sua camisa — e sem esperar aprovação, retirou o casaco do outro e em seguida a camisa rasgada. — Prometo que depois te dou outra — disse enquanto rasgava ainda mais a camisa dele, fazendo-a virar uma espécie de faixa para envolver ao redor de seu peitoral para pressionar a ferida.

Brandon sentiu o coração quase parar no instante em que Beau tirou seu casaco e camisa. Mesmo com o frio do momento, ele podia jurar que a temperatura havia subido. Suor escorria por sua testa enquanto ele encarava de perto o filho de Eros, implorando para que seu nervosismo não transparecesse tanto.

— Valeu... de novo — agradeceu, desviando o olhar.

— Parece que você deu sorte em me conhecer, garotão! — brincou para quebrar o silêncio. — Tinha algo estranho naquele animal. — falou o óbvio.

— Sim, os olhos dele estavam diferentes — complementou, ainda um pouco inquieto após o susto inicial.

— Segundo o livro de um psicólogo que eu não lembro o nome agora, quando estamos com medo tentamos retornar à fonte de nossas origens como forma de procurar segurança — uma expressão séria tomava conta de seu rosto enquanto falava aquilo — Não que eu tenha lido tal livro, não tenho muita paciência para isso, apenas vi alguém comentando em um ônibus uma vez — outro sorriso apareceu, quebrando a feição séria.

— Ônibus, é? — nunca tinha andado em um, então aquilo parecia mais divertido do que deveria ser.

— Acho que ainda dá tempo de encontrar seus rastros, quer seguir para descobrir?

Beau não precisava pedir duas vezes. Qualquer motivo para continuar ao seu lado bastava para convencer Brandon a ir até mesmo atrás do diabo.

— Claro — respondeu de maneira afobada. — Quer dizer, seria errado não tentarmos ajudar, né — deu de ombros antes de caminhar até a floresta.

Não tinha noção de como sabia aquilo, porém, ao focar na utilização do olfato, sentiu o cheiro do tigre mais forte em uma direção¹. Seu acompanhante ficou surpreso ao ver que o argonauta tinha habilidades de rastreio, chegando a questionar onde ele aprendera aquilo. O filho de Zeus respondeu honestamente com um "não sei", o que deixou ambos em um clima estranho e terminou por encerrar os diálogos.

Conforme adentraram mais e mais a floresta, os dois foram percebendo que nem mesmo as luzes das bolinhas criadas pelo meio-sangue elementalista bastavam para clarear o caminho. A noite estava pesada e isso refletia na escuridão que preenchia os bosques congelados. Era difícil mesmo para o rastreador encontrar registros de passagem animal por ali, todavia, os pingos de sangue denunciaram o caminho seguido pelo mamífero ferido.

E provavelmente ajudaram a chamar a atenção de mais dois do mesmo tipo.

Quando os tigres glaciais surgiram das laterais manobrando por entre os troncos, Beau foi o primeiro a reagir. O filho de Eros ativou as correntes novamente e tentou impedir um dos avanços com elas. Simultaneamente, Brandon ativou a tatuagem para invocar o escudo e lidar com o outro inimigo.

— Eles são mais rápidos do que nós na neve — exclamou, mesmo sabendo que isso era fácil de se perceber.

Apesar de ter pronunciado as palavras, o jovem seguidor de Hera ousou partir para o combate corpo a corpo, pois se continuasse a usar suas armas terminaria matando os bichos. Então para começar, se teletransportou para cima de seu alvo e o montou. O quadrúpede tentou se livrar do carona indesejado se balançando, entretanto, os braços e mãos fortes do semideus agarraram seu pescoço e pouco a pouco foram lhe imobilizando. Óbvio que ele usou um pouco de eletricidade para ajudar na imobilização.

— Consegui — comentou todo suado, após se desvencilhar da fera apagada na neve.

— Demorou, hein — Beau estava majestosamente parado em pé com seu oponente todo imobilizado pelas correntes. — Achei que fosse um peão de rodeio — provocou com um sorriso brilhante no rosto.

Bran se recompôs e então estudou rapidamente o corpo adormecido da besta. Como argonauta ele tinha certa noção de poderes mentais, principalmente aqueles que permitem tomar controle de alguém, ou, naquele caso, de algum animal.

— Alguém está fazendo isso com eles, não é natural — afirmou com certeza.

Queria muito saber quem era o responsável por aquilo e, ao mesmo tempo, temia não gostar da descoberta...

Habilidades Passivas - Argonauta de Hera:
 

Habilidades Passivas - Filho de Zeus:
 

Habilidades Ativas - Filho de Zeus:
 

Armas Utilizadas:
 

Tatuagens:
 

Kyra



> Concordar que alguém estava fazendo aquilo com os animais e então sugerir procurar pela floresta, alegando que quem quer que tenha feito aquilo não deveria estar muito longe.

> Bran usa a visão de zoom para dar uma vasculhada em toda a região até que encontra uma movimentação estranha (é um poder ativo dos argonautas, que permite que ele veja tudo muito longe - ele tem dificuldades pq nao é um campo aberto já que tem árvores ao redor, mas depois que voa fica fácil ver tudo lá de cima).

> Os dois partem até lá e são atacados por mais dois animais (escolha os dois e narre sua luta, falando que eu lidei com o meu enquanto vc lutava com o seu).

> Encontramos o cara e ele diz quem é (pode inventar sua descrição nome e afins) e que segue Nyx e estava fazendo aquilo em nome da deusa.

> Ele faz surgir vários animais ao nosso redor ai entra a parte chave. Os dois percebem que não vão dar conta de tudo sozinhos então se dividem. Brandon chama a atenção dos animais todos e luta contra eles e você lida com o vilão.

> Ai mata o cara e o efeito sobre os bichos acaba e eles voltam pra floresta para se esconder.

> A missão termina nessa cena mesmo, deixando claro que tudo estava bem mas não precisa descrever volta para a cidade da ilha nem nada, talvez um diálogo final, se quiser.

_____________________________________
But old enough to know better
Young enough to chase


Última edição por Brandon em Sab Dez 23, 2017 11:11 pm, editado 1 vez(es)
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Beau

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MensagemAssunto: Re: Missão fixa de natal   Qua Dez 20, 2017 3:44 pm







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A estadia na ilha de natal vinha com uma surpresa a cada dia, exceto por hoje que foi totalmente tranquilo ao ponto de conseguir explorá-la um pouco mais. Estive tão distraído caminhando que nem vi o tempo passar, quando percebi já era a hora do jantar, pouco mais das 19 horas, horário em que todos iam ao refeitório comer.

Entrei na fila para ser servido e não demorou muito até que a sopa de legumes quente estivesse em minhas mãos. Posicionei a cumbuca em uma bandeja, para então me dirigir até um lado vazio da grande mesa do canto esquerdo. Por mais que tivesse alguns rostos conhecidos na mesa oposta, eu queria ficar um pouco só e esquentar o corpo com tal comida.

Mas a minha ‘solidão’ não durou muito tempo: após três colheradas na sopa, duas garotas com maquiagens pesadas e um garoto de porte forte se sentaram nos espaços vazios ao meu lado, falando alto o suficiente para todo o refeitório escutar.

— Eu que não teria coragem de sair pela estrada próxima da floresta essa hora, sabendo que tem animais atacando todo mundo a noite. — Uma delas falou enquanto olhava o seu reflexo na colher de prata — Já imaginou se algum desses estraga o meu belo rostinho? Melhor não arriscar!

— Mas se quiser sair, eu vou com você e te protejo, minha deusa — Falou o brutamontes antes de colar seus lábios nos da garota em um selinho rápido.

— Coitado daquele garoto, tão bonito se arriscando tanto — Falou a mais nova, provavelmente irmã da outra — Nunca vi um filho de Zeus tão bonito, loiro...

Era quase impossível não prestar atenção na conversa deles. Minha respiração diminuiu ao ouvir sobre o filho de Zeus loiro. Apenas existia um com essas características atualmente: Brandon.

Levantei da mesa o mais rápido que pude e saí correndo em direção a tal estrada citada pela namorada do grandão. Provavelmente devo ter virado a sopa nesse movimento e talvez eles tivessem parado de conversar para prestar a atenção em mime posteriormente me chamar de louco, mas só o que me veio a cabeça foi a imagem do filho de Zeus sendo atacado por alguma coisa.

Eu sei que ele era forte o suficiente para se defender, mas desde a transformação em que eliminou Abramov da face da Terra, fazendo com que Brandon ficasse em seu lugar, eu meio que me sentia responsável por cuidar dele, já que era o único a saber da verdade.

A corrida até a estrada coberta por neve durou alguns minutos, mas ao chegar todas as luzes se apagaram e logo um rosnado ecoou pelo ambiente.

— Merda. — Voltei a correr na direção do barulho, parando a alguns metros ao avistar a fera branca em cima de algo, ou melhor, dele. — Hey!

Gritei ao mesmo tempo em que balançava o braço fazendo a pulseira de ouro branco se transformar nas correntes e lançá-las contra o tigre. Agarrando-o com elas e puxando o máximo que conseguia para tirá-lo de cima. Tal movimento foi o suficiente para Brandon sacar sua lança e afugentar o animal com ela.

Recuei com as correntes,transformando-as novamente no bracelete antes de me aproximar da prole de Zeus. De alguma forma ele fez com que a luzes dos postes acendessem novamente, algum poder de seu pai, creio eu. Um sorriso amarelo apareceu em meus lábios após a surpresa dele em me vê.

Levei os as mãos para dentro da jaqueta preta, aquecendo-as enquanto ouvia-o perguntar o que eu fazia ali. Dei de ombros enquanto respondia-o em meio a uma zoação.

— Fiquei sabendo que tinha uns animais atacando um pessoal no escuro e que um bobalhão se atreveu a sair por aí mesmo assim.

Kyra
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