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 Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis

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Abramov Levitz

Abramov Levitz

Mensagens : 56
Data de inscrição : 23/11/2017

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MensagemAssunto: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeSab Out 27, 2018 5:14 am


Poderes Passivos
Nível 1
Nome do poder: Identidade Confusa
Descrição: Assim como Nêmesis fora confundida diversas vezes ao longo da história por conta do seu conceito (e até mesmo visual), seus descendentes inevitavelmente carregam esse mesmo estigma. É comum serem confundidos com outras pessoas, ou, às vezes até mesmo (caso seja sua vontade), com filhos de outros deuses.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Serve para despistar mais facilmente ou simplesmente se fazerem de sonsos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Aura intrigante
Descrição: Descendentes de Nêmesis herdaram a aura hostil da deusa. Esse poder não se comporta como um causador de discórdia (algo mais a ver com Éris) ou desavença entre pessoas. Na verdade, ele apenas faz com que aqueles que possuem pendências por erros passados tenham sua consciência pesada. É como estar na presença do elefante rosa na sala.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 2
Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas I
Descrição: Qualquer tipo de arma com lâminas pequenas é melhor manuseada pelas mãos dos filhos da deusa Nêmesis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% de assertividade no uso do tipo de item citado.
Dano: +10% de dano ao ser acertado pela arma do tipo citado.

Nome do poder: Detectores de Mentiras
Descrição: A prole da deusa sempre saberá quando alguém estiver mentindo para ela. Não importa a situação. Contudo, mesmo com essa habilidade impressionante, ela ainda está passível de ser enganada por algum tipo de manipulação muito poderosa (assim como a própria justiça às vezes erra). Comparativo entre a Inteligência do filho de Nêmesis e a Manipulação do mentiroso será necessário para decidir quem prevalece.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 3
Nome do poder: Senso de Justiça
Descrição: Ao alcançar certa familiaridade com os poderes herdados, semideuses que fazem parte da prole de Nêmesis acabam desenvolvendo um senso de justiça mais intenso. Isso não influência diretamente em sua índole, mas sempre o fará pender para o lado justo da coisa.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Rancor
Descrição: Intrinsecamente mais rancorosos que os outros, descendentes da deusa em questão nutrem o sentimento por muito mais tempo e com muita mais intensidade. Uma vez tendo ganho seu rancor, dificilmente uma pessoa será tolerada pelo semideus novamente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 4
Nome do poder: Cura por Vingança I
Descrição: Realizar atos vingativos, por mais simples que sejam (como retribuir um golpe, por exemplo) enchem o semideus de energia e o revigoram. Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera 20 de HP e MP.
Dano: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder: Impassibilidade Emocional
Descrição: Membros desse grupo, assim como a deusa, não são facilmente influenciados por poderes de charme ou mentais que visem mudar sua opinião sobre algo. Isso também os possibilita discernir melhor mesmo em momentos de extrema carga emocional, afinal, a justiça precisa ter controle sobre si mesmo para cumprir seu papel.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% de resistência ao tipo de ataque citado.
Dano: Nenhum.

Nível 6
Nome do poder: Instinto Vingativo I
Descrição: Injustiças ou atos ruins são vistos de maneira negativa por filhos de Nêmesis (ainda que isso seja interpretativo), assim sendo, enquanto estiverem lutando para vingar alguém ou uma situação, terão seu poder aumentado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Desde que na situação citada, o semideus recebe 10% bônus em todos os seus atributos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Respeito
Descrição: Conhecidos por serem, em sua grande maioria, pessoas imparciais, filhos de Nêmesis costumam ser respeitados por outros campistas quando o assunto é debate ou julgamento. Suas opiniões e ideias são sempre consideradas com mais simpatia por outros.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 7
Nome do poder: Promessa é Dívida
Descrição: Filhos de Nêmesis nunca descumprem com suas promessas. Contrariamente a isto, aqueles que jurarem algo a eles ou os prometerem algo, também nunca poderão não cumprir com sua palavra. Caso um filho da da deusa ou alguém não cumpra com algo a ele, o castigo por isso poderá vir por meio de uma maldição dela. Esse poder garante certeza em tratos com a possibilidade da STAFF intervir no não cumprimento de acordos de alguma parte.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: A Força da Justiça I
Descrição: O famoso ditado "a justiça tarda, mas não falha" foi atribuído pelo fato da deusa, em contos antigos, agir lentamente para castigar da maneira devida seus condenados. Isto, por outro lado, acabou respingando em seus descendentes e foi traduzido através de uma intensificação de sua força.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 10% em força.  
Dano: Nenhum.

Nível 9
Nome do poder: Detecção de Azaração ou Fortuna
Descrição: Filhos de Nêmesis sempre podem identificar se alguém anda tendo uma maré de sorte ou azar (ou se poderes do tipo estão ativos sobre o alvo).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.  
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Cinismo
Descrição: Sendo, às vezes, necessário mentir para julgar ou simplesmente arrancar uma verdade de alguém, filhos de Nêmesis são ótimos atores. As feições desses semideuses são sempre amigáveis e enganadoras, mascarando perfeitamente suas verdadeiras intenções (até mesmo quando pretendem furar o pescoço de alguém, por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% no atributo manipulação.  
Dano: Nenhum.

Nível 11
Nome do poder: Intimidação
Descrição: Contrariamente à possibilidade de mascararem suas feições, os legados da deusa também podem impor uma presença intimidadora poderosa. O temor à justiça divina sempre foi recorrente no mundo, tanto dos vivos quanto dos mortos. Assim sendo, desde que seja a intenção do semideus, ele pode amedrontar todos na cena apenas com sua presença.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Intimida todos os presentes (mesmo aqueles que, de alguma forma, possuem resistência a intimidações); intensifica em 20% poderes desse sentido. 
Dano: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Combate Limpo
Descrição: Filhos de Nêmesis não são capazes de atacarem de maneira traiçoeira ou realizarem golpes sujos. Em contrapartida, seus inimigos também não (uma aura mágica os impede de tal).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas II
Descrição: Qualquer tipo de arma com lâminas pequenas é melhor manuseada pelas mãos dos filhos da deusa Nêmesis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% de assertividade no uso do tipo de item citado.
Dano: +15% de dano ao ser acertado pela arma do tipo citado.

Nível 15
Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: A espada da justiça sempre foi uma definição recorrente nas representações da deusa ao longo dos tempos. Dessa forma, seus filhos, ironicamente, possuem uma predisposição acentuada no uso da arma em questão.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% de assertividade no uso de espadas pelos filhos de Nêmesis.
Dano: +15% de dano ao ser acertado pela espada do semideus.

Nível 17
Nome do poder: Pesador Nato
Descrição: A balança da justiça sempre foi uma definição recorrente nas representações da deusa ao longo dos tempos. Dessa forma, seus filhos, por mais engraçado ou estranho que possa soar, são ótimos mensurando pesos de coisas. Desde pessoas a monstros e objetos, tudo que esteja diante de seus olhos pode ter seu peso descoberto facilmente. São capazes também de sempre saber o quanto de peso algo ou alguém aguenta. Essa habilidade pode ser útil para elaborar planos ou usar a favor, de alguma maneira, em uma batalha.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 18
Nome do poder: Cura por Vingança II
Descrição: Realizar atos vingativos, por mais simples que sejam (como retribuir um golpe, por exemplo) enchem o semideus de energia e o revigoram. Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera 50 de HP e MP.
Dano: Nenhum.

Nível 20
Nome do poder: Mediador de Desavenças
Descrição: Filhos de Nêmesis são ótimos mediadores em situações de desordem ou confusão. Sua mera presença já alivia o clima e, se dispostos a intervirem, serão sempre escutados (ainda que nem sempre ouvidos) por todos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 22
Nome do poder: Instinto Vingativo II
Descrição: Injustiças ou atos ruins são vistos de maneira negativa por filhos de Nêmesis (ainda que isso seja interpretativo), assim sendo, enquanto estiverem lutando para vingar alguém ou uma situação, terão seu poder aumentado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Desde que na situação citada, o semideus recebe 15% bônus em todos os seus atributos.
Dano: Nenhum.

Nível 24
Nome do poder: Harmonia Sentimental
Descrição: Conforme mais poderoso, o membro desse grupo vai tendo seus genes divinos intensificados e novas auras surgem. Esta o torna um farol em meio a tempestades. Desde que presente na cena, o semideus é capaz de acalmar os ânimos aflorados de todos (mesmo monstros).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Status de frenesi, confusão, raiva, tristeza ou qualquer outra condição positiva ou negativa emocional, são anulados. Poderes do tipo são inúteis contra ou na presença do meio-sangue.
Dano: Nenhum.

Nível 25
Nome do poder: Cegueira Companheira
Descrição: Estar cego não impossibilita ao semideus agir. Seus outros sentidos, em casos como esse, são intensificados ele consegue lutar normalmente guiando-se por estes.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso fique cego, recebe 50% bônus em todos os sentidos para continuar lutando.
Dano: Nenhum.


Nível 26
Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas III
Descrição: Qualquer tipo de arma com lâminas pequenas é melhor manuseada pelas mãos dos filhos da deusa Nêmesis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 50% de assertividade no uso do tipo de item citado.
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela arma do tipo citado.

Nível 28
Nome do poder: Perícia com Espadas II
Descrição: A espada da justiça sempre foi uma definição recorrente nas representações da deusa ao longo dos tempos. Dessa forma, seus filhos, ironicamente, possuem uma predisposição acentuada no uso da arma em questão.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 50% de assertividade no uso de espadas pelos filhos de Nêmesis.
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela espada do semideus.

Nível 30
Nome do poder: A Força da Justiça II
Descrição: O famoso ditado "a justiça tarda, mas não falha" foi atribuído pelo fato da deusa, em contos antigos, agir lentamente para castigar da maneira devida seus condenados. Isto, por outro lado, acabou respingando em seus descendentes e foi traduzido através de uma intensificação de sua força.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 20% em força.  
Dano: Nenhum.

Nível 31
Nome do poder: Cura por Vingança III
Descrição: Realizar atos vingativos, por mais simples que sejam (como retribuir um golpe, por exemplo) enchem o semideus de energia e o revigoram. Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera 80 de HP e MP.
Dano: Nenhum.

Nível 33
Nome do poder: Sensibilidade à Culpa
Descrição: Semideuses membros desse grupo são capazes de sentir quando alguém carrega dentro de si culpa. Entretanto, não são capazes de precisar ao que esta se refere. Para isso, precisa se esforçar para encontrar a resposta. É útil, por outro lado, para perceber quando alguém tem rabo preso com algo ou outra pessoa. Como detectar um inimigo quando o assunto for uma guerra, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 35
Nome do poder: Vingança Imediata
Descrição: Apesar da crença de sua lerdeza em muitos casos, a justiça já foi muito rápida e brutal em seus julgamentos antigos (Narciso que o diga). Assim sendo, seus filhos também são naturalmente mais rápidos que a maioria.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 25% em velocidade.
Dano: Nenhum.

Nível 37
Nome do poder: Lei do Retorno I
Descrição: A lei do retorno sempre foi real e presente na história da humanidade. Com a prole de Nêmesis, ela é ainda mais literal. A partir deste ponto, seus filhos se tornam pessoas perigosas para qualquer um se meter (assim como a deusa é temida mesmo por Zeus e as outras divindades). Todo e qualquer dano causado aos descendentes de Nêmesis retornam instantaneamente ao causador. Feridas não são repetidas (se um filho dela for cortado, por exemplo, o agressor não receberá um corte igual), contudo a dor sentida é o dano proveniente destas serão devolvidos em menor proporção.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Devolve 15% de todo dano (final, após cálculos de somas de bônus e reduções) causado ao semideus para o próprio agressor.
Dano: Nenhum.

Nível 40
Nome do poder: Justiça Inabalável
Descrição: O conceito da deusa gira em torno, também, da resiliência e inevitabilidade de seu julgamento. Isto foi traduzido ao longo da história através de vários termos e ditados, justamente por ela, a justiça, ser algo sempre presente no mundo. Para tal, os filhos de Nêmesis são mais resistentes que a maioria de seus parentes.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 20% em redução de todos os tipos de danos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas IV
Descrição: Qualquer tipo de arma com lâminas pequenas é melhor manuseada pelas mãos dos filhos da deusa Nêmesis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 70% de assertividade no uso do tipo de item citado.
Dano: +30% de dano ao ser acertado pela arma do tipo citado.

Nível 41
Nome do poder: Perícia com Espadas III
Descrição: A espada da justiça sempre foi uma definição recorrente nas representações da deusa ao longo dos tempos. Dessa forma, seus filhos, ironicamente, possuem uma predisposição acentuada no uso da arma em questão.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 70% de assertividade no uso de espadas pelos filhos de Nêmesis.
Dano: +30% de dano ao ser acertado pela espada do semideus.

Nível 43
Nome do poder: A Força da Justiça III
Descrição: O famoso ditado "a justiça tarda, mas não falha" foi atribuído pelo fato da deusa, em contos antigos, agir lentamente para castigar da maneira devida seus condenados. Isto, por outro lado, acabou respingando em seus descendentes e foi traduzido através de uma intensificação de sua força.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% em força.  
Dano: Nenhum.

Nível 45
Nome do poder: Instinto Vingativo II
Descrição: Injustiças ou atos ruins são vistos de maneira negativa por filhos de Nêmesis (ainda que isso seja interpretativo), assim sendo, enquanto estiverem lutando para vingar alguém ou uma situação, terão seu poder aumentado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Desde que na situação citada, o semideus recebe 20% bônus em todos os seus atributos.
Dano: Nenhum.

Nível 47
Nome do poder: Cura por Vingança IV
Descrição: Realizar atos vingativos, por mais simples que sejam (como retribuir um golpe, por exemplo) enchem o semideus de energia e o revigoram. Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera 100 de HP e MP.
Dano: Nenhum.

Nível 50
Nome do poder: Lei do Retorno II
Descrição: A lei do retorno sempre foi real e presente na história da humanidade. Com a prole de Nêmesis, ela é ainda mais literal. A partir deste ponto, seus filhos se tornam pessoas perigosas para qualquer um se meter (assim como a deusa é temida mesmo por Zeus e as outras divindades). Todo e qualquer dano causado aos descendentes de Nêmesis retornam instantaneamente ao causador. Feridas não são repetidas (se um filho dela for cortado, por exemplo, o agressor não receberá um corte igual), contudo a dor sentida é o dano proveniente destas serão devolvidos em menor proporção.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Devolve 20% de todo dano (final, após cálculos de somas de bônus e reduções) causado ao semideus para o próprio agressor.
Dano: Nenhum.

Nível 60
Nome do poder: Aura da Justiça
Descrição: Efeitos debilitantes ou debuffs não funcionam nos filhos dessa deusa. Magias e habilidades do tipo são inúteis contra estes semideuses, que não têm seus atributos, sentidos ou ações afetadas por nada do tipo (mesmo veneno não funciona contra eles). Por outro lado, efeitos de buffs ou revigorantes também não funcionam neles (exceto os dessa própria lista, que burlam essa regra por ser uma influência da própria Nêmesis).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.

Nível 70
Nome do poder: Vingança Mortal
Descrição: Nada misericordiosa ou complacente, mesmo com suas crias, Nêmesis costuma cumprir com seus pagamentos e é sempre mortal àqueles em seu caminho. Com o nível mais elevado, seus filhos passam a desenvolver uma aura que torna todos os seus golpes mais poderosos - mesmo que no fim tudo dependa da maestria e habilidades dos envolvidos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Aumenta em 20% todos os danos causados pelos filhos da deusa e aumenta também as chances dos golpes serem críticos em mesma porcentagem.

Nível 100
Nome do poder: Carma
Descrição: O carma possui diversas interpretações em várias religiões e seus dogmas. No hinduísmo, por exemplo, refere-se ao efeito que nossas ações geram em nosso futuro, tanto nesta como em outras vidas, após eventuais reencarnações. Já no budismo, refere às nossas intenções, que podem ser boas, más ou neutras; considera-se também que, ao gerar carma, os seres ficam presos ao ciclo de reencarnações. Contudo, no âmbito da mitologia grega, está atrelado ao fato de toda ação possuir uma consequência em mesma proporção. Em seu poder de abençoado máximo, o filho de Nêmesis carrega consigo a maior proteção de sua mãe e a que mais tem a ver com seus princípios: a certeza de que sua morte será cobrada. Então, caso o semideus seja morto por alguma pessoa ou monstro, este será amaldiçoado pela deusa e condenado a pagar na mesma moeda: morrendo. A maldição virá no instante do assassinato, mas a morte do condenado terá de ser acordada com a STAFF. Ela, ainda assim, não demorará muito e será tão sofrida quanto (ou talvez até mais, devido ao rancor de Nêmesis).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Condena à morte qualquer um que matar o meio-sangue detentor dessa habilidade. Apesar da funcionalidade desse poder ser garantida, seus termos e entre-linhas terão de ser acordados entre os envolvidos e a STAFF.
Dano: Nenhum.

