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 Missão Reciclada

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Beau

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Mensagens : 25
Data de inscrição : 01/02/2017

MensagemAssunto: Missão Reciclada   Sex Jan 05, 2018 3:16 pm







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Observação Antes da Leitura:
 

Apoiava a mão numa espécie de balcão enquanto me levantava com um pouco de dificuldade, minha cabeça doía fortemente e a minha visão embaçada só se recuperou ao estar totalmente em pé.  Observei o local, vazio aparentemente, mas com vários destroços indicando que uma batalha havia acontecido recentemente ali. Que lugar era aquele? Como eu tinha ido parar lá? Eram perguntas que eu não sabia como responder por causa da dor que latejava sem parar. Avistei uma pia atrás do balcão, para onde me dirigi e abri a torneira para lavar o rosto. O primeiro flashback veio no momento que a água fria tocou minha pele.

Lá estava ele: grande, gordo e pesado. O ciclope, filho de Arges, ao qual estava procurando. Aquele que roubara o item de Ares. O bar estava cheio de seus capangas, que tinham mais cara de idiota que o poderoso chefão. Eu, sentado no banco do balcão, com uma capa que cobria todo o meu corpo e um largo capuz para esconder meu rosto em meio aos panos. Estava nervoso, nervoso o suficiente para cometer a burrada a seguir:

— Então, aquele é o big boss que roubou Ares?

Pra quê eu falei aquilo? O monstro magrelo ao meu lado avançou para cima de mim sem dar tempo de respirar. Caímos juntos no chão, embolando até próximo as mesas. Outros capangas entenderam  o que acontecia e rapidamente pularam em cima de nós. Aos poucos eu era sufocado com o peso deles enquanto recebia alguns socos e arranhões. Estava curvado no chão, com as costas para cima, sem conseguir ativar nenhum dos equipamentos. Mais uma vez, o instinto tomou conta de minhas ações, de alguma forma uma energia dentro de mim sempre sabia como agir nesses momentos em que não conseguia raciocinar direito.

Minhas asas se abriram vorazmente, lançando todos os capangas que estavam em cima de mim para longe, alguns caíram em cima de móveis, quebrando-os com o impacto. Saltei e planei na mesma hora, observando os que se levantaram para avançar contra mim novamente. Antes que pudessem me atingir, voei o mais alto que consegui dentro daquele local e concentrei toda energia em meu corpo, que brilhou de forma intensa um vermelho forte.

Os capangas que tentavam me atacar agora gritavam como se seu corpo estivesse em chamas e tampavam os olhos para evitar o brilho. Eles fugiram do local, derrubando tudo que viam pela frente, queriam se livrar daquela ardência em seus corpo. Logo o brilho finalizou e eu voltei a tocar os pés no chão. Olhei imediatamente na direção onde estava o ciclope e não restava uma alma se quer. Ele aproveitou a confusão para fugir.

Só o que restou foi um garoto, que estava escondido todo esse tempo atrás do balcão. Era o atendente dali, provavelmente era forçado a trabalhar pelo monstrão. Ele me olhou assustado e estendeu a mão com um copo de vidro com uma bebida transparente, talvez vodka. Eu não iria machucá-lo, ele parecia inocente. Agradeci com a cabeça e peguei o copo para tomar dois goles seguidos. É ele só parecia inocente mesmo. Minha vista embaçou.


Meu olhar foi direto até o local onde o ciclope estivera sentado, assim que a água terminou de escorrer pelo meu rosto. Minha cabeça ainda latejava, mas aos poucos diminuía. Apoiei o braço no batente da pia enquanto observava a água cair da torneira para o ralo. Certo, eu sabia o que tinha acontecido ali. Mas porquê eu estava atrás desse tal item?

Foi então que o outro flashback surgiu, antes mesmo de lavar o rosto mais uma vez. Nele, mostrava uma conversa minha com o próprio deus da guerra, onde ele dizia que eu lhe devia uma, depois de ter atrapalhado o encontro dele com Afrodite uma vez. De fato, ajudei Hefesto com isso, mas não sabia que ele tinha conhecimento da minha participação. O barbudo contou toda a história que aconteceu cinco anos atrás. Assim que terminou de dar as indicações da missão desapareceu. O tempo acelerou até que eu tivesse uma visão profética do local onde estava naquele momento.

Agora tudo fazia um pouco mais de sentido. Lavei os rostos algumas vezes pronto para sair e continuar a busca pelo tal objeto, quando ouvi barulhos de pneus do lado de fora do bar. As luzes do farol invadiu o estabelecimento através de uma janela quebrada no meio da confusão. Ao julgar pelo som dos passos nas pedras, com certeza tinha mais de uma pessoa ali. E eu estava certo. Os três integrantes da seita derrubaram a porta de entrada de uma vez. Fazendo um grande barulho ecoar no local e a poeira subir durante a derrubada,o que ajudou para que eu me escondesse atrás do bar antes de ser visto.

— Parece que a briga foi boa — Comentou uma voz feminina.

— Acha que ainda tem alguém aqui?

— Vamos descobrir.

E os passos eram possíveis de ouvir novamente. Desta vez dava para distinguir o salto alto dela do barulho das botinas dos outros dois. Eu precisava sair dali sem ser visto, ou então não conseguiria completar a missão. Prendi a respiração quando a luz azul de uma lanterna passou próximo ao local onde me escondia, provavelmente aquela luz tinha algum diferencial da de lanterna comum. Recuei o Maximo que consegui, batendo sem perceber em um copo de vidro que virou de lado, fazendo barulho suficiente para chamar a atenção deles.

— Shit — Falei baixo na mesma hora que mais duas luzes encontravam a que já estava lá. Os passos ficavam cada vez mais perto. O suor escorria pela lateral do meu rosto. Parecia que a minha respiração tinha parado de vez. Até que finalmente as grandes unhas vermelhas apareceram na borda do balcão, antes do rosto afilado surgir em seguida.

— Um pulguento!

Aquela era uma das habilidades dos guardiões que eu mais gostava: o metamorfismo. Antes de ela olhar o local onde eu me escondia, aproveitei para me transformar em vira-lata de cor acinzentada, com aparência acabada para combinar com o local. Eu lati em sua direção, um latido rouco e forte. A mulher de cabelos vermelhos fez uma careta de nojo em minha direção e voltou sua atenção para os companheiros. Aproveitei para sair dali de baixo e andar de quatro patas para um local onde pudesse vê-los.

— Não tem ninguém aqui. Foram mais rápido que nós — Afirmou a mulher enquanto chutava um copo com sua bota pontuda de salto.

— E para onde foram? — Perguntou o mais alto deles.

— Não sei, mas se continuar aqui dentro mais um minuto, pegarei alguma doença.

A mulher falou ao mesmo tempo em que se dirigia até a porta por onde entraram, voltando a fazer a expressão de nojo ao passar do meu lado. Rosnei em sua direção e esperei que os três saíssem para segui-los até o lado de fora. Sentei sobre quatro patas em baixo de um grande carvalho que tinha na entrada, observando-os partirem em sua Range Rover preta. Esperei que eles desaparecessem de minha visão para então retornar a forma humanoide com um sorriso no rosto.

A brisa gélida da noite refrescava o carvalho ao lado, balançando suas folhas ao passar por elas. Enfiei a mão dentro da jaqueta de couro preta que usava por baixo da capa, retirando de dentro do bolso interior, um espelho de mão adornado em ouro. Nunca imaginei que aquele presente de natal fosse me ser útil em algum momento. Após descobrir acidentalmente como funcionava, sabia exatamente como utilizaria ele ali. Após pensar sobre a história contada pelo deus da Guerra, o espelho mostrou a imagem de um garoto de cabelos pretos. O espelho não tinha me mostrado o ciclope que eu achava estar com o objeto roubado de Aros, mas sim um possível semideus com os olhos escuros.

Entendi na hora de que se tratava do demônio de Nyx que matou o filho da guerra anos atrás. Então minha ida até o bar tinha sido em vão, o item já estava sob posse do seguidor de Nyx novamente. Ele era grosso, gritava com um outro menino mais baixo que ele, que mostrava respeito pelo líder abaixando a cabeça durante a gritaria. A imagem ia se afastando, mostrando a sala em que estavam até mostrar a casa esverdeada na rua deserta e a frente da padaria que ficava ao lado. As imagens sumiram logo em seguida. Mas aquilo era o suficiente para saber onde encontrá-lo. Sabia a localização daquela padaria. Era uma antiga que ficava próxima ao Zoológico de Denver. Guardei o espelho antes de abrir as asas para voar até o local.

O voo não demorou muito, afinal não era muito longe de onde o bar estava. Aterrissei em frente a casa vista pelo espelho, voltando a esconder as asas ao tocar os pés no chão. A porta estava trancada, não teria como entrar por ali. Deia volta nela até encontrar a janela que dava na cozinha semiaberta. Tentando não fazer muito barulho, a abri o suficiente para atravessar e adentrar a suposta residência do demônio. Todos os ambientes estavam escuro, a única fonte de luz que iluminava o corredor próximo a cozinha vinha de um quarto no fim dele. Provavelmente o escritório que tinha avistado.

O silêncio permanecia ali, indicando que o semideus não gritava mais com o seu capanga, como o espelho tinha mostrado. Um clima estranho pairava o ar, me fazendo arrepiar a cada passo que dava na direção do quarto iluminado. Estava tudo muito quieto demais. Quando toquei na porta, para abri-la e olhar dentro do cômodo, fui atingido por uma forte pancada na nuca que me forçou a cair no chão e avistar sapatos pretos antes da visão escurecer de vez.

{...}

— Você realmente acha que eu não sabia da sua chegada?

A voz rouca do garoto invadia meus ouvidos no momento em que eu acordava do desmaio. Tentei levar a mão até o local da batida na nuca, mas algo me impediu. Foi então que percebi a situação em que estava: preso em uma cadeira, com os pés amarrados na parte de baixo do móvel e as mãos amarradas para trás. Minha visão já estava perfeita novamente e pude observar os dois demônios me encarando com sorrisos amarelados. Na mesma hora tentei ativar os anéis em meus dedos para transforma-los em correntes, mas não havia nada lá.

— Tá procurando isso aqui? — O garoto mais baixo falou apontando para a mesa ao seu lado, onde estavam todos meus equipamentos, inclusive a capa que não tinha nada de especial ,que usava apenas para disfarçar mesmo.

— O que vocês querem?

— O que nós queremos? — O demônio principal riu — Isso é o que nós perguntamos a você, semideus.

— Você tem algo que não lhe pertence — Enquanto falava, meus olhos pararam em cima de um medalhão de outro que o garoto de olhos negros usava em seu pescoço. No centro do objeto, a imagem de uma cabeça de javali parecia me observar o tempo todo. Era isso. Aquele animal era o símbolo do Deus!

— Então o velhote não esqueceu disso? — Ele perguntou enquanto segurava a corrente de ouro em seu pescoço, confirmando o que tinha imaginado há pouco sobre o item — Ele é meu por direito, eu matei seu filho e peguei para mim.

Fiquei calado. Como ele conseguia falar em morte como sendo algo tão normal? Os seguidores de Nyx eram tão ruins assim? Eu queria bater nele o mais forte que conseguisse, não por causa de Ares, mas pela índole que ele aparentava ter. Talvez ele só aprendesse quando sentisse na pele o que faz os outros passarem. “Aprende com a dor”. Ou será que esse ditado só funciona com pro amor?

O outro garoto, que posteriormente descobri se chamar Gary durante uma conversa dele com o demônio principal, andou até um canto da sala e acendeu um cigarro com um isqueiro. Era a minha oportunidade de fazer algo. Eles podiam ter pego meus equipamentos, mas eu ainda tinha meus truques. Gary então passou o acendedor para seu companheiro, indicando que o outro logo acenderia um cigarro também.

Dito e feito. O de olhos sombrios posicionou o cigarro em sua oca e começou a riscar o isqueiro para produzir fogo e acender o fumo. Exatamente o que eu precisava: fogo. Concentrei o olhar para o equipamento e esperei que a primeira pequena chama aparecesse para dar início ao meu plano. Foquei a energia na pequena chama azulada, aumentando-a rapidamente e lançando-a contra o rosto do inimigo. Gary correu até seu parceiro para ajudá-lo.

— Por favor, me concedam sua benção.

Orei baixo, antes de tentar puxar os braços e as pernas para torar as cordas que me prendiam. Minha prece tinha sido ouvida. A força que possuía fora aumentada de uma hora para outra. Permitindo que conseguisse romper as cordas. Pensei em correr até os equipamentos, mas era melhor aproveitar a chance que tinha: com uma corrida e um salto, caí com tudo sobre Gary, acertando sua nuca em cheio com uma cotovelada, apagando-o no chão e devolvendo o ataque que me receberam quando cheguei ali.

O outro avançou para cima de mim na mesma hora, já que o fogo em seu rosto já tinha desaparecido, embora a queimadura continuasse. Em suas mãos agora estavam garras afiadas,que cortaram meu braço esquerdo causando arranhões. Segurei-o pelos ombros impedindo-o de se aproximar mais e joguei o corpo para trás, caindo junto com ele.

— IDIOTA!

Ele bradou durante a queda. Utilizei da perna esquerda para afastá-lo e conseguir me levantar. Mas antes que pudesse realizar outro movimento de ataque,  três esferas de energia negra vieram em minha direção. Desviei de apenas uma, sendo acertado pelas outras duas e lançado para longe contra a parede. Ainda durante o movimento de batida na parede, avistei quando o demônio avançou em minha direção, imediatamente conjurei uma barreira mágica de cor alaranjada que impediu a sua passagem.

A barreira iria segurá-lo durante o tempo que eu precisava para me levantar após a queda e recuperar os itens de volta, retirando-os da mesa onde estavam. Assim que peguei todos ativei a Nebula no momento exato que o semideus destruiu a barreira. As quatro pontas afiadas da arma avançaram contra o homem, desferindo-lhe alguns golpes antes de se enroscarem por todo o corpo dele igual ao ataque de uma cobra.  

— Você nunca acabará comigo! — Ele gritava enquanto tentava se soltar das correntes.

— E quem disse que eu farei isso? — Um sorriso perverso surgiu em meus lábios. Eu não iria matá-lo, longe de mim fazer aquilo. Mas o entregaria para o deus e ele decidiria o destino daquele pobre coitado.

Movimentei os dedos ao mesmo tempo em que controlava o ar ao redor dele. Impedindo que tal elemento chegasse em suas narinas, criando um vácuo no semideus por causa do desvio que fazia das correntes de ar. Aquela maldade só durou alguns segundos, o suficiente para ele suspirar sufocado e seus olhos revirarem, indicando o desmaio.

Gary continuava desacordado no chão. Mas era questão de tempo até ele se levantar. Aproveitei para colocá-lo sentado na mesma cadeira que me colocaram anteriormente. Amarrando-o da mesma forma, com umas cordas que encontrei no canto da sala. Ele já começava a demonstrar que acordaria, quando me afastei,criando um glifo de fogo ao seu redor.

— Está vendo esse circulo vermelho a sua volta? — Perguntei enquanto ele abria os olhos e observava o em torno — Você está bem no meio dele. Uma movimentação se quer e sua alma queimará até no submundo.

Seus olhos arregalados foram a última coisa que vi antes de dar meia volta e caminhar para fora da casa, controlando as correntes para trazer o demônio desacordado logo atrás. Eu até que tinha talento pra maldade. Soltava uma risada rápida com o pensamento, enquanto parava na beira da calçada do local. Eu precisava levá-lo até Ares e só tinha uma maneira de fazer aquilo: Assobiei o mais alto e agudo que conseguisse. Retirei um dracma do bolso enquanto esperava o táxi velho parar na minha frente. Abaixei, olhando para as três irmãs cegas que dirigiam o veículo.

— Empire state, o mais rápido que conseguirem.

Equipamentos:
 

Poderes e Habilidades:
 

Habilidades Ativas do Demonio de Nyx:
 

Duplicador:
 


Kyra
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