_____________________________________
But old enough to know better
Young enough to chase


Última edição por Abramov Levitz em Sab Out 27, 2018 7:55 am, editado 2 vez(es)
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Abramov Levitz

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeSab Out 27, 2018 7:40 am


Poderes Ativos
Nível 1
Nome do poder: Invocação de Adaga
Descrição: Os filhos de Nêmesis são capazes invocarem uma adaga de bronze celestial simples para lutar. Isto porque nunca estarão inteiramente desarmados, ou então não seriam capazes de punir os merecedores sempre que necessário.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Permite invocar uma adaga de bronze celestial.
Dano: O dano da arma é o normal do material listado no fórum e é alterado por atributos e etc.
Extra: Só pode ser usado quando o semideus perder a arma ou estiver desarmado de alguma maneira.

Nível 2
Nome do poder: Olho do Julgamento
Descrição: Ao ativar esse poder o meio-sangue é capaz de, desde que em contato direto com seu alvo, analisar suas intenções. Apesar de serem capazes de detectar mentiras, essa é uma maneira ativa e mais efetiva de garantir que não estão sendo enganados. Mas não só mentiras podem ser percebidas, como também o desejo de fazer o bem ou o mal, o desejo de matar ou salvar, o sentimento de concordar ou discordar de algo e etc.
Gasto de Mp: 20 MP por turno
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: É preciso manter esse poder ativo para continuar usando-o e os olhos do semideus brilham em um azul indicando que algo está acontecendo.

Nível 3
Nome do poder: Corte Propelido
Descrição: O semideus cria uma aura ao redor de alguma arma afiada e pode realizar um corte no ar que é arremessado para atingir algo. O dano, caso acerte, é equivalente ao de um corte assim como a ferida. É possível visualizar o efeito do poder, ainda que este seja bastante rápido.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: 10
Extra: O alcance do golpe é de 10 metros por ponto no atributo Força do semideus.

Nível 4
Nome do poder: Silêncio Forçado
Descrição: Essa habilidade permite ao filho da deusa apontar para uma pessoa ou monstro e então este não será capaz de abrir a boca para falar. É como se uma força mágica estivesse fechando o membro.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O efeito dura 2 turnos.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.

Nível 5
Nome do poder: Cegueira Forçada
Descrição: Essa habilidade permite ao filho da deusa apontar para uma pessoa ou monstro e então este não será capaz de abrir os olhos para enxergarr. É como se uma força mágica estivesse fechando os membros.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O efeito dura 2 turnos.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.

Nível 7
Nome do poder: Amaldiçoar I
Descrição: Assim como sua mãe, os membros desse grupo são capazes de amaldiçoar pessoas. Nesse nível, a eficácia desse poder permite criar maldições simples (como tropeçar constantemente; ou ser atacado por algum animal/inseto próximos; ou ter azar em jogos ou no amor). As possibilidades, porém, terão de ser aprovadas pela STAFF antes - que julgará a situação). Amaldiçoar alguém sem motivo, por outro lado, pode acabar atraindo a ira da própria deusa e a consequência disso seria também uma maldição.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Eficácia e duração da maldição serão decididas pela STAFF.

Nível 8
Nome do poder: Controle de Peso I
Descrição: Ao tocar em algo ou alguém, o semideus é capaz de aumentar ou diminuir o peso desta coisa. Nesse nível, pode alterar até 10kgs de sua vítima. É útil para enganar alguém entregando um objeto que é mais pesado do que parece, por exemplo.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Além do descrito, se usado em uma arma, por exemplo, diminui todas as porcentagens de perícias (como assertividade e dano) de qualquer um com esta em 15%; se usado em uma pessoa, pode diminuir (se pesar mais) sua velocidade em 15% ou aumentá-la (se pesar menos) em mesma proporção.
Dano: Nenhum.
Extra: O efeito dura 2 turnos e só pode ser usado uma vez a cada 3.

Nível 10
Nome do poder: Medida do Testemunho
Descrição: Um bom juiz precisa ter ciência de tudo o que se passou em uma cena para chegar ao veredito justo. Com esse poder, o semideus é capaz invadir as memórias de objetos e coisas inanimadas para usá-las em uma investigação. Uma arma de crime, por exemplo, entregaria o criminoso; uma parede poderia testemunhar a passagem de alguém pelo cômodo em determinada hora. Essa habilidade, no entanto, está limitada ao passado das coisas. Não seria possível, por exemplo, encontrar o paradeiro de alguém com um fio de cabelo da pessoa (já que este, provavelmente, teria sido separado do corpo antes deste ter sido escondido). Porém, poderia ser utilizada para descobrir quantas pessoas e quais pessoas uma arma já atacou. Seu uso vai da criatividade da pessoa.
Gasto de Mp: 25 MP por uso.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Durante seu uso, o semideus fica ocupado e com os olhos completamente brancos - é necessário continuar encostado no objeto para tal.

Nível 12
Nome do poder: Dor Opressiva I
Descrição: Basta olhar para algum ser vivo para o filho de Nêmesis poder infligir dor a ele. Esta começa fraca e vai aumentando de intensidade. Nesse nível o semideus só pode focar uma parte do corpo da vítima para causar dor. Perder o contato visual com seu alvo cancela a magia.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: 10 HP no primeiro turno e aumenta em 5 a cada turno que se passa ativo
Extra: Apesar de não possuir limite, essa habilidade não acumula com acréscimo de dano por nível subido (ou seja, os bônus de dano que poderes ativos recebem quando a pessoa sobe de nível não são computados nesse caso, para equilíbrio de jogo).

Nível 14
Nome do poder: Marca do Carrasco I
Descrição: Ao escolher um alvo, o meio-sangue intensifica a eficácia de danos e ações contra este. A marca é cravada como uma tatuagem na pele da pessoa e esta contínua a arder (denunciando sua presença, mas não seu significado) até sumir.
Gasto de Mp: 25 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% em danos e assertividade contra o alvo marcado.
Dano: 10.
Extra: Os bônus dessa habilidade são usufruídos apenas pelo conjurador desta; os efeitos duram por 3 turnos e só podem ser usados uma vez por tópico/missão contra uma mesma pessoa.

Nível 16
Nome do poder: Balança do Destino I
Descrição: Esse poder permite ao semideus encanta uma de suas armas com a benção do roubo de energias. Todo dano causado pela arma encantada roubará 10% de seu valor da mana do alvo e converterá em vida para seu dono. Exemplo: caso a espada do semideus atinja uma pessoa e cause 100 de dano, 10 pontos de MP serão roubados do alvo e convertidos em mesmo número como HP para o semideus atacante.
Gasto de Mp: 35 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O efeito dura 2 turnos.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos; valores sempre arredondados para baixo.

Nível 18
Nome do poder: Justiça Alada
Descrição: Assim como representado em contos, Nêmesis era uma deusa alada e seus filhos herdam a habilidade de voar. Não sendo algo natural e, portanto a classificação como poder ativo, eles podem invocar asas plumadas em tons claros (de sua preferência) nas costas para tal. A altitude máxima que podem atingir é de 30 metros. Porém, sua movimentação em ar ainda dependerá das habilidades particulares de cada um.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: As asas ficam ativas até outra ordem ou serem destruídas.

Nível 20
Nome do poder: Verdade Ensinada
Descrição: Permite ao semideus, quando defrontado com uma pessoa em pânico ou alterada pela revelação de uma terrível realidade, acionar seu dom e mesmo sem encará-la colocar a mão em algum ponto de sua cabeça e lhe transmitir uma sensação serena, enquanto lhe faz recordar a mesma verdade mas sob um ponto de vista mais racional e isento de apego ou envolvimento emocional. Isto sobrepõe a tempestade nervosa do alvo e lhe acalma as emoções.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 22
Nome do poder: Instrumentos de Tortura
Descrição: Os filhos de Nêmesis, como carrascos, são capazes de invocarem objetos de tortura comuns para fins parecidos. Enquanto as possibilidades de invocação serem ilimitadas, os utensílios servem apenas para torturas e não ajudam muito em combate. Quantidade e quais são fica a cargo do semideus escolher e o narrador concordar.
Gasto de Mp: 25 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 23
Nome do poder: Pagamento em mesma moeda
Descrição: Ao realizar um acordo com uma pessoa, um filho de Nêmesis pode aumentar um atributo de sua escolha e diminuir outro em mesmo valor. Essa barganha precisa ser confirmada entre ambos e nunca utilizada em si mesmo.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Troca valores entre atributos (retirar 1 ponto em Força para por em Velocidade, por exemplo).
Dano: Nenhum.
Extra: O efeito dura toda uma cena e acaba ao fim dela; só pode ser usado uma vez a cada 2 turnos; é possível realizar o mesmo acordo mais de uma vez com a mesma pessoa.

Nível 24
Nome do poder: Purgatório
Descrição: Através desse poder os descendentes de Nêmesis são capazes de prenderem um alvo em um inferno mental ilusório. Durante a ilusão que se passa apenas na cabeça da vítima, ela se verá sendo torturada de maneira cruel e grotesca até acordar do transe enfraquecida.
Gasto de Mp: 45 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Enquanto na ilusão, nenhum descendente de Nêmesis poderá atacar a vítima (por conta de seus princípios); esta, por sua vez, ao fim do poder acordará atordoada e enfraquecida; dura 2 turnos.
Dano: 30.
Extra: Só pode ser usado uma vez por tópico/missão.

Nível 26
Nome do poder: Maré de Sorte/Azar
Descrição: Assim como visto na série, Nêmesis é capaz de neutralizar a maré de sorte de alguém dando-lhe azar. Ao escolher um alvo, o semideus reverte todo bônus de sorte que ele tiver em azar.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Os efeitos duram 2 turnos.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos.

Nível 27
Nome do poder: Controle de Peso II
Descrição: Ao tocar em algo ou alguém, o semideus é capaz de aumentar ou diminuir o peso desta coisa. Nesse nível, pode alterar até 30kgs de sua vítima. É útil para enganar alguém entregando um objeto que é mais pesado do que parece, por exemplo.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Além do descrito, se usado em uma arma, por exemplo, diminui todas as porcentagens de perícias (como assertividade e dano) de qualquer um com esta em 35%; se usado em uma pessoa, pode diminuir (se pesar mais) sua velocidade em 35% ou aumentá-la (se pesar menos) em mesma proporção.
Dano: Nenhum.
Extra: O efeito dura 2 turnos e só pode ser usado uma vez a cada 3.

Nível 28
Nome do poder: Zona de Paz
Descrição: Ao ativar essa habilidade, toda uma área de 50m² é circulada por uma barreira mágica especial. Dentro dela, armas não podem ser empunhadas e ataques realizados. Todos, com exceção de divindades, estão à mercê da aura. Poderes também não podem ser utilizados, mesmo passivos.
Gasto de Mp: 25 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Dura por 5 turnos ou até o semideus cancelar; só pode ser usado uma vez por tópico/cena.

Nível 30
Nome do poder: Aura da Harmonia
Descrição: Ao tocar em alguém, o filho de Nêmesis é capaz de todos os efeitos negativos sobre a pessoa e fazê-la voltar ao normal. Serve até mesmo para efeitos debilitantes/paralisantes e até mesmo venenos. Porém, acaba também com qualquer tipo de buff sobre ela.
Gasto de Mp: 45 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 31
Nome do poder: Invocação de Balança
Descrição: O semideus pode invocar uma balança mágica especial. Esta é capaz de medir a bondade de uma pessoa se um objeto desta for colocado em um de seus lados para ser comparada a uma pena. Caso o objeto pese mais que a pena, a pessoa possui intenções ruins ou simplesmente é ruim. Caso o objeto pese menos, a pessoa possui intenções boas ou simplesmente é boa. Caso aja harmonia entre pesos, a pessoa é neutra. Isto serve para medir índole de alguém quanto a uma situação (como a guerra, por exemplo). Essa balança pode ser dada de presente para algum conhecido PC ou NPC.
Gasto de Mp: 55 MP por criação.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: A balança, caso dada para alguém, entra na mochila 3 do registro divino da pessoa.
Dano: Nenhum.
Extra: É necessário postagem em ON realizando a invocação, dando o item e o explicando para alguém.

Item criado:
 

Nível 33
Nome do poder: Transfiguração Física
Descrição: Assim como Nêmesis que é vista de maneira diferente por cada pessoa, seus filhos podem se transformar na pessoa que seus inimigos mais querem obter vingança. Para tal, é necessário saber primeiro em OFF mais a respeito dos alvos (em um pvp ou situação social, por exemplo, os escolhidos seriam obrigados a informarem ao jogador) para tal.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Intensifica o sentimento de vingança nos alvos e atrapalha a efetividade de suas ações em 20% por isso; dura 3 turnos
Dano: Nenhum.
Extra: A transformação dura o tempo que a pessoa quiser; cada um enxerga o semideus de uma maneira; só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos

Nível 35
Nome do poder: Dor Opressiva II
Descrição: Basta olhar para algum ser vivo para o filho de Nêmesis poder infligir dor a ele. Esta começa fraca e vai aumentando de intensidade. Nesse nível o semideus pode focar em até duas partes do corpo da vítima para causar dor. Perder o contato visual com seu alvo cancela a magia.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: 20 HP no primeiro turno e aumenta em 10 a cada turno que se passa ativo
Extra: Apesar de não possuir limite, essa habilidade não acumula com acréscimo de dano por nível subido (ou seja, os bônus de dano que poderes ativos recebem quando a pessoa sobe de nível não são computados nesse caso, para equilíbrio de jogo).

Nível 36
Nome do poder: Troca de Favores
Descrição: Assim como a deusa na série, seus filhos podem contar o destino de alguém em troca de um pagamento. O pagamento, no entanto, deve ser significativo (Ethan, filho de Nêmesis nos livros, entregou um de seus olhos à mãe para descobrir seu destino). Essa habilidade é meramente interpretativa (para todas as partes acordarem e criarem histórias). Contudo, pode ser utilizada em uma missão narrada. Nesse caso, o semideus pode pedir por uma ajuda/dica muito significativa da mãe. O narrador, então, dará a informação e cobrará seu pagamento.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum
Extra: Tudo a respeito desse poder deve ser decidido com cautela; principalmente em missões ou posts auto-narrados (podendo o avaliador intervir em caso de uso errôneo ou desmedido).

Nível 37
Nome do poder: Lei da Harmonia
Descrição: A ideia que subjaz ao termo é a de que o mundo deve obedecer a uma lei de harmonia, segundo a qual o bem deve ser compensado pelo mal em igual medida. Apesar do conceito subjetivo, aqui, o semideus é capaz de reverter uma energia boa em ruim para causar mal e compensar o bem. Ao escolher um alvo, qualquer habilidade que vise curá-lo ou melhorá-lo (como buffs) causa efeito reverso. Uma magia de cura causaria dano, um buff causaria um debuff (valores são os do poder em questão). Seu truque maior é pelo fato de ser uma maldição silenciosa, a qual só é percebida pela vítima quando esta já tiver realizado a ação.
Gasto de Mp: 100 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: A depender do poder e seus efeitos.
Extra: Essa maldição só pode ser usada uma vez por tópico/missão contra uma mesma pessoa e seu efeito dura o mesmo tempo (caso utilizada em uma missão e o efeito dela não seja ativado de maneira nenhuma, ela não continua amaldiçoando a vítima em outra missão).

Nível 39
Nome do poder: Voo das Lâminas
Descrição: O filho de Nêmesis balança um de seus braços e dele dez adagas de bronze celestial voam na mesma hora. O golpe é em área e pode atingir mais de um alvo.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: 15 por cada adaga que atingir.
Extra: Nenhum.

Nível 41
Nome do poder: Balança do Destino II
Descrição: Esse poder permite ao semideus encanta uma de suas armas com a benção do roubo de energias. Todo dano causado pela arma encantada roubará 20% de seu valor da mana do alvo e converterá em vida para seu dono. Exemplo: caso a espada do semideus atinja uma pessoa e cause 100 de dano, 20 pontos de MP serão roubados do alvo e convertidos em mesmo número como HP para o semideus atacante.
Gasto de Mp: 35 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O efeito dura 2 turnos.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos; valores sempre arredondados para baixo.

Nível 43
Nome do poder: Olho por olho, dente por dente
Descrição: Ao ativar essa habilidade e escolher um alvo, uma ligação de vitalidade será ativa entre os dois. Todo dano causado ao filho de Nêmesis também será sofrido pela pessoa vítima da maldição. Pior, ferimentos causados nele também serão causados nela. Então, se ele quiser arrancar o próprio braço ou caso alguém faça isso a ele, o outro também perderá o braço. Mesmo a morte é compartilhada. Uma marca surge na testa de ambos, revelando a coincidência estranha.
Gasto de Mp: 150 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O efeito dura 3 turnos.
Dano: Relativo.
Extra: Só pode ser usado uma vez por tópico/missão; é necessário que ambos estejam na mesma cena ou então a ligação é cortada.

Nível 45
Nome do poder: Marca do Carrasco II
Descrição: Ao escolher um alvo, o meio-sangue intensifica a eficácia de danos e ações contra este. A marca é cravada como uma tatuagem na pele da pessoa e esta contínua a arder (denunciando sua presença, mas não seu significado) até sumir.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% em danos e assertividade contra o alvo marcado.
Dano: 20.
Extra: Os bônus dessa habilidade são usufruídos apenas pelo conjurador desta; os efeitos duram por 3 turnos e só podem ser usados uma vez por tópico/missão contra uma mesma pessoa.

Nível 47
Nome do poder: Amaldiçoar II
Descrição: Assim como sua mãe, os membros desse grupo são capazes de amaldiçoar pessoas. Nesse nível, a eficácia desse poder já permite criar maldições mais complexas (como errar todos os ataques; ou ter azar em ações defensivas; ou não ter controle total do corpo). As possibilidades, porém, terão de ser aprovadas pela STAFF antes - que julgará a situação). Amaldiçoar alguém sem motivo, por outro lado, pode acabar atraindo a ira da própria deusa e a consequência disso seria também uma maldição.
Gasto de Mp: 100 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Eficácia e duração da maldição serão decididas pela STAFF.

Nível 50
Nome do poder: Húbris
Descrição: A húbris ou hybris é um conceito grego que pode ser traduzido como "tudo que passa da medida; descomedimento" e que atualmente alude a uma confiança excessiva, um orgulho exagerado, presunção, arrogância ou insolência (originalmente contra os deuses), que com frequência termina sendo punida. Através desse poder, os filhos de Nêmesis podem fazer a busca pelo poder excessivo dos outros se voltarem contra eles mesmos. Ao escolher um alvo, seu atributo mais buffado será o determinante; a metade do valor acumulado deste será o valor de bônus em dano que aquela pessoa tomará de golpes. Se um meio-sangue tem a Força como seu atributo mais poderoso e junta 110% pontos de bônus nela, o próximo golpe que ele receber terá 50% de bônus.
Gasto de Mp: 200 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez contra a mesma pessoa e o efeito só funciona para o próximo golpe que ela receber.

Nível 60
Nome do poder: Harmonia Absoluta
Descrição: Ao ativar essa habilidade, o filho de Nêmesis cria uma área neutralizadora de auras ao seu redor (50m²). Dentro dela, nenhum poder de buff ou debuff é válido. Mesmo passivas ou os outros poderes dessa lista não funcionam para questões de influenciar valores. Todos têm seus atributos diminuídos para 1 ponto em cada. Dessa forma, todo mundo acaba se igualando em nível de poder e habilidade;
Gasto de Mp: 250 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Dura 3 turnos.
Dano: Nenhum.
Extra: Só pode ser usado uma vez por tópico/missão; a área acompanha o semideus e o tem como seu centro.

Nível 70
Nome do poder: A Justiça Cega
Descrição: O membro desse grupo é capaz de cegar a si mesmo por um tempo, porém, com um propósito. Durante esse tempo, ele é capaz de literalmente enxergar toda a verdade das pessoas ao seu redor. Elas se tornam livros abertos para serem lidos e seus medos, segredos e passados são revelados ao juiz. As informações de todos são revelada somente a ele. Usar esse poder para um julgamento imparcial ou injusto (ou até mesmo sem um motivo certo e necessário) pode acarretar em uma maldição por parte de Nêmesis ao meio-sangue.
Gasto de Mp: 200 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Ao ativar essa habilidade o semideus fica cego e parado em um lugar, incapaz de ser atingido por nada ou fazer outra coisa; tudo o que as pessoas sabem, tudo o que creem, fizeram ou deixaram de fazer é revelado a ele e vice-versa. É como uma leitura de ficha de personagem, dando acesso à toda a vida do outro; dura toda uma cena ou até decidir que não é mais necessário.

Nível 80
Nome do poder: Invidia
Descrição: Invidia, na mitologia romana, era o senso da inveja ou ciúme, que podia ser personificado por propósitos estritamente literários, como uma deusa. Os romanos usavam o termo invidia para cobrir o alcance de dois termos gregos: nêmesis (indignação em sucesso desmerecido) e Ftono (inveja). Com esse poder, o filho de Nêmesis é capaz de copiar uma habilidade ativa de alguma pessoa para uso próprio.
Gasto de Mp: 250 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O da habilidade.
Dano: O da habilidade.
Extra: Só pode usar a habilidade copiada por um turno (ainda que possa guardá-la por toda uma cena); esse poder só pode ser utilizado uma vez por tópico/cena.

Nível 100
Nome do poder: Nêmesis
Descrição: O termo "nêmesis" foi difundido ao longo da existência da humanidade, tendo sido atribuído a ele vários significados. Entretanto, um fator em comum entre eles se dá pelo fato de nêmesis ser considerada uma retaliação, ou uma força/rival temível e geralmente vitorioso. Seguindo essa lógica, ao escolher um alvo, o filho da deusa é capaz de criar o maior inimigo de um semideus: ele mesmo. A pessoa se verá de frente para ela mesma e, se quiser sair vitoriosa de uma situação, terá de superar seu próprio eu. O nêmesis terá os mesmos pontos de vida e mana, atributos e acesso aos mesmos poderes e itens que seu original. Enquanto batalhando com seu nêmesis, a vítima do poder não poderá ter sua batalha interrompida por nada nem ninguém.
Gasto de Mp: 400 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: O nêmesis fica em campo até ser derrotado pelo outro ou derrotá-lo; nem mesmo seu criador pode intervir na batalha.

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeDom Out 28, 2018 8:48 pm

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeTer Out 30, 2018 12:31 pm

BLOODFORBLOOD
Deitado em seu apartamento na base, Gideon foi acordado de seu repouso por um alerta de Nyx. De acordo com a primordial, um dos seus estava literalmente ploteando contra sua vontade bem debaixo do seu próprio teto. O crime foi sentido quanto este último recorreu à tecnologia para algo e, logo em seguida, uma força divina conhecida pela Noite foi sentida.

Sem poder saber simultaneamente do que tinha acontecido, a ordem de ir atrás do alvo também significou dar início a uma perseguição. O demônio, que rapidamente pegou seus itens e partiu, contava apenas com a certeza de uma emboscada. A deusa, ardilosa como só, interviu indiretamente sussurrando algo no ouvido do fugitivo, o que comprou tempo para seu peão o alcançar.

Tendo arrumado uma de suas armas como queria e estando voando invisível, foi fácil para ele conseguir o que queria.

A partir dali, era matar ou morrer.

arma levada:
 

Habilidades Utilizadas:
 

 

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeTer Out 30, 2018 12:33 pm

BLOODFORBLOOD
Voando invisível a uma velocidade absurda, o demônio alcançou seu alvo quando este já estava nos limites mais ao norte da cidade. Ali, onde apenas um grande bosque à frente ligava a metrópole às rodovias interestaduais, o movimento de mortais durante a noite era escasso.

Visualizando perfeitamente seu alvo e com a vantagem da surpresa, realizou um bote armado com Destemor. A poucos metros do outro, tentou arremessar uma das lâminas (que estava previamente transfigurada para uma medida menor, assumindo o caráter de adaga) contra as costas dele.

Depois, recorrendo a Noturno, a tatuagem mágica, se teletransportaria para perto do meio-sangue a fim de realizar um corte horizontal com a arma que tinha em mãos na altura do pescoço dele. Tudo isso sem abrir mão da invisibilidade.

Citação :
Resumo de ações:

Ação 1: arremessar a adaga transfigurada contra as costas do alvo.
Ação 2: usar a tatuagem para se aproximar do inimigo e realizar um corte na altura do pescoço.


arma utilizada:
 

Habilidades Passivas - Filho de Eros:
 

Habilidades Passivas - Legado de Hades:
 

Habilidades Passivas - Demônio de Nyx:
 

Habilidades Ativas:
 

Habilidades Aprendidas:
 

Tatuagens:
 

 

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Nov 01, 2018 2:38 pm

WUSHU
Embora tenha jurado durante uma brincadeira que nunca participaria de uma das aulas de sua meio-irmã, por temer que ela fosse machucá-lo um pouco mais que o necessário, lá estava Abramov. Motivado pela vontade de aprender técnicas novas para a grande batalha que estava por vir, a aula de combate corporal pareceu interessante para ele.

Seguindo as instruções de Maxine, o primeiro passo foi o alongamento que antecedeu as posturas. O intuito dele era justamente aquecer e relaxar os músculos e ossos, uma vez que estes teriam grande papel a desempenhar no restante da aula. Em seguida, deu início à primeira das três posturas. E já nessa viu que estava realmente enferrujado.

Levitz pareceu um idoso tentando realizar aquelas aulas que pessoas da terceira idade fazem todas as manhãs em praças. Sua coluna, apesar de perfeitamente reta, não se alinhava de jeito maneira com os joelhos dobrados. Aquilo era realmente complicado para ele que tinha as dobras do corpo tão tensas.

Conforme tentou por longos minutos realizar a postura do cavalo, reparou que a respiração contava bastante para aquilo. Com ela, era capaz de manter a calma e não se afobar crendo que iria cair para trás. De olhos fechados, então, dobrou os joelhos da maneira correta e esticou o tronco. Depois, esticou os braços para frente a fim de melhorar a base.

Um sorriso bobo foi exibido pelo jovem adulto em satisfação pelo sucesso. Max, em resposta, sorriu em mesma intensidade (mais parecendo que queria ver até quando aquilo duraria). A postura seguinte à do cavalo foi a do arqueiro e esta foi um pouco mais fácil. Ela consistia em criar uma base ainda mais sólida que a primeira, flexionando as pernas e braços.

Por sorte tinha se alongado, ou então seu erro teria sido ainda pior. Ao passo em que tentou abrir a perna traseira e aumentar o alcance da base, sem querer machucou o músculo da coxa. A dor na verdade foi quase como uma câimbra, não tendo durado tanto pela pausa que fez. Pausa esta que apenas o instigou a continuar com mais afinco.

De pé e com os olhos abertos e atentos, flexionou o joelho da frente e abriu a base com o de trás. Com o tronco ereto, dobrou o braços de trás e esticou o da frente, mantendo-se assim por mais de um minuto. Sem tempo para comemorar, a terceira e última postura foi introduzida na sequência. Aquela parecia ser a predileta da instrutora, dada tamanha animação em explicá-la.

A postura do gato foi, sem a menor sombra de dúvidas, a mais complicada. Até para executar as instruções Abramov teve dificuldades. Talvez pelo déficit de atenção, ou quem sabe pelo cansaço físico das horas praticando as posturas. Seja como for, ele caiu um total de sete vezes antes de enfim conseguir firmar a sola do pé traseiro no chão.

Tendo feito isso, tornou-se mais simples virar a cintura com o tronco ereto para alcançar metade de posição certa. Depois, dobrou parcialmente os cotovelos visando conseguir o apoio superior que precisava e enfim abriu na medida necessária a perna da frente. Com isso conseguiu manter o pé desta sobre a ponta dos pés, alcançando o sucesso após tantas tentativas falhas e dificuldade.

Contente por ter passado na primeira fase, ainda que tenha demorado consideravelmente pelas dificuldades, teve um tempo para descansar. Quando Maxine ressurgiu na área do treinamento avisando que era hora de dar continuidade à aula, notou que o sorriso de antes era para aquela parte. O tal Tan Tui era arma secreta da garota de Júpiter.

O argonauta piscou os olhos em descrença, certo de que estava em algum daqueles desenhos ao estilo Avatar ou Duelo Xiaolin. Captar todos os movimentos já mostrou-se complicado, segui-los com perfeição pareceu impossível. Não fosse seu orgulho de querer sempre conseguir o que deseja, teria desistido.

Obviamente não foi o caso.

Graças às posturas de antes, Abramov conseguiu firmar as solas dos pés com afinco no chão. Assim, matou as três primeiras posições da sequência com uma só cajadada. Os pés juntos na primeira antecederam a abertura da perna direita na mesma direção, assim como o tronco que também a seguiu com os braços abertos para cada direção. Emendando o combo na abertura da base com a flexão de ambos os joelhos e perda de altitude com os braços em guarda fechada.

Após as três primeiras etapas, acabou sentindo os músculos doerem e pediu parar parar um instante. Revigorado após um pouco de descanso, repassou os passos que já sabia e deu continuidade. Do quarto ao sexto também foi capaz de pegar rapidamente, considerando que eram continuações dos anteriores.

A base aberta do terceiro deu lugar a uma postura dianteira com a traseira esticada e a da frente levemente dobrada. O braço ereto foi curvado descendentemente na sequência para a quinta posição. Logo na sequência, moveu a perna esticada de trás para frente mantendo-a pendurada sem dobrá-la.

O equilíbrio exigido pela sexta postura só foi alcançado graças ao controle da respiração perfeito do filho de Zeus. Dessa forma, voltou a perna da frente novamente para trás esticando-a conforme indicou o tronco lateralmente para frente. O movimento foi quase como uma queda controlada, permitindo a abertura dos braços em um soco fictício aéreo.

Por fim, juntou as pernas da mesma maneira como começou tudo e retesou os braços, dando o Tan Tui por encerrado. Exausto e todo dolorido, apenas caiu na arena propícia para tal e deu graças por aquilo ter acabado. Ou então provavelmente quebraria uma pernas se enrolando todo...
 

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Nov 01, 2018 3:12 pm

AMBIDESTRIA
De volta à arena de treinos para gregos, Abramov decidira comparecer à reprise de uma aula antiga ministrada pela ex-pretora e atual senadora, Evie Farrier. Ciente da intenção da aula, foi preparado psicologicamente para lidar com desafios que, até então, pareciam fáceis para ele.

Assim que o treino teve início, pegou uma das lanças dadas pela instrutora e começou os testes. Para começar precisava se acostumar com o peso da arma, o que não foi nada difícil para o herói que possuía uma força estrondosa. Segurar o item de fato não foi problema, mas movê-lo de maneira precisa, por outro lado, sim.

Seguindo os passos ditados, testou a movimentação com a lança para se acostumar com seus ataques. Não demorou muito até dominar completamente a arma que tinha em mãos, afinal, sua pré-disposição para o cargo de lanceiro vinha do sangue de Zeus e Baco - além dos treinos passados.

Com os bonecos de treino dispostos pelo local, resolveu praticar um pouco a fim de se aquecer e testar alguns movimentos novos. Estava desenvolvendo uma sequência de cortes com a ponta da lança que terminavam em uma estocada, e foi isso que tentou. Com um alvo parado, facilmente realizou o que pretendia, tirando qualquer graça da ação.

Se era fácil para ele realizar tudo isso mesmo com a mão que não tinha tanto domínio, na hora de enfrentar um adversário vivo viu que o buraco era mais embaixo. Assim que seu oponente, filho de Ares, se postou à sua frente, tentou uma estocada rápida e precisa na altura de seu tronco. E falhou.

Espetar um boneco de palha era fácil, conseguir furar uma pessoa viva e forte nem tanto. Sem a firmeza da destra, a lança erguida pela mão esquerda foi facilmente defletida pela do filho da guerra. Não só isso, com a ponta da arma o outro conseguiu invadir a base do atacante e ferir seu antebraço direito em resposta.

Obrigado a recuar, Abramov amaldiçoou sua arrogância e repensou as próprias ações. Tinha a desvantagem de não ter a mesma envergadura com a mão esquerda e precisava compensar isso. Lembrou-se então da aula de Wushu, onde aprendera o princípio das posições defensivas de contra-ataque.

Com isso em mente, manteve-se parado no mesmo lugar e ergueu a lança com a mão desfavorável. Esticando parcialmente a perna da frente, firmou a traseira no chão e esticou o tronco. No instante em que o inimigo avançou contra ele, Ab contra-atacou.

A lança, que estava esticada na posição defensiva, foi empurrada para frente sobrepondo a velocidade do atacante e alcançado seu peito. O rapaz, sem outra escolha, teve de parar a tempo de evitar ser o corpo perfurado. A maestria do corpo consistia em saber usar suas desvantagens a seu favor, e fora isso que Abramov fizera ao admitir que não possuía tanta firmeza com a esquerda e recorrer ao restante do corpo para o ajudar nisso.

Lição aprendida.
 

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Nov 01, 2018 4:10 pm

YOGA
De todas as aulas que já tinha feito em vida, aquela sem dúvidas era a mais louca. Abramov estava presente uma sala mega clara com janelas que permitiam a entrada dos ventos a todo instante. Colchões de alongamento encontravam-se dispostos pelo chão junto a outros instrumentos de aeróbica. A instrutora era uma filha de Apolo que o semideus nunca antes tinha visto em vida.

À parte de todo o cenário pacífico e aconchegante, havia o fato de o jovem adulto nunca ter praticado nada daquilo. Yoga era um conhecimento e desenvolvimento físico inéditos para ele. Assim sendo, quando o alongamento inicial terminou e as posições começaram, finalmente entendeu o conceito de Asana.

A primeira posição era um tipo de flexão mais relaxada e suave. Com as pernas esticadas e tronco esticados, ele manteve o pescoço ereto a fim do topo da cabeça apontar para a frente. Dessa forma, encarou o chão quando abriu ao máximo os espaços entre os dedos e começou a subir e descer encurvando os cotovelos.

Apesar de possuir força suficiente para aquilo, o semideus teve certa dificuldade em se manter naquela posição por muito tempo. Sua coluna começou a doer e ele, quando foi autorizado a parar, deu graças em poder se deitar. Com um intervalo para respirar, a postura seguinte logo foi iniciada.

Diferente da primeira, a segunda, apelidada de postura da árvore, consistia em ficar de pé com uma das pernas dobradas e alongar os braços. Embora um pouco complicada pelo equilíbrio necessário, ele conseguiu controlar o corpo e manteve-se ereto e atento para a perfeita realização após algumas tentativas.

A terceira postura causou tontura e dores no pescoço. De quatro, o argonauta esticou o tronco e levantou o quadril até o ponto de começar a levantar as pernas com a cabeça de base. Por ter comido recentemente, quase vomitou a refeição. Mesmo tendo tentado inúmeras vezes, ele preferiu passar a atividade por não ter capacidade para tal.

Em seguida, fez algo que já conhecia (mesmo não sabendo que estava relacionado a Yoga). Deitado sobre o colchão, apoiou os cotovelos no chão e os usou para para erguer a coluna. Com isso foi capaz de dobrar os ombros e esticar por completo o corpo acima da base. A primeira tentativa foi falha e ele teve de sair.

Motivado pela instrutora, o filho de Zeus tentou mais algumas vezes com mais calma e enfim alcançou a posição certa. Após isso, veio um exercício que parecia com o último mas que consistia em alongar a coluna atrás da cabeça. Ainda deitado, Abramov manteve os braços ao lado do corpo. Os braços, mais uma vez, foram usados como apoio para a coluna.

Um estalar vertebral fez com que Ab temesse quebrar a coluna e, por isso, ele preferiu não insistir naquilo. Reconhecer seus limites também era um dos ensinamentos das Asanas, afinal, somente assim para superá-los no futuro. Pela honestidade de não tentar algo que considerava difícil, a filha de Apolo recomendou um exercício de alongamento que poderia ajudar o rapaz.

Sentado, seu trabalho consistia em esticar as pernas para frente e alcançar as pontas dos pés com as mãos. A dor na coluna o incomodou um pouco no início, mas não demorou até se acostumar com aquilo e alcançar seus alvos. Após isto, colocou um elástico entre os pés e puxou a coluna para trás novamente, esticando ao máximo possível.

A sétima posição parecia uma postura de Wushu. Apoiado apenas em uma perna, ele tinha de esticar a outra lateralmente e colocar a mão no pé. Obviamente o argonauta caiu um número considerável de vezes até conseguir obter o equilíbrio necessário. Ao fim, mesmo tendo falhado em alguns dos exercícios, teve um bom desempenho na aula.

Ele só lembraria de nunca mais ir para uma aula de Yoga de barriga cheia novamente...
 

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Nov 15, 2018 2:18 am

Força: 30% 25% 10% 30% 15% 30% 10% 30% 30% 15% 40% 10% 35% 35% 50% 30% 30% 10% = 475%

Const: 30% 40% 30% 30% 20% 10% = 160%

Vel: 35% 30% 35% 30% 35% 75% 30% 30% 10% = 270%

Dest: Irrelevante

Controle Corporal: 30% 40% 20% 30% 30% 30% 30% 30% 10% = 250%

Int: Irrelevante

Determinação: 30% 30% 10% = 70%

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeDom Jan 27, 2019 6:23 am

item especial escolhido que contextualiza a ficha:
 

Citação :
Citação :
Sobre o Personagem

Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis T9NkiFl

Nome: Hitai (que significa "testa", pela tradição Inuzuka de nomes)
Alcunha:

Sexo: Masculino
Idade: 15 anos
Altura: 1,70 m
Peso: 77 kg
Orientação Sexual: Heterossexual

Clã: Inuzuka
Escalão: Chuunin
Elementos: Katon (bem dominado) e o segundo abdicado para as cenas do clã e derivadas (ninjutsu)
Kuchiyose:

Tema: Jigokuhaundo - Cães do Inferno (próprio já aprovado)
Signature Move: Gokokujinja - Altar Honrando os Mortos Guerreiros (livre do fórum)

Citação :
Citação :
PEVs & PENs

Pontos de Evolução
Ninjutsu: 8
Taijutsu: 5
Genjutsu: 3
Força: 2
Resistência: 5
Velocidade: 1
Controle de Chakra: 1

Pontos de Energia
Chakra: 40
Stamina: 40

Citação :
Citação :
Ninkens

Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis GL4VUIB

Nome: Haiiromaru (que significa "cinza", pela tradição Inuzuka de nomes)
Idade: 5 anos
Rank: C

Pontos de Evolução
Ninjutsu: -
Taijutsu: 5
Genjutsu: -
Força: 2 + 3 (tema) = 5
Resistência: 3
Velocidade: 2 + 3 (tema) = 5
Controle de Chakra: -

Pontos de Energia
Stamina: 40

Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis 6rQd1kF

Nome: Seidoumaru (que significa "escarlate", pela tradição Inuzuka de nomes)
Idade: 5 anos
Rank: C

Pontos de Evolução
Ninjutsu: -
Taijutsu: 5
Genjutsu: -
Força: 2 + 3 (tema) = 5
Resistência: 3
Velocidade: 2 + 3 (tema) = 5
Controle de Chakra: -

Pontos de Energia
Stamina: 40

Citação :
Citação :
Personalidade e Aparência

Hitai, a testa. A tradição Inuzuka de escolher alguma parte do corpo para nomear um recém-nascido nem sempre é agradável. Ou pelo menos foi o caso do jovem shinobi aqui protagonista. Por possuir uma testa um pouco maior que a maioria das pessoas, o nome acabou se tornando também um apelido pejorativo perante as outras crianças. Apesar de fingir não se importar muito, com o passar dos anos o menino foi deixando seus cabelos crescerem até enfim mascararem seu "ponto fraco". E foi assim que pouco a pouco esse pequeno pedaço de sua história foi ficando no passado.

Mas este último deixou marcas.

O orgulho do pequeno sempre o impedira de fraquejar perante as adversidades. Todavia, por dentro sempre fora frágil e sentimental ao ponto de se importar com apelidos e coisas consideradas embaraçosas. Assim sendo, seu "não ligar" raramente funciona, uma vez que costuma transparecer tudo o que sente (chegando a ser cômico quando nega algo que está evidente em sua face). Os anos sendo zoado pela aparência também acarretaram em dois traços marcantes de sua personalidade: a educação e cautela.

Por saber como é estar na posição desfavorável, o Inuzuka sempre é educado mesmo em situações indevidas (como quando acaba, sem querer, pedindo desculpas por ferir algum inimigo). Além disso, muitas das vezes encontra dificuldades em se expressar por temer parecer duro demais (por isso até que começou a desenvolver certa gagueira); a regra dos cinco minutos é um de seus mantras: se o que você for apontar no outro não puder ser ajeitado em cinco minutos, não fale pois só gerará desconforto.

Com relação aos seus instintos ninja, o treinamento variado garantiu a ele uma postura exemplar. Crítico, principalmente por observar muito e falar pouco, não costuma meter os pés pelas mãos ou arriscar tudo. Devido ao treino, também, costuma se virar melhor junto de seus aliados caninos do que com humanos. Ainda assim, é um excelente ouvinte e aliado para qualquer situação. Hitai possui uma relação peculiar com seus dois cães. Embora ciente de que a morte não é uma opção para estes, age como se fosse. Haiiromaru é considerado o agitado do trio, o que combina com sua cor e por isso dá mais trabalho ao shinobi. Seidoumaru, por outro lado, é mais reservado e calmo.

Como esperado de um Inuzuka, sua lealdade para com Konoha e seu clã sempre virá antes de tudo. Contudo, se fosse obrigado a criar uma lista de prioridades, seus tutores do Gokokujinja, o jutsu especial, viriam em primeiro lugar junto aos ninkens, depois então sua vila e daí o restante.

Sua aparência retrata não muito fielmente tudo o que é. Com uma estatura não anormal para a idade, o grande fator destoante é a feição infantil. O garoto aparenta ser mais novo do que de fato é, o que por vezes o irrita e gera situações incômodas e engraçadas. Por ser um andarilho, costuma vestir roupas estranhas e diferentes (para não ser vinculado a nenhum local ou grupo de pessoas específico). Inclusive, seu traje principal, o qual se assemelha a um robe xintoísta, foi comprado em uma feira aleatória. Essa disfarçada também o leva a sempre se apresentar como Li para os outros.

Algumas curiosidades a seu respeito:

• Verde é sua cor predileta;
• Possui uma cicatriz em formato de "t" nas costas, proveniente de uma batalha no exame chuunin em que se graduara;
• Detesta comidas quentes ou apimentadas;
• Já se apaixonou perdidamente por sua antiga colega de equipe, mas nunca teve coragem de contar;
• Contrariando a curiosidade acima, Hitai já teve mais namoradinhas do que consegue imaginar;
• Gagueja quando está nervoso;
• Carrega consigo um livrinho onde faz anotações diárias (quando possíveis) a respeito de sua vida, como um diário;
• Se pudesse ser outra coisa que não shinobi, provavelmente seria veterinário;
• Nascido no dia 2 de fevereiro, é do signo de aquário;
• O corte de cabelo que mantém até hoje ainda é para esconder a testa avantajada;
• Costuma contrariar apenas pelo gosto de perturbar mesmo;
• 3 é seu número da sorte;
• Sua maior inspiração shinobi, além de seus tutores, é o famoso Hatake Kakashi;
• Pretende um dia se tornar Hokage;


Citação :
Citação :
História

A história de Hitai teve um início comum, seguido de uma vida um tanto quanto conturbada e triste, até o ponto em que tudo virou de cabeça para baixo. Sua mãe falecera durante o parto complicado e seu pai em uma missão poucos meses após seu nascimento. Contudo, seus tios, avós e membros do clã nunca o deixaram desamparado, pelo contrário. Tendo sido criado pela família, sempre fora tratado como um filho e tivera as coisas que uma criança deveria ter. Ou essa era a impressão que todos tinham do menor. Por dentro, a curiosidade a respeito de seus pais sempre fora um incômodo. Principalmente por não ter nem mesmo uma foto dos dois (um infortúnio do destino).

Os anos iniciais de Hitai então consistiram no básico de toda criança de Konoha: treinos, academia shinobi e afazeres infantis. Quando enfim teve idade para receber seu ninken, Haiiromaru, pôde finalmente seguir os ensinamentos Inuzuka e aprender suas técnicas. Foi durante essa época que algumas coisas que marcaram sua vida aconteceram: como quando conheceu Saori, a Sarutobi que viera a integrar sua equipe quando genin e se tornar sua grande paixão; criou fortes laços com alguns colegas de classe e amigos de atualidade; ouviu falar pela primeira vez do Gokokujinja.

Àquela época, a história envolvendo o Altar Honrando os Mortos Guerreiros ainda era uma lenda e história para criança Inuzuka dormir. A verdade é que o jutsu especial já era de conhecimento do clã e da vila, não obstante essa informação não era de fácil acesso ou clara para todos os envolvidos. Assim sendo, rumores e histórias distorcidas a seu respeito propagaram pelos conhecidos. Hitai, que morava com uma tia, detestava ouvir o conto mais por o lembrar de que um dia Haiiromaru morreria.

Quando enfim se graduou na Academia Shinobi de Konoha, teve seu primeiro contato real com o mundo ninja e dali as descobertas começaram. Durante uma missão nos arredores do País do Fogo, a equipe do jovenzinho se deparou com uma emboscada de mercenários e foi pega. Uma outra cartada do destino o colocou na presença de Kubi, o "terceiro". Este último, acompanhado de cães do inferno (como eram apelidados), resgatou o time e se livrou dos raptores.

A cena de Hitai observando aquele familiar distante agindo de fato marcou sua vida. Foi ali que ele teve certeza de que tudo o que achava certo na verdade podia estar errado. Kubi era famoso dentro de seu clã por ter sido condenado e ter cumprido sua pena. Todavia, o que acarretou em sua condenação não era também uma informação de fácil acesso. O Inuzuka veterano, que curiosamente estava retornando à Konoha, acabou inevitavelmente se atrelando ao mais novo devido ao ocorrido.

Partindo do princípio de que Hitai fora quem perturbara Kubi para o ensinar seus truques, este último ter aceitado teve mais a ver com conexão empática. Era fato que o Jigokuhaundo teria de continuar existindo, ou então todo o esforço do "segundo" junto ao dele teria sido em vão. Entretanto, para tal, o genin em ascensão teria de fazer uma difícil escolha: manter seus laços fortes com os Inuzuka ou seguir sozinho pelo caminho do Senhor do Inferno.

A reluta e ponderamento perduraram por quase um mês inteiro, tempo no qual tomou coragem para escolher o que realmente queria desde o início: ser treinado por Kubi. Sua escolha foi motivada também pela ausência dos pais em sua vida. Com a inexperiência que tinha, a ideia de envolver o Edo Tensei o levava a crer que um dia poderia enfim encontrá-los (o que sabia do jutsu era breve, como esperado para sua idade).

Quando então atingiu seus doze anos, mudou-se para a casa do "terceiro" e iniciou o treino. Sua escolha obviamente foi mal vista pelos seus familiares, que o renegaram e se ressentiram do ocorrido (seu avô era o único que ainda o tratava da mesma maneira). Durante o aprendizado, chegou a se afastar também da equipe, comparecendo a tudo o que era obrigado, mas tendo uma queda de desempenho nos treinos e missões (pelo excesso de informação e cansaço físico devido aos treinos com Kubi).

Hitai não teve problemas em aceitar "imortalizar" Haiiromaru, mas este último demorou até se acostumar com essa ideia. A mudança no comportamento do cão também foi marcante, ainda que acompanhada de perto pelo mestre. Kubi sempre deixou claro que havia implicações na técnica e seus efeitos eram irreversíveis. Todavia, nada disto importava para o jovem determinado a dominar a arte da vida e da morte.

O primeiro contato com o "segundo" aconteceu quando este retornou à vila de outra missão. Ashi, o imortal, entrava e saía de Konoha apenas para prestar contas com a Hokage, porém se viu obrigado a conhecer o "quarto". O encontro não foi tão amigável assim, principalmente quando Hitai conheceu a verdadeira e inicial versão do Gokokujinja.

Os cães ressuscitados, ainda que incríveis, causavam certo desconforto no menino. Junto a eles, havia também um novo membro prestes a adentrar a matilha de Ashi. Seidoumaru possuía a mesma idade de Haiiromaru e tinha sido encontrado pelo "segundo" em uma missão. Obviamente forçar sua morte ia contra os princípios do shinobi, portanto ele o acolhera justamente com o intuito de o encaminhar a Kubi.

Ele só não contava com Hitai no meio do caminho.

Seidoumaru, que era apenas um cachorrinho abandonado quando fora encontrado, acabou se aproximando do genin e do outro cão e se juntou a eles. Dessa maneira os três passaram a formar um time próprio, afinal, era apenas questão de tempo até Kubi voltar às missões externas. Em outras palavras, os usuários da técnica secreta não estariam sempre juntos.

E foi de fato isso o que aconteceu. Hitai, já treinado e encaminhado, pôde se dedicar novamente à sua equipe e não demorou até se graduar chuunin. Interessantemente suas lutas na terceira fase do exame foram marcadas por muitas controversas. Na primeira, o até então genin se recusara a utilizar suas habilidades especiais, mas durante a segunda se viu obrigado a tal.

A recepção do público foi curiosa. A grande maioria não tinha ciência do que era aquilo, mas os outros Inuzuka logo entenderam. Kubi tinha consolidado sua desconstrução do Gokokujinja e provado isso através de Hitai. A técnica então passou a ser vista com outros olhos pelo clã, que demonstrou interesse na metodologia até então abominada.

Os familiares de Hitai o procuraram novamente, apontando que aquilo tudo tinha sido uma jogada de Kubi. De acordo com eles, o "terceiro" tinha utilizado o garoto apenas para provar na prática que seu sistema era efetivo. Toda essa confusão ocorreu durante o momento de graduação do menino, que não conseguiu aproveitar sua promoção devido a tanto estresse.

Mas todas as dúvidas e incertezas que tinha ficaram no ar.

Quando foi atrás de seu mestre para confrontar suas reais intenções, descobriu que o mesmo havia sumido. O último contato que tiveram fora antes da segunda etapa e, como o exame acontecera no País do Trovão, Kubi tivera de partir em uma outra missão secreta a mando da Hokage. E foi assim que o desaparecimento deste deu início ao que resultaria na busca pelos criadores do Gokokujinja.

Um tempo se passou até que Ashi também foi dado como desaparecido. O conselho do clã Inuzuka junto à Hokage decidiram então que uma missão de busca e investigação atrás do paradeiro de ambos era obrigatória. Não obstante, a mulher em comando de Konoha não concordou com o envio de membros experientes do clã na missão.

Os motivos dela eram apenas seus para nenhum outro contestar. Até porque, Kubi e Ashi eram afastados do clã por escolha deste último, o que tirava o mérito dos interessados na empreitada (mais ainda pelo interesse Inuzuka nos dois após a atuação de Hitai no torneio).

Assim sendo, sobrou para este último o grande encargo de ir atrás de respostas. Como chuunin, tudo o que ele sabia era sobre o envolvimento de Kubi com o submundo do continente e mais nada. À parte disto, havia também a ligação de Ashi com alguns indivíduos atrelados à necromancia.

Se os dois estavam juntos ou se havia um terceiro elemento nisso, ninguém sabia. O que futuro guardava para o "quarto", no entanto, estava muito mais perto dele descobrir do que imaginava...

Citação :
Citação :
Sobre o Jogador

Nome/Apelido: Matheus/Math
Idade: 22 anos (eu ainda não acredito que entrei aqui com 17 confused )
Localização: Rio de Janeiro/RJ
Contato: MP

Entende e concorda com as regras e sistema de evolução deste RPG Interpretativo?

Sim, entendo e concordo.

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQua Mar 13, 2019 10:01 am

Fiz este roteiro conforme vi nas missões de Shinrei. Não consigo fazer missões soltas por isso adotei o mesmo sistema.

Citação :
Citação :


Clã Mochizuki:

"O clã sofreu uma grande ruptura e deixou de recrutar kunoichis fora dos laços de sangue. Hoje reduzidas a um punhado de mulheres, elas acumulam tesouros, pergaminhos de técnicas, documentos e mesmo partes de corpos (para estudantes de kimera no jutsu ou medicina das trevas) a fim de algum dia descobrirem um grande segredo shinobi que as coloque em vantagem. Enquanto isto enviam suas melhores aprendizas para as vilas ninjas, para descobrir aquela que receberá as Mochizuki no futuro, ou na esperança delas próprias fundarem uma vila. Por enquanto todas simulam possuir uma kekkei genkai desconhecida, sem ligação com as demais espalhadas pelo mundo. É um clã com maior chance de colaborar uns com outros de todos os wanderers, com seus laços ultrapassando limites de lealdade a vilas."

Kalluto passou a vida inteira sendo treinada pelas próprias Mochizukis para ser uma espiã de qualidade, afim de adquirir o máximo de vantagens a seu clã. Por essa razão, o roteiro de missões a seguir é um RP voltado para o desenvolvimento de Kalluto por diversos papeis, fazendo várias atividades voltadas a espionagem e negociação, com o intuito de adquirir influência entre os homens poderosos do pais da terra e ocultamente, juntar informações e dinheiro para a causa do Clã.

São 16 missões Rank C e 2 Rank D

16 x 6 = 96 + 2 x 2 = 100

Rank D  — Participar e passar de seleção para serviçal de homem pouco influente na região (Sem risco, por meios lícitos ou ilícitos)
Rank D  — Adquirir informações superficiais de funcionários e pessoas próximas ao espionado
Rank C  — Roubar arquivos de negociação
Rank C  — Adulterar negociação futura entre senhores do pais da terra (Pouco influentes, como na missão inicial)
Rank C  — Adquirir informações sobre outros senhores da região e seus investimentos
Rank C  — Infundir falsas informações sobre o senhor ao qual está fingindo servir, a pedido de contratante
Rank C  — Acompanhar e cuidar ocultamente do senhor espionado até refúgio no país dos ventos
Rank C  — Adquirir informações sobre guarda e localização do senhor que finge servir, repassando tudo para o contratante
Rank C  — Desabilitar ou neutralizar possíveis ameaças a missão, assassinato de inimigos que saibam demais (Sem habilidades shinobi)
Rank C  — Se passar por acompanhante do senhor, fingindo ser sua mulher durante evento importante
Rank C  — Retornar ao País da Terra, com a missão oculta de proteger seu senhor.
Rank C  — Causar escândalo intimo do senhor ao qual finge servir, a pedido de contratante.
Rank C  — Ajudar a simular roubo de pequeno tesouro
Rank C  — Fingir manter ajuda e lealdade ao Senhor, apesar das desventuras e descobrir possíveis formas do mesmo desviar da falência
Rank C  — Desenvolver rota de fuga para o Senhor e sua família a país vizinho, com pretexto de amizade, mas a pedido de contratante
Rank C  — Ajudar a estabelecer área de comercio em país vizinho para o Senhor que serve, a pedido de contratante (Pode Evoluir para B, e terá que acompanhar)
Rank C  — Juntar informações escandalosas sobre possíveis rivais na nova área e repassar a contratante
Rank C  — Confirmar a possibilidade de ascendência de senhor falido na nova região e estabelecer parceria comercial entre o Senhor espionado desde a primeira missão, e contratante.

Como devem ter percebido, é um conjunto de missões voltada para o carácter de espionagem, envolve bastante manipulação, mas nenhum risco alto ( Já que não há batalhas ninjas, ou um comerciante de extrema influência). O contratante tem como intuito falir o seu rival no país da terra, e restabelecer seus negócios em país vizinho para que tenha uma rota de negociação maior.

Kalluto ganha com ambas as coisas, por passar a possuir influência sobre ambas a regiões, ao final de 18 missões.

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeDom Maio 12, 2019 12:32 pm

DREAM
003
Corvus oculum corvi non eruit
O encontro com Roger e Anita, os dois protagonistas do conto dos 101 Dálmatas fora um tanto quanto... estranho. Eddie não sabia que aqueles personagens de fato existiam e, portanto, ficou surpreso quando esbarrou com ambos procurando ajuda na Floresta Encantada. De acordo com eles, Cruella estava recrutando pessoas pelos reinos mágicos para sequestrar dálmatas de todos os cantos. Ou seja, ela não estava satisfeita em ir atrás dos cães de seu mundo, mas de outros também!

Movido pela necessidade de querer fazer o bem e ajudar o pobre casal a por um fim naquilo, o semideus se viu mais uma vez colocando sua missão principal em espera. Já estava ficando manjado aquilo de personagens de contos surgindo para lhe pedir ajuda (no fundo ele gostava e se sentia importante, pelo menos um pouco). Ou seja, tinha aceitado que estava em algum roteiro do desenho Pokémon, onde o protagonista enrolava vários episódios em histórias paralelas até chegar em seu objetivo.

E quem ainda usa pele de animal, bicho comentou consigo mesmo ao passo em que seguia pelo bosque até a passagem que o levaria à Mansão De Vil.

Seu plano era bastante simples: entrar, libertar os cães e sair sem ser percebido em nenhuma dessas etapas. Mas obviamente não foi isso que aconteceu e ele mal sabia àquela altura que o grande culpado por isso seria mais de uma pessoa. Se é que pessoa poderia classificar os meliantes. Seja como for, quando de volta a Londres do reino mágico, Quincy visualizou a mansão e percebeu que aquilo seria mais trabalhoso do que ele imaginava.

Os guardas estavam espalhados ao redor da residência, com suas lanternas atentas à qualquer movimentação próxima. O meio-sangue se sentiu em um jogo de invasão ou fuga de cenário, onde precisava passar pelas brechas quando as luzes não estavam apontadas para ele. E de fato seria exatamente isso para qualquer um que não fosse membro da prole de seu pai. Isto porque, em um instante o rapaz estava lá e no outro havia sumido.

Invisível e, por conseguinte, completamente ignorado pelos guardas, Eddie usou outro poder seu para dar um teletransporte até uma das janelas mais altas da mansão que encontrava-se aberta - digno de um filme de crianças, de fato. Assim conseguiu se infiltrar sem muitos problemas no local (exceto pela parte de ir pela janela, já que ele morria de medo de altura). Lá dentro, percebeu tarde demais que não fazia ideia de onde as coisas ficavam, então vagou sem rumo por um bom tempo.

Durante a busca pelos cães o campista teve de parar alguns momentos para recarregar sua invisibilidade. Nesse meio tempo ele foi se escondendo em cômodos que não estavam trancados, porém não teve sorte em todos. Durante duas dessas ocasiões acabou se deparando com guardas aleatórios lá dentro. Assim sendo, não teve outra alternativa além de os derrotar - e mesmo isso foi feito no maior silêncio possível usando sua lábia para distrair os homens e os nocautear logo em seguida.

Um dos guardas, no entanto, aparentemente tinha um treinamento superior ao do restante pois resistiu aos ataques do semideus. "Eles não mentiram que não seria fácil", Quincy pensou a respeito das palavras de seus contratantes. Impaciente e ciente de que cada segundo importava, o rapaz usou sua habilidade para descobrir as brechas na postura de seu adversário e então atacou.

A cena parecia ter saído direto de um filme de ação, com os dois adversários usando os móveis e rolando pela cama do quarto aleatório. Cada coisa que o mortal tacava no meio-mortal este último se jogava para pegar antes de cair no chão e fazer barulho. Cômico e agoniante em mesmo peso. De qualquer forma, percebendo que aquilo estava se prolongando demais, o mocinho usou seu poder de teletransporte para aparecer atrás de seu oponente e o nocautear de uma vez por todas.

Que chato resmungou enquanto recuperava o fôlego.

Quando enfim alcançou o nível mais baixo da mansão, Ed notou que havia uma escada que levava ao subsolo. Não foi preciso muito para juntar um com um e perceber que seu objetivo estava lá. E de fato estava. No porão da mansão havia não só várias celas com dálmatas presos como também a própria Cruella em carne e osso. Havia tantas coisas que ele poderia falar para ela naquele momento, mas todas elas envolviam se revelar e isso não estava em seus planos.

Ainda sem ser visto por ninguém o rapaz usou seus truques de arrombador nato para abrir as celas dos cães. Porém isso condenou completamente suas ideias e plano, porque os cachorros não eram nada furtivos e começaram a latir e correr. Cruella obviamente se alarmou na hora e então vários guardas desceram para ajudar na situação. "Putz grila", o helênico pensou. Roger e Anita garantiram que os cães voltariam magicamente para casa e que ele só precisava os libertar.

Então é isso falou sozinho, o que assustou quem estava no recinto já que ele continuava invisível.

No instante seguinte o guardião invocou três espíritos de ladrões que rapidamente se armaram com os objetos que encontraram por ali: tesouras, pedaços de madeira e ferro. Daí a cena consistiu em os espíritos enfrentarem os guardas enquanto Quincy ia libertando os cães. Não obstante a própria Cruella começou a tentar pegar os cães ela mesma e, percebendo isso, o garoto teve de agir contra a vilã.

Três facas surgiram em suas mãos e o meio-sangue as arremessou contra a megera. As lâminas acertaram as beiradas do casaco de pele da mulher e a prenderam contra uma das paredes. Ela até gritou de raiva, alegando que aquilo era pele de leopardo, contudo não pôde fazer muito além de se debater conforme rasgava ainda mais a peça de roupa que tanto adorava.

— Quem quer que esteja fazendo isso irá pagar! — Cruella gritou, enfurecida — vou arrancar sua pele e usá-la como bolsa!

Eu não faria isso, minha pele é mega oleosa debochou e eu comi muito amendoim ontem terminou dizendo.

Por um momento a impressão que o salvador tivera fora de que havia na verdade 1001 dálmatas ali, porque era cão que não acabava. Contudo, quando todos se libertaram, ele ordenou que os espíritos abrissem caminho pelos inimigos e então, finalmente visível, liderou a matilha para fora da mansão.

Missão cumprida disse aliviado, já do lado de fora enquanto observava os animais fugindo.

Poderes Utilizados:
 

Missão realizada:
 
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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeDom Maio 12, 2019 7:37 pm

EDDIE QUINCY
GRUPO SECUNDÁRIO: Guardiões das Hespérides

APELIDO: Ed

IDADE: 20 anos

NACIONALIDADE: Estadunidense

ASCENDÊNCIA: Hermes

ORIENTAÇÃO SEXUAL: Homossexual

ITEM DESEJADO: • Cajado da Relva [Um cajado longo feito a partir de galhos de uma árvore mágica e tão antiga quanto os deuses, é intrincados com runas ligadas à natureza. | Efeito 1: O cajado se transforma em um relógio de bolso, mostrando a real forma quando aberto. | Efeito 2: O cajado é capaz de invocar trepadeiras que obedecem aos desejos de seu dono, podendo se enroscar para atrasar ou prender seu oponente. | Resistência Beta. | Sem espaço para gemas. | Status 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendário. | Presente de Reclamação dos Guardiões das Hespérides.]

Dados
Descrição Física:

Eddie é um rapaz alto e esguio, dotado de músculos fortes e torneados. Medindo exatos 1,87m, ele possui uma beleza intensa e marcante. Seus olhos castanhos escuros são o maior destaque em sua aparência. Os anos em que se manteve nas ruas ou lutando lhe renderam muitas cicatrizes. Ironicamente, todas em suas costas. O que para ele é a comprovação das vezes em que fora apunhalado pela vida. Apesar de belo, não é muito vaidoso e julga que o natural sempre é mais interessante. Sempre com um sorriso travesso no rosto, comum considerando de quem é filho, parece estar sempre zombando de tudo.

Descrição Psicológica:

Sua personalidade mudou absurdamente desde sua morte. Em fato, Eddie é outra pessoa se comparado a Jeffrey (como era chamado antes de ser assassinado). Se antes era apático e sempre à beira de um colapso, seu comportamento e temperamento mudaram com o tempo em que passou no submundo. A morte lhe fez bem e o tornou bom. Ou pelo menos quase isso. Sentindo-se injustiçado por ter sido usado e depois descartado por Nyx, viu em seu pai e Zeus a misericórdia que nunca antes tivera em vida ao ser trago para o mundo dos vivos novamente. Como gratidão, jurou mudar seus velhos hábitos e cumprir sua redenção em troca de permanecer vivo.

Por que escolheu esse grupo?

Foi a alternativa perfeita como uma forma de punição pelos erros passados do personagem e também de mudança de personalidade. Os ensinamentos dos guardiões transformam as visões mundanas e era exatamente isso o que Eddie precisava. E tem também meu desejo insaciável de ir atrás de coisas subestimadas ou esquecidas (como o grupo atualmente).
História

A verdade é que Eddie não escolheu exatamente adentrar o grupo dos seguidores das deusas primaveris. O que aconteceu foi que, ao retornar do mundo dos mortos, ele foi designado a cumprir algumas tarefas a mando do Olimpo como forma de punição por um dia ter se aliado a Nyx. Hera, no entanto, concordou que havia uma maneira mais interessante de designar um trabalho ao jovem semideus. Esperta e engenhosa como só - e ciente de que seu jardim ia cada vez mais perdendo protetores -, ordenou que Hermes mandasse seu filho às Hespérides. Se e o outrora seguidor da Noite seria aceito pelas ninfas, por outro lado, não era da responsabilidade de mais ninguém senão dele mesmo.

E acabou que ele foi aceito. Em partes.

Nyx e as ninfas tiveram um passado nem tão antigo assim conturbado. Durante a última guerra, a primordial chegara a possuir alguns dos guardiões para realizar atos profanos. Essa atitude obviamente trouxe a ira das ninfas do poente e, se já não bastava estarem automaticamente do lado do Olimpo por Hera, tudo relacionado à deusa inimiga passou a ser considerado proibido dentro dos Jardins. Então quando ficaram sabendo quem Eddie era e o que ele tinha feito, de cara o jogaram para Ladão como refeição. E o dragão só não comeu o meio-sangue ali mesmo porque, pelo que tudo indicava, tinha virado vegano.

Sem poder dar à fera o rapaz, pensaram em outras formas de o matar. Todavia, enquanto decidiam o que fazer, Eddie argumentou pela própria vida alegando que talvez poderiam atribuir a ele as tarefas mais simplórias e que nenhum guardião desejava realizar. E foi assim que ele começou limpando os dormitórios, levando as refeições veganas de Ladão, ajudando no banho do dragão, arando a terra para plantio futuro e encerando os bastões dos outros.

E ele era realmente muito bom em encerar a madeira alheia.

Por um bom tempo Quincy permaneceu como a mascote dos guardiões, não aprendendo sobre seus segredos ou poderes. Sua interação com os outros era breve e, apesar de nenhum membro do grupo o destratar ou maltratar, não lhe eram simpáticos também. Todas as noites quando adormecia na grama ao lado de Ladão, que era um local ruim para se ficar pois as flatulências dracônicas noturnas eram ainda piores que as de um troll, ele olhava o céu estrelado e se imaginava longe dali e livre novamente. Não guardava rancor da situação, entendia aquilo como um passo para uma outra etapa de seu renascimento.

O ladino só não sabia que sua outra etapa ainda seria naquele local. Isto porque com o passar das semanas uma relação de amizade estranha começou a surtir entre sua pessoa e a fera guardiã. Depois, alguns dos guardiões já puxavam mais assunto com ele e o respeitavam por seu carisma natural. Algumas das ninfas passaram também a confiar um pouco mais no jovem, ainda que estivessem divididas entre si quando o assunto era o descendente de Hermes. E tudo isso mudou quando o ataque aconteceu.

A grande maioria dos guardiões estava fora em uma expedição em busca de um artefato lendário, um momento oportuno para um invasor trapaceiro e habilidoso se infiltrar. Ninguém o notou durante a noite e mesmo os sistemas mágicos defensivos dos Jardins não foram páreos para sua magia. O filho de Hécate simplesmente adentrou o território sagrado e passou despercebido com um véu especial até o pomar de maçãs de ouro. Lá, usou outro feitiço para manter o dragão adormecido. Seu plano era perfeito. Ele só não contava com a mascote das Hespérides ter uma mascote própria.

Que foi agora? Vai dormir, cara Eddie comentou com a fera, deitado atrás dela enquanto tentava pegar no sono.

— Quem é você? — o intruso se revelou ao não conseguir segurar a curiosidade, afinal, tinha estudado tudo e aquela pessoa não estava entre os membros conhecidos do grupo.

Er, no caso aqui quem é você, né retrucou de pé, enquanto coçava os olhos.

— Você não estava nos meus planos! — seu tom de voz saiu mais alto que o planejado devido à frustração e isso sem querer acabou acordando o dragão enfeitiçado.

Aparentemente ninguém considera uma cria de Hermes nesse mundo deu de ombros conforme Ladão se preparou para atacar menos você, amigo deu um tapinha na besta alada.

— Espera! Você é filho de Hermes? O que faz aqui? Não é um guardião ou estaria junto aos outros — apontou o óbvio — não sei o que espera desse lugar, mas temos uma oportunidade única de roubar as maçãs juntos! Eu e você damos um jeito nesse monstro e escapamos daqui. O que me diz? — o desespero em sua voz era nítido.

E o que eu faria com essas maçãs? indagou, intrigado.

— Eu tenho um comprador! Uma figura muito importante que está disposta a pagar rios de dracmas por elas! Não parece tentador? — recuou um passo devido ao medo.

Quincy por um instante pensou mesmo na proposta. Estava em seu sangue tirar proveito de situações como aquela. Não obstante, o tempo em que passara ali junto ao outros o fez repensar sobre a vida e seus objetivos. Não tinha ensinado a ele nada sobre as magias rúnicas ou elementos. Muito menos confiaram a ele um posto de defensor da área. Ao contrário, tudo o que aprendera se resumia a como cuidar de objetos feitos de madeira, limpeza e dieta de dragão vegano. Ainda assim o sentimento de apego ao local e às pessoas era forte. Aquela tinha sido sua primeira casa em anos de existência.

E quem sabe um dia não poderia vir a ser seu lar...

Na real... não parece não se deitou novamente ao passo em que Ladão acabou com a vida do ladrão.

Enquanto sentia o cheiro de carne humana queimada impregnar brevemente aquela parte dos Jardins, o campista adormeceu tranquilo e com gosto. Tinha escolhido o lado dos guardiões sem ansiar por nada em troca. Pela primeira vez desde que se entendia por gente, ele havia feito algo bom apenas por achar o certo mesmo e isso era confortante. Obviamente um ato do tipo teria um pagamento à altura, como de praxe na odisseia grega. Só que mesmo isso não aconteceu da maneira heroica como nas histórias e contos, porque nada nunca era convencional quando se tratava de Eddie Quincy.

No dia seguinte, quando o ocorrido veio à tona, as ninfas ficaram inicialmente irritadas por terem sido tapeadas por feitiços desconhecidos. Depois, quando passaram desse momento de revolta, finalmente se tocaram de que o semideus tinha impedido o roubo ao estar no lugar certo na hora certa. E basicamente taxaram seu feito disso: estar no lugar certo na hora certa. Não consideraram um ato heroico ou bondoso, pois ele não tinha de fato feito nada de especial ou diferente. Porém, foi nesse momento que Ladão interviu em defesa do meio-mortal contando que este poderia ter ajudado no roubo ou tirado proveito da situação.

O julgamento durou uma tarde inteira e só teve seu veredito no amanhecer seguinte (elas levavam uma tarde inteira para decidir qualquer coisa; até quando precisava escolher qual seria o cereal do fim de semana). E, após muita análise, Eddie foi declarado como o herói do dia e finalmente foi convidado a se tornar um dos Guardiões das Hespérides. A felicidade que o jovem adulto sentiu na hora foi indescritível - mesmo a notícia tendo vindo escrita com cereais em uma tigela com leite durante o café da manhã. Finalmente tinha sido reconhecido e até ganhou uma alcunha dentre seus companheiros: a sentinela de Ladão. O que era uma brincadeira já que sentinelas simplesmente ficam plantadas em lugares e ele estava quase dormindo quando tudo aconteceu.

Seus dias como guardião eram como todos os outros, exceto que a partir da promoção ele passou a ser treinado como um e foi eleito a tarefas mais importantes. Mesmo assim, não se importava em desempenhar os mesmos papéis mais simplórios de antes. Inclusive, dividia-se diariamente entre ambos pois gostava de passar um tempo junto ao dragão que por muito tempo fora seu único amigo. Porém, para sua infelicidade, acabou se metendo em uma trama que comprometeria seu estadia temporariamente nos Jardins. Tudo porque lembrou de um pequeno detalhe do dia em que se sagrara aliado das Hespérides.

Como apontado por ele, se havia um comprador interessado nas maçãs douradas e alguém teve cacife para arquitetar um plano de roubo e o por em prática, não demoraria até outros serem mandados para terminar o que tinha sido começado. Eddie não tinha sido escalado como líder da missão de investigação, mas acabou sendo escolhido para a equipe que abordaria a missão por estar envolvido na grande trama. Ou seja, tinha evoluído de mascote dos guardiões para guardião jovem aprendiz e seguiria os mais experientes como sombra.

O que o futuro reservava para o jovem aprendiz, no entanto, só as Parcas saberiam dizer. Sua redenção estava acontecendo a cada dia que passava e seus valores mudavam junto a isso. Só que tudo virou de cabeça para baixo de novo quando, a mando das ninfas, o semideus foi enviado ao Acampamento Meio-Sangue para se passar como um campista novato comum. A intenção disso era descobrir algo sobre o filho de Hécate que morrera tentando roubar as maçãs.

Para infortúnio do grupo, um coelho mágico apareceu e atrapalhou todos os planos...¹


¹: referenciando a missão inicial do evento Um reino de Contos de Fadas, que dá sequência à história dessa ficha.

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeTer Maio 14, 2019 12:59 am

RUN
001
Corvus oculum corvi non eruit
Desde o primeiro momento em que ficara sabendo de que entraria em um labirinto maligno, Eddie começou a inventar desculpas ao logo do caminho para não ir lá. De alergia mortal a plantas - sendo bastante enfático quanto a isso - à vontade de urinar. Obviamente nada deu certo porque a lebre estava determinada a entregar o semideus a Alice e os outros. Assim sendo, enquanto vagavam por aquele mundo mágico, o campista se preparou para sua provável última aventura.

Só que tudo mudou quando ele se deparou com uma outra menina. A jovem parecia ser um pouco mais nova que ele, possuía um corpo esbelto e atlético. Sua pele branca tinha um tom anormalmente claro, como se ela estivesse morta. Seus cabelos eram pretos e arrumados em um corte chanel perfeito. Todo o formato de seu rosto era fino e pontudo, o que era bonito de lado, mas um pouco estranho de frente. Com tudo isso, seu semblante era sério e fechado, não ajudando no que dizia respeito a ser convidativa ou transbordar carisma.

— Quem é essa? — Eddie cochichou com a lebre, esperando encontrar Alice e não aquela pessoa desconhecida.

— Essa é Althea, filha de Éolo e sua dupla durante a missão — o animal falante respondeu.

Enquanto caminhavam ao redor do labirinto, era possível ver que havia várias entradas e, em cada uma delas, duplas de semideuses encontravam-se prontas para dar início à tarefa. Ou seja, era uma ação conjunta. Um alívio para o rapaz que achou até então que estaria sozinho. Contudo, assim que ouviu que outra leva de campistas já tinha adentrado o local e nunca retornara, sentiu seu estômago embrulhar por alguns segundos. Talvez seria mesmo sua última missão.

— Você tá bem? — Althea se aproximou do filho de Hermes, postando-se ao seu lado enquanto olhava para a entrada que fora designada a eles — tem sempre a opção de desistir.

O comentário pegou Quincy de surpresa, revitalizando-o no mesmo instante — eu tô ótimo. E você? Parece abatida, já se alimentou hoje? — rebateu apontando o tom da pele da menina. Obviamente o comentário não pegou bem e ela fez uma careta.

— Não sei porque você foi escolhido, mas não fica no meu caminho e a gente termina isso rápido — soou ríspida e sacou uma adaga antes de caminhar para frente.

— Nim fica ni mi caminhu — debochou baixinho atrás dela, pondo-se a caminhar logo em seguida.

Assim que entraram no labirinto, Eddie desejou instantaneamente estar fora dele. Foi inevitável lembrar de uma cena do filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, onde o protagonista estava cercado de um clima feliz e música até que tudo se transformou em tristeza e suspense quando pisou no labirinto. Sua destra foi levada instintivamente ao cajado que carregava consigo, pronto para revidar qualquer ameaça. Era hora.

Em completo silêncio, a dupla caminhou por alguns minutos com a garota liderando a expedição. Por onde passavam, as plantas que davam vida ao grande desafio se fechavam atrás deles. Em outras palavras: não tinham como voltar. Por conseguir sentir o que a relva do cenário sentia, o guardião sabia que os aventureiros eram intrusos ali. O labirinto parecia vivo e disposto a atacar a qualquer instante e, mesmo tendo deixado isso claro para Althea, nenhum dos dois conseguiu reagir a tempo quando a confusão começou.

O clima sufocante da dimensão escura e o barulho de ventos que não pareciam chegar nunca davam um ar macabro ao cenário. Dessa forma, a sensação de terror tomou conta da cena quando os dois meio-sangues começaram a ser atacados pelo próprio labirinto. Galhos, cipós e raízes saíam das formações das paredes e batiam, agarravam e puxavam eles. Uma soma de dor por conta dos cortes e furos dos espinhos mais a das pancadas.

— Faz alguma coisa, você não ia resolver tudo rápido? — ele gritou, tentando se soltar inutilmente das plantas vivas.

— Não dá pra me mexer, vamos morrer assim! — ela gritou de volta, desarmada e sendo sufocada no chão pelas raízes.

Tentando usar a força inimiga contra si mesma, Ed invocou mais raízes para soltar os dois. Foi uma baita confusão porque era raiz brigando com raiz, gente rolando no chão, gritaria e desespero. A estratégia não estava dando muito certo e era só questão de tempo até os dois sucumbirem de vez. "Inferno de labirinto vivo!", o meio-mortal praguejou mentalmente e sem querer teve uma ideia.

As plantas estavam inegavelmente vivas e bem ou mal possuíam uma consciência ligada à magia que dava vida a tudo ali. Em conclusão: eram alvos fáceis para sua, ironicamente chamada, canção das árvores:

Hail, hail, what's the matter with your head, yeah começou a cantarolar em voz alta.

— O que tá fazendo, idiota? — bradou enquanto continuava a lutar contra as raízes espinhentas.

— Tirando a gente dessa — respondeu e voltou a cantar What's the matter with your mind and your sign an-a, oh-oh-oh conforme usava seu poder de guardião para encantar sua própria voz, as plantas iam aos poucos parando de lutar e perdendo seus movimentos. Nessa, Eddie conseguiu se desvencilhar das trepadeiras e se levantou.

Nothin' the matter with your head, baby, find it, come on and find it. Hail, with it, baby enquanto cantava ele dançava também, porque aquela era sua música predileta de todos os tempos e o plano estava dando certo - ou seja, não podia sair da onda. 'Cause you're fine and you're mine, and you look so divine. Come and get your love suas palavras enfim surtiram efeito e as plantas ficaram paralisadas como árvores estáticas.

Simultaneamente à sua dancinha digna de Senhor das Estrelas, Eddie ajudou Althea a se soltar das raízes e as cortar com sua adaga de antes. Por mais ridícula e engraçada que a cena poderia parecer, eles tinham mesmo derrotado as plantas. Todavia até quando aquele seria o resultado era impossível precisar e, portanto, não perderam tempo no mesmo lugar e começaram a correr com tudo.

— Não pense que sou ingrata ou coisa do tipo — a semideusa trouxe o assunto à tona após a corrida — obrigada pela ajuda — disse em um tom simpático — parece que te subestimei demais, Senhor das Estrelas.

Ela ter entendido a referência fez com que Ed sorrisse igual uma criança travessa. — Ao seu dispor, my lady.

— Isso é Game of Thrones — interviu.

— Aé — fez um careta pela bola fora.

A dupla continuou a avançar por um tempo, até que Eddie se lembrou de que ele tinha uma habilidade rara e bastante útil em uma situação daquelas. Sendo filho de quem era, o grego era capaz de funcionar como um GPS e saber exatamente a localização de qualquer coisa que desejasse - desde que soubesse em que âmbito essa coisa estava inserida. Ciente de que o labirinto abrigava os cristais de magia negra, mentalizou um deles aleatório e então começou a sentir para onde seguir.

Mesmo sabendo exatamente em que direção ir, o jovem adulto deixou que Althea seguisse na frente pois ela era mais adequada à combate direto que ele. Dessa forma os dois complementavam um ao outro durante a travessia. Mais plantas tentaram os deter, não obstante antecipando isso, souberam revidar a tempo de impedir uma situação desfavorável. Tudo caminhava bem e o plano estava seguindo sem mais empecilhos. Até que elas apareceram.

— Cartas de baralho! — anunciou.

— Meu deus, essas coisas são reais também!? — um misto de espanto e dúvida transpareceram em seu timbre.

Uma pequena tropa de cartas de baralho, saídas diretamente da franquia de filmes Alice no País das Maravilhas versão deepweb, surgiu à frente deles. A aparência dos monstros - já nada convencionais - era horrenda e sombria, como se fosse uma versão macabra deles. Por se tratar de um corredor, era impossível enfrentar aqueles inimigos sem serem atingidos ou eventualmente atropelados por eles.

Althea automaticamente provou ser filha de quem era e atirou um tipo de rajada de vento em direção aos bichos, contudo isso não foi suficiente. Visando comprar tempo, Eddie invocou um elemental de pedra de dois metros e o fez atrasar as tropas inimigas. Em seguida, criou uma barreira entre eles e o elemental, impedindo o avanço das tropas que conseguissem passar pelo pedregulho animado.

— O que a gente vai fazer? Não dá pra voltar e suas defesas não vão segurar por muito tempo — a semideusa evidenciou o fato.

Sagaz como só, Quincy pensou em uma estratégia rapidamente — tenho um plano, mas você precisa seguir tudo o que eu disser — comentou, certo de que aquilo daria certo... porque ele não saberia o que fazer caso não desse.

Seguindo o plano do rapaz, os dois correram o máximo possível para trás até darem de cara com um beco sem saída. Lá, se postaram lado a lado e aguardaram conforme as linhas defensivas armadas pelo guardião caíram uma atrás da outra. As cartas pareciam ter sentido a vitória próxima, pois pareceram sorrir com suas faces retorcidas ao passo em que continuaram a avançar. E foi nessa que o jogo virou.

Um dos truques dos escolhidos das Hespérides eram os glifos mágicos: marcações elementais no chão que ativam seu efeito quando um passo é dado sobre elas. De tão confiantes e distraídos com os alvos no canto, os monstros não notaram os dois glifos colocados no chão entre eles e os semideuses. Assim, quando a carta dianteira pisou no chão encantado, uma imolação de chamas tomou conta do labirinto.

Dois glifos de fogo foram colocados um sobre o outro para potencializar as chamas e, seguindo as ordens de Eddie, Althea usou sua rajada de ar mais potente para aumentar as chamas e as espalhar pelas linhas traseiras da pequena horda. Eram cartas, no fim das contas, então fogo era um de seus principais inimigos. Como finalização, a campista dos traços finos saltou sobre os poucos oponentes de pé que ainda ardiam em chamas e os retalhou com sua arma afiada.

— Você é corajosa. Outra pessoa teria medo de se queimar — ele a complementou ao fim da ação, aliviado de tudo ter corrido bem.

— Não tenho medo de fogo. Não de um que eu comecei — ela respondeu em um tom glorioso, sem ter sido pega por nenhum dos focos de incêndio restantes.

Pouco a pouco as chamas iam se apagando devido à resistência do labirinto, então a estratégia serviu apenas para destruir as criaturas malignas. Dessa forma, os dois voltaram a seguir pelo caminho em direção ao objetivo final. Àquela altura Ed já estava exausto e não tinha muito mais energia sobrando para truques futuros. Ou seja, se mais desafios aparecessem pela frente, teriam de ser mais astutos e precisos caso contrário estariam condenados.

Não tardou até que seu sentido especial deixou o ladino e sua companheira onde queriam: bem de frente para a morte. A sala do receptáculo era na verdade um grande espaço no meio do labirinto. Em uma parede do lado oposto ao que estavam, um cristal como o que fora descrito pela lebre. Porém, entre eles e o objetivo, encontrava-se um golem de pedra parecido com o elemental criado pelo guardião antes - exceto que este era muito mais amedrontador.

— Ele não é muito esperto — Althea sussurrou para seu aliado enquanto os dois se esgueiravam pelos arbustos das paredes. — Você é filho de Hermes, não é? O coelho me disse antes — comentou — tem que ser bom em roubar coisas sem ser percebido.

— Vou levar isso como um elogio, tá — fez uma careta emburrada — mas sim, eu sou — admitiu, não muito contente.

— Perfeito. Eu distraio esse bicho e você passa por ele e quebra o cristal — a garota ordenou.

— E depois? — questionou.

— Um passo de cada vez, tá certo? Não me afoba que não cheguei nessa parte ainda — resmungou.

— Você é muito ruim nisso — Eddie riu — eu tô vendo um caminho do outro lado. Se a gente correr por lá, posso usar meu sentido especial pra rastrear o coelho e tirar a gente daqui  — terminou dizendo.

Não foi necessário mais nenhum acordo entre os dois. Não eram íntimos ou os mais entrosados do mundo, ainda assim pareciam ter desenvolvido um tipo de conexão pelo menos para aquela missão. Sendo assim, ao sinal de Eddie, Althea saltou para o espaço aberto e bradou gritos de provocação. O pedregulho instantaneamente se virou para a garota e pareceu ativar seu modo sentinela assassina.

Uma breve luta entre golem e humana se iniciou naquele recinto e o jovem ladrão, bem, este simplesmente sumiu. A heroína não entendeu o que ele estava fazendo e, por um momento, achou que o aliado tinha desertado e a deixado na mão. "Maldito seja, filho de Hermes", ela amaldiçoou enquanto rolava pelo chão desviando dos ataques do bicho.

"If you like Pina Coladas, and getting caught in the rain" o ladrão cantava mentalmente a música enquanto dançava invisível em direção ao cristal. Sem ser visto ele tinha folga para brincar - e ele era brincalhão mesmo. "If you´re not into yoga, if you have half a brain" continuou.

Ao alcançar o receptáculo negro, enfim deu o ar da graça ressurgindo no cenário e gritando para os inimigos batalhando.

— Gamora, não tema, eu peguei uma das joias do infinito! — avisou enquanto tentava tirar o cristal da parede.

— Idiota, quebra isso logo! — retrucou em fúria enquanto continuava a distrair o golem.

I'm on it rebateu, usando seu controle elemental para criar uma esfera de energia pura e destruir de uma vez por todas o objeto maligno.

A destruição do receptáculo causou uma pequena grande explosão de luz, com direito a efeitos especiais dignos de um final de filme. Nessa hora Eddie gritou para Althea e ela correu com tudo pelo lado direito onde havia outra passagem. Ela foi seguida logo atrás pelo helênico, que deixou uma última barreira entre eles para atrasar o guardião.

A fuga dos invasores foi rápida e mais precisa do que antes. Limpa e sem mais obstáculos, conseguiram atravessar a parte restante do labirinto e retornar são e salvos ao lado de fora. Mesmo exaustos, cheios de arranhões, hematomas e furos, havia algo muito importante que Althea resolveu questionar no fim de tudo:

— Você tava dançando quando ficou invisível, não tava?

— O quê? Claro que não! — corou.

— Eu senti seus passinhos de menina através do vento quando você começou a dançar.

— Já percebeu que a gente ainda não se apresentou adequadamente? Prazer, Eddie Quincy — estendeu a mão para a jovem, mas ela bufou e caminhou para longe. — Pera! Volta aqui!

Habilidades Passivas:
 

Habilidades ativas:
 

item utilizado:
 
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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeTer Maio 14, 2019 4:38 pm

HIDE
002
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Todos os aliados de Alice estavam em comemoração na Floresta Encantada após o sucesso da primeira missão. Mesmo com as perdas de alguns dos semideuses que adentraram o labirinto e não retornaram, as forças do bem obtiveram êxito na empreitada e primeira etapa do grande evento.

Sentados à mesa enquanto uma festa do chá acontecia, era possível perceber que a grande protagonista daquela história estava contente. Porém, esse semblante não durava muito e logo sumia. Talvez porque ela soubesse que, apesar de terem vencido uma luta, ainda havia uma guerra a se travar e seus outros amigos não estavam ali.

Essa observação por parte de Eddie foi certeira assim que Alice anunciou o que teriam de fazer logo em seguida. As forças aliadas jamais venceriam sem os amigos e outros personagens icônicos dos contos da garota. Era hora de resgatar algumas dessas figuras essenciais para a grande história e, a maneira como isso seria feito, já estava arquitetada.

O filho de Hermes ouviu atentamente ao plano enquanto comia o que podia - ele mal tivera tempo para descansar desde que toda aquela loucura começara, então aproveitava toda e qualquer regalia possível. De acordo com a lebre e a menina do País das Maravilhas, Josh, em comemoração aos sucessos que vinha tendo, resolvera dar um baile em seu próprio castelo e todos os vilões do mundo das fantasias foram convidados.

Acontece que nesse mesmo castelo eram mantidos os aliados raptados de Alice. Em outras palavas: uma equipe de resgate teria de se infiltrar na festa e resgatá-los. Diferente da primeira missão, essa seria menor e mais discreta, o que requeria uma equipe mais especializada e com habilidades extraordinárias. Quincy quase se engasgou com o pedaço de bolo que comia quando ouviu que ele estaria nela.

De fato ele era um dos mais adequados àquilo, todavia não era tão cofiante assim em suas próprias habilidades e deixou isso claro para a líder. Ela, por sua vez, apenas sorriu e respondeu que esse era exatamente o motivo pelo qual o escolhera. Corado pela resposta e determinado a não desapontar a menina, ele se preparou junto aos outros e, quando foi a hora, partiu.

Arrumado com um figurino aleatório que parecia mesmo uma fantasia, Eddie seguiu com sua equipe. De acordo com o plano, todos entrariam individualmente para não levantar suspeitas e, na hora do resgate, agiriam em conjunto dentro de duas equipes: a de distração e a de extração. O guardião foi escolhido para a de extração, portanto não deveria chamar muita atenção para si durante a festa.

E ele fez justamente o contrário do esperado.

Já na entrada houve uma pequena comoção por parte do recepcionista que não reconheceu a veracidade de sua vilania. Como assim você não sabe quem eu sou! Isso é um ultraje, logo eu, o Senhor das Estrelas! Destruidor de planetas e conquistador de galáxias! falou o mentiroso, com um ar de indignação e revolta.

O recepcionista engoliu em seco, com medo — senhor, mas de qual história o senhor vem mesmo? — ele questionou.

Eu sou dos Guardiões... enrolou da Galáxia! É claro, Guardiões da Galáxia, não é óbvio? riu como se fosse eu sou o grande inimigo de Adam Warlock e sua trupe. Inclusive trarei a cabeça dele para Josh em outro momento continuou a mentir, abusando de sua aura natural para tal e que sempre ajudava.

— Certo, peço desculpas pela confusão, senhor Senhor das Estrelas — enfim o deixou passar.

Claro que pede deu um tapinha nas costas do serviçal quando passou por ele e sorriu.

Lá dentro, Eddie se assustou com a quantidade de rostos conhecidos e nada amigáveis. Quase todos os vilões das histórias que ouvia quando pequeno estavam ali - e o mais estranho é que quase todos se pareciam com suas representações. Úrsula era mesmo gorda e feia. O Capitão Gancho não parecia nada com aquele ator lindo e que Eddie era apaixonado da série Era uma Vez. Ja'Far, por outro lado, era idêntico aos filmes só que versão live action - muito mais bonito que o ator que fazia Aladdin no novo longa, inclusive.

Se misturar por aquele bando de figuras icônicas não foi tão difícil, afinal, ninguém sabia quem ele era ou se interessava por ele. Estava indo bem, restava localizar a entrada para os calabouços abaixo dos salões principais. Eram cômodos atrás de cômodos e se perder era possível - exceto quando se tratava de um filho de Hermes. Para essa prole, saber para onde ir era sempre possível mesmo nos momentos mais perdidos.

Foi com essa habilidade peculiar que Ed encontrou, em meio ao corredor que ligava o hall principal do castelo à uma sala de leitura, a entrada para os calabouços. A entrada, por sua vez, era protegida por algumas cartas de baralho malignas (como as que enfrentara no labirinto). "Essas coisas não vão sair daí sem uma confusão das grandes" ele logo observou. Após isso, ficou invisível para procurar uma saída e a mapear mentalmente.

Quando retornou ao salão principal para comentar com alguns aliados a respeito disso, foi parado por uma figura bastante familiar.

— Você parece deslocado, querido, precisa de ajuda? — Malévola, em carne e osso, averiguou o semideus de cima a baixo.

Eddie sorriu de canto de rosto, como se indicasse estar bem e tentou sair de perto da megera.

— Me diga, quem é você mesmo? Não me recordo de seu rosto no último encontro de vilões — ela insistiu, não deixando o rapaz se safar.

Senhor das Estrelas disse baixinho, desviando o olhar.

— O que disse? — indagou com um ar imparcial.

Senhor das Estrelas repetiu em voz alta, encarando a mulher e sem querer chamando a atenção de todos ao seu redor.

— Que nome engraçado — Scar, o leão do mal, surgiu comentando — e quem você enfrenta em sua história?

Os Guardiões... da Galáxia ajeitou o colarinho da roupa que usava, um pouco nervoso.

— E quem são eles? — a Rainha Má indagou, seguida direto pelo Espelho atrás dela — são uma ordem de príncipes do espaço?

M-mais ou menos respondeu apressado.

— E como você os mata? — Gaston perguntou logo em seguida, ansioso pela resposta.

— Envenenamento através de uma maçã? — a Rainha Má apontou.

Não disse, com uma cara assustada.

— Os joga para os tubarões comerem! — Úrsula chutou.

Com certeza não voltou a dizer, ainda mais assustado.

— Atira neles e explora a riqueza de sua galáxia! — Ratcliffe, o inimigo mortal de Pocahontas, falou.

Não, que horror! terminou dizendo, amedrontado com aquelas suposições.

— Então que tipo de vilão é você? — Dr. Facilier questionou.

Enquanto dava alguns passos para trás tentando sair da rodinha de antagonistas que o cercara, Eddie reparou em Althea (a filha de Éolo que fora sua dupla no labirinto). Ela o encarava como quem perguntava "o que está fazendo?" e ele olhava de volta no maior estilo "não sei, me tira daqui".

Percebendo que o infiltrado que deveria chamar menos atenção estava sendo justamente o centro desta, a semideusa iniciou uma comoção espalhando sussurros com os ventos e iniciando intrigas entre o salão. Ela era excelente naquilo e fazia tudo sem parar em um lugar ou chamar a atenção para si, uma perfeita causadora de discórdia.

O ego sempre fora o maior defeito de todos os vilões dos contos de fada e, por ele, pagaram novamente ao iniciarem uma discussão entre si. A briga era para saber quem era mais cruel - e dá para imaginar o quanto isso rendeu. Simultaneamente à confusão, o Senhor das Estrelas se esgueirou para um cantinho de um corredor e ficou invisível. Estava na hora da extração começar.

Sem ser literalmente visto por ninguém, o semideus foi se aproximando de alguns aliados disfarçados e os avisando baixinho para seguirem os pedacinhos de pão (pego da mesa de frios do baile) que ele deixava pelo chão. Sua trilha ligava o salão principal à entrada do calabouço e também a uma saída pelos fundos do castelo. Adiantando-se a tudo e todos, Eddie invocou dois espíritos de ladrões mortos no corredor principal e os fez brigar entre si. "Eu vou matar Josh", um dos espíritos disse. "Não, eu que farei isso!", o outro retrucou.

Alarmadas pela possibilidade de algo acontecer ao seu rei maligno, duas das três cartas de baralho que ficavam na entrada se mobilizaram para seguir os arruaceiros pelo corredor adjacente ao que estavam. Nessa, Eddie, com toda a vantagem da invisibilidade, invocou três facas e as arremessou contra o guarda restante. As lâminas atravessaram a nem tão pobre carta assim e a cortaram em três pedaços.

Eu sempre preferi um rei de paus ironizou ao pisar no rei de copas destruído.

Quando derrotou a resistência inimiga, os aliados de Alice finalmente chegaram e se juntaram a Quincy. Somente dois deles conseguiram passar pela confusão do salão principal, o que preocupou o meio-sangue. "Eles vão ficar bem" tentou dizer a si mesmo, ao passo em que atravessou a passagem até poucos instantes atrás protegida.

Era uma descida longa e meio escura. O grupo liderado pelo mentiroso conseguia enxergar pouco graças às tochas acopladas às paredes que cercavam a escadaria de pedra. Abafada e claustrofóbica, a sensação parecia ruim demais para aqueles personagens caricatos de histórias para crianças. "Isso é obra do Josh", concluiu Eddie, notando que somente um semideus ruim para construir um tipo de calabouço daqueles.

E a situação piorou quando chegaram lá embaixo.

O calabouço era uma coisa só: um grande porão de um castelo, sem ventilação e iluminado por tochas. Composto inteiramente de rochas e outros tipos de pedras, havia celas de prisão feitas de metal e trancadas. Em cada uma delas um pequeno grupo de amigos da Alice e outros personagens bonzinhos.

Viemos resgatar vocês! Eddie, que não estava mais invisível desde a descida, anunciou.

Seu trabalho como único filho de Hermes foi ainda mais crucial naquele momento, pois somente ele sabia arrombar as fechaduras das celas. Tudo o que seus ajudantes puderam fazer foi socorrer os reféns que não conseguiam se levantar pela fraqueza. Notando que esperar por todos saírem seria idiotice, ele foi enviando os grupos libertos junto aos outros semideuses.

Sigam a trilha de pão que vai pela esquerda orientou aos fugitivos.

Quando finalmente terminou de libertar todo mundo, Eddie subiu com alguns poucos personagens junto a ele. Não obstante, quando alcançaram o corredor, mais cartas de baralho e outros monstros surgiram. Eles não seriam capazes de fugir sem serem pegos pelos inimigos, então o grego teve de permanecer como um atraso.

Vocês têm que continuar, eu vou atrasar eles! bradou com uma coragem que nunca antes tivera.

— Mas e quem nos guiará? — os gêmeos Tweedledee e Tweedledum perguntaram.

— A gente — João e Maria, que pela ironia do destino eram graduados em trilha de pão e estavam naquele grupo de resgatados, se adiantaram.

Com um aceno positivo de cabeça e sorriso por parte do guardião, os reféns fugiram e o deixaram para trás. "Seja um herói, Eddie", mentalizou, mas nem ele estava muito convencido de que o mantra ajudaria de algo ali. Era matar ou morrer, como observou, e seus adversários não pareciam dispostos a caírem ali.

Armado com o cajado que recebera ao se tornar um seguidor das ninfas primaveris, o olimpiano transformou a arma em uma adaga graças a um poder herdado de seu pai. Em seguida, usou toda a sua velocidade para gingar entre as cartas e os trolls no corredor. O campo apertado tornaria a tarefa muito difícil, não fosse o fato dele ser absurdamente rápido - ainda mais após intensificar esse atributo ativamente.

As cartas eram fáceis de serem derrotadas, mas os trolls eram mais resistentes e não caíam com os cortes. Inclusive, um deles acertou Eddie com uma porrada e o derrubou. Caído no chão e cercado pelas criaturas, o meio-sangue mais uma vez usou sua esperteza para tirar proveito da situação. Na posição em que estava, encantou a superfície abaixo dele com um glifo de fogo.

O grande segredo dos glifos é que eles podiam ser usados mesmo em combates direto, desde que com sabedoria. Os monstros não tinham como não reparar nas inscrições mágicas, porém não entenderam nada e, no instante em que um deles deu um passo à frente para tentar pegar o rapaz, a armadilha ativou.

Ao mesmo tempo em que as chamas começaram a subir pelo glifo, Eddie se teletransportou para outra parte do corredor. Com um roxo no olho esquerdo, mas a salvo do fogo, ele assistiu seus inimigos idiotas se debaterem e tentarem fazer algo contra o inevitável. Por mais tentadora que a oportunidade de assistir aquilo fosse, Quincy ouviu um chamado mais atrás e percebeu que se tratava de Althea e os outros que tinham ficado para a distração.

Contente por ter percebido que a missão tinha sido um sucesso, o meio-imortal se pôs a correr para fora dali. Não havia mais trilha de pão para os guiar, mas ele sabia exatamente para onde ir e finalizou com o processo de extração. Entretanto, o que tinha acontecido era óbvio e, se haveria retaliação por parte de Josh, só saberiam na manhã seguinte...

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQua Maio 15, 2019 4:03 pm

STEAL
003
Corvus oculum corvi non eruit
Ninguém saberia dizer ao certo o quanto Eddie se sentia... feliz durante aqueles dias em que estivera ajudando Alice e sua trupe. Por muito tempo o semideus viveu crente de que suas habilidades incomuns tinham intuitos duvidosos. As piadas e brincadeiras que ouvia sobre filhos de Hermes o incomodavam (mesmo seus meio-irmãos dando motivos para tal). Talvez fosse por conta de sua infância conturbada e ruim, onde essas peculiaridades herdadas pareciam remeter a ela.

Sempre que voltava a pensar no seu passado, ou melhor, no passado de Jeffrey, sua face ficava abatida e tristonha. Ele se sentia como uma outra pessoa e não uma simplesmente diferente. Queria a todo custo provar para seu pai e os outros que não era ruim como pensavam. Dessa forma, quando ficou sabendo da terceira etapa das missões de Alice, não pôde conter um sorriso trapaceiro de ponta a ponta. Isto porque, novamente, seus truques de infiltração e roubo seriam extremamente cruciais.

O plano era simples: a parte de trás do castelo de Josh era na verdade o cemitério dos personagens do mundo da fantasia. Mas não só isso. Lá, as armas, objetos mágicos e poções do reino de Alice foram enterradas - e esses itens tinha tremenda importância na grande empreitada de recuperar o País das Maravilhas. Dessa forma, duas equipes ficariam divididas entre atacar o castelo pela frente e entrar no cemitério por uma passagem secreta.

Obviamente Eddie ficou no segundo time.

Embora contente com sua utilidade, o medo de cemitérios e fantasmas era real - principalmente porque ele já fora um. Por dentro o campista estava literalmente tremendo e recorrendo à oração do santo anjo da guarda. Por fora, no entanto, era só sorriso e pura confiança em um semblante típico de um bom mentiroso. Diferente das duas primeiras etapas, naquela Quincy não conhecia nenhum de seus aliados. "Espero que não morra", pensou a respeito de Althea, a garota que o ajudara no labirinto e no baile.

Sem muita delonga, no horário certo todos estavam prontos e em posição para agir. Alice partiu na frente com a tropa de ataque e distração, o que serviu de sinal para a equipe de infiltração adentrar a passagem secreta criada previamente pela menina. Eddie não estava na dianteira e muito menos era o último da fila, então, quando enfim chegou no cemitério, percebeu que muitos já tinham corrido para algum túmulo.

Inquieto porque tinha pouco tempo para agir e com medo de realmente esbarrar em algum fantasma, o olimpiano não correu no máximo que podia. O campo de mortos era vasto e coberto por uma penumbra mágica estranha - o que impossibilitava avistar muito longe e meio que isolava os vivos que andavam por ali. Ainda assim, o pior de tudo era o silêncio e a sensação de estar sendo observado a todo instante.

Eddie, sem perceber, andava meio acanhado enquanto roía as unhas. Alice não informara exatamente a localização de nada justamente por não ter essa informação. Em outras palavras: era como uma pescaria; o que pegar, levou. Os olhos arregalados do garoto finalmente fitaram um túmulo aleatório à frente e ele percebeu que só teria uma chance ali. Rápido como só, usou seu cajado para atiçar as raízes locais e puxar o que quer que estivesse ali embaixo para cima.

Um machado? até Ed ficou surpreso ao reparar que tinha pego uma arma.

— É dos bons, esse machado aí — uma voz monstruosa soou no ambiente, fazendo até os pelos da bunda de Eddie se eriçarem.

Achei o mesmo, por isso até que vou levar respondeu, virando-se devagarinho para descobrir o espírito de quem que ele atazanara.

Só que não era quem, mas sim o quê.

— Não creio que isso será possível, invasor — Mor'du, o urso e inimigo mortal de Mérida que viera a morrer nos contos, retrucou. O bicho era ainda mais assustador e grande pessoalmente - e aquele cenário não ajudava em nada.

E por que não? Não é como se você fosse usar isso aqui riu de nervoso.

— Não, mas todos os itens que foram enterrados aqui deverão permanecer para o sucesso de Josh — começou a espreitar o meio-sangue, como se fosse dar o bote a qualquer instante.

Engraçado, você falava bem menos no filme apontou na verdade você nem tinha falas, né.

— Sabia que eu e Josh somos muito parecidos, garoto? Eu também me tornei o que sou hoje em dia pela sede de poder — ele parecia não se importar muito com o que Eddie dizia, como se conversar fosse uma oportunidade rara que em séculos não tivera — superei meus irmãos e os fiz se arrependerem de não terem se ajoelhado perante a mim.

E em troca, pela maldição, ficou nessa forma de urso para sempre e depois morreu completou eu conheço a sua história, cara seu medo já estava dando lugar à impaciência e ciência de que cada segundo perdido ali poderia significar ficar para trás.

— Sim, eu morri. Mas sabe o interessante sobre esse cemitério, garoto? Aqui os mortos têm vez — e então, com um rugido feral, o urso avançou sobre o semideus.

Talvez se fosse qualquer outro meio-sangue ali, o ataque teria sido certeiro e fatal. Vejam bem, considerando a distância e circunstância, era impossível desviar. Mas a prole inteira de Hermes sempre tinha um truque na manga. Com uma habilidade que lhe garantia uma esquiva perfeita em momentos importantes, Eddie saltou para o lado e emendou o movimento em um rolamento para aumentar a distância entre eles.

O machado que tinha em mãos era pesado e impedia movimentação muito elaborada, portanto ele percebeu que lutar seria idiotice. "E para variar eu termino justamente com um fantasma que não dá pra dialogar", amaldiçoou os céus. Nessa, Mor'du voltou a correr furioso em direção ao guardião e este, por sua vez, ergueu uma barreira ao redor de si para se proteger. Os sons emitidos pela besta eram viscerais e pareciam estar em sintonia com cada porrada das garras contra a proteção mágica.

De pé, Quincy encarou o urso amaldiçoado e, enquanto observava seus ataques, notou que o mesmo parecia estar tomado por um sentimento. Mas não era ira de fato e sim algo como frustração. O seguidor das Hespérides se lembrou então do tempo em que esteve morto e pôde, por um instante, simpatizar com a dor que é ser abandonado pela vida para todo o sempre. Ele jamais justificaria os atos horrendos que cometera, ou o que Mor'du fizera. Ainda assim, sentia por ele toda aquela dor de ter sido esquecido. E, por isso:

Sinto muito disse em voz baixa antes de se teletransportar para alguns metros longe dali e, invisível, fugir.

Por sorte ele sabia exatamente para onde ir e como voltar para a passagem secreta. Não obstante, o sabor doce-amargo que ficou em sua boca por conta do roubo era incômodo. Aquele encontro o acordou para um fato: às vezes devemos deixar nossos fantasmas do passado para trás, ou então eles nos assolarão pelo resto da vida...

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQua Maio 15, 2019 6:24 pm

DREAM
005
Corvus oculum corvi non eruit
Ainda enquanto vagava pela Floresta Encantada, Eddie assobiava uma canção antiga que adorava. Sem saber exatamente para onde ir, uma vez que a lebre que o metera naquela confusão havia desaparecido, o semideus apenas tentava se manter a salvo de mais gigantes sequestradores - ou hordas de trolls assassinos. Nessa, acabou entrando por um caminho bonito e convidativo do bosque e terminou próximo a um riacho agitado.

De cara o campista notou que já estava provavelmente em algum outro reino diferente - como das outras vezes. Dessa forma, entrou no modo suspeito e atento olhando para todos os lados e já esperando por alguma ameaça. Porém, para sua surpresa, nada aconteceu. Na verdade, o grego pôde desfrutar de alguns minutos em paz à margem do riacho.

Seu momento de paz, no entanto, não durou muito porque enquanto apenas descansava acabou ouvindo um barulho alto. A impressão que teve foi de que alguma montanha tinha caído, pois até um pequeno tremor afetou o solo da região. Alarmado, Quincy se levantou e correu em direção ao som para descobrir do que se tratava.

Lá, deparou-se com uma entrada de mina soterrada por pedregulhos. Com um ar meio desleixado, julgou que não era nada sério por simplesmente ignorar a possibilidade de ter alguém ali dentro. Inocente. Assim que deu as costas, os gritos de socorro começaram. "E lá vamos nós", pensou ele.

Quem está aí? Eddie gritou de volta.

— Atchim! — uma voz respondeu.

Saúde? disse, confuso.

— Ele não espirrou — uma outra voz falou.

— É o nome dele, seu burro — comentou uma terceira.

Ah corou então quem são vocês? indagou, intrigado.

— Como assim quem somos nós? E tem algum outro anão chamado Atchim por essas bandas? — a mesma voz zangada de antes rebateu.

Espera levou alguns segundos para somar uma informação à outra os sete anões da Branca de Neve!

— Isso mesmo, pessoa. Quer dizer, você é uma pessoa, não é? — um quarto anão desconhecido comentou.

Sim, sou sorriu, divertido com aquela situação - apesar de não parecer muito boa. Nunca imaginou que encontraria personagens tão icônicos como aqueles.

— Certo, e como é seu nome? — o quinto perguntou.

Eddie, meu nome.

— Eddie? E isso não é um apelido? — Zangado resmungou.

— Escute, Eddie, você pode me chamar de Mestre — o líder dos anões falou — preciso que nos faça um favor. Consegue pedir por ajuda? A Rainha Má nos prendeu aqui.

— É, ela não tem o que fazer mesmo, uma desocupada hihihi — um anão zombou, seguido de um soluço de outro.

Eu posso pedir ajuda, mas é mais fácil eu mesmo tirar vocês daí — disse, decidido a ajudar os anões a se safarem daquela armadilha.

O filho de Hermes chamou a responsabilidade para si, mas não demorou até se lembrar que não era nenhum filho de Ares para sair levantando as pedras por aí. E por pensar nisso tudo ficou ainda mais claro que não era nenhum filho de Athena, ou então teria sido esperto o suficiente para se tocar disso antes. Ainda assim, poderia muito bem ser filho de algum deus da sabedoria pois teve toda essa análise para chegar em um plano satisfatório.

Recorrendo aos seus poderes enquanto guardião das Hespérides e ao cajado, Quincy usou as próprias pedras para dar vida a um golem. Sua criação não usou todas as rochas, então o restante delas foi pouco a pouco retirado pelo bicho. Não havia um grande truque ou jeito de fazer aquilo mais rápido, pelo contrário. Paciência e cautela eram os fatores chaves da missão.

Nesse meio tempo em que esperavam pelo bichão fazer fazer o serviço, Eddie e os anões conversaram bastante. O campista tinha muitas perguntas a fazer: Dunga realmente não falava? Atchim já tinha testado antialérgicos antes? Quantos dias seguidos Soneca já tinha dormido? Como notável, apenas questões importantes.

Ao fim da tarde, todas as pedras tinha sido removidas com segurança da mina e os sete anões puderam respirar o ar livre novamente. Contentes com a ajuda, eles convidaram Eddie para jantar junto deles e da Branca de Neve que estava hospedada na casa em seu lar por aqueles dias. Com fome e sem saber para onde iria depois dali mesmo, o jovem adulto aceitou e seguiu junto deles.

Eu voooooou — começou a cantar.

— Não cantamos mais essa música há anos! — Feliz comentou, surpreso.

Até parece que eu vou perder essa oportunidade rara, bora — puxou o bonde.

— Eu vou, eu vou, para casa agora eu vou. Parara-tibum, parara-tibum, eu vou, eu vou!— continuaram.

Eddie sorriu no meio da fileira indiana que fizeram durante a caminhada eu vou, eu vou, sentar agora eu vou...

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Última edição por Abramov Levitz em Sex Maio 17, 2019 3:48 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Maio 16, 2019 7:01 pm

DREAM
006
Corvus oculum corvi non eruit
O baita susto que Eddie tomou quando a figura de asas dracônicas voou alguns metros acima dele foi indescritível. Primeiro que o bicho já destruiu algumas boas árvores na ação. Segundo que ele estava tão distraído enquanto andava pela Floresta Encantada que nem ouviu a aproximação. E terceiro que logo atrás do dragão vieram mais dois dragões seguindo este.

— Ele é mais rápido do que os outros! — uma pessoa montada em um dos dragões perseguidores gritou.

Mas que... Quincy sussurrou agachadinho próximo a uma árvore, enquanto observava a perseguição no ar.

Absurdamente curioso para saber do que aquilo se tratava, ele correu o mais rápido que podia atrás dos dragões. Aquelas criaturas eram sempre cheias de mistérios e peculiaridades. Seu tempo junto a Ladão nos jardins o ensinaram isso muito bem. Contudo, o que não esperava era encontrar um caminho que o levava a um cenário completamente novo.

O caminho percorria uma pequena colina montanhosa e terminava em uma baía. Eddie não sabia que daria de cara com um oceano por aquelas terras, mas julgou ter adentrado outro mundo fantasioso. Encantado com tudo o que via, ele notou que nessa mesma baía havia o que parecia ser um acampamento montado. Pessoas andavam de um lado para o outro carregando materiais de construção. Crianças corriam por ali brincando e, o mais impressionante, dragões sobrevoavam a região.

Os três dragões que vira antes estavam na praia. Os dois perseguidores cercavam o que antes fugia, mas não parecia haver nenhum clima de agressividade por parte deles. Meio que hipnotizado pela curiosidade, o semideus começou a andar pelo acampamento e, sem perceber, foi atingido na cabeça por uma porrada e desmaiou.

Mesmo após ter acordado, Eddie ainda estava tonto e sonolento. O desmaio, apesar de não intencional, deu a ele as poucas horas de sono que estava precisando. Assim sendo, sua mente demorou a acordar de fato mesmo quando dois homens o colocaram de pé. Eles pareciam ter saído de alguma animação de vikings (a julgar pelos penteados e roupas), mas foi nesse instante que o meio-sangue começou a raciocinar.

Pera, eu acho que conheço vocês falou com uma voz toda grogue. A impressão que tivera fora de estar dentro de um galpão apertado e cheio de feno.

Os indivíduos nada disseram, apenas se olharam confusos. Nessa hora uma terceira pessoa chegou e se colocou à frente deles. Era um jovem que não parecia mais velho que Eddie, embora tivesse uma barba farta e vestisse uma espécie de capa de pele por cima de uma armadura. Ele tinha um rosto meio engraçado e infantil, além de uma postura meio forçada - como se fosse um líder em treinamento.

— Você veio atrás dos dragões, caçador? — o jovem disse, com um ar nada amigável.

Sim respondeu, só que percebeu na hora que a resposta tinha sido errada quer dizer, eu vim ver os dragões, só isso.

— Tá dizendo então que não é um caçador?

Isso bocejou e emitiu um breve gemido pela dor de cabeça não sou

— É, e dragões não existem — ironizou — conta outra.

Eu tô falando sério! se desesperou eu sou um semideus, fui trazido pra esse mundo pela lebre da Alice. Só vim pra ajudar a resgatar o País das Maravilhas!

O líder pareceu avaliar a situação — alguns desses tais semideuses realmente apareceram por aqui esses dias — ponderou — mas como posso saber se não é um mentiroso que ficou sabendo disso?

Se tinha uma coisa que o filho de Hermes era, essa coisa era mentiroso posso provar um pouco mais desperto, o meio-sangue usou um de seus poderes para aparecer em outro ponto do recinto - o que foi um pouco arriscado, considerando o tamanho do local.

— Como fez isso? — se alarmou.

Coisas de semideus piscou, completamente livre e de pé sozinho. Um caçador faria isso?

— Um semideus caçador poderia — supôs.

Caraca, velho, o que eu tenho que fazer pra provar que não tô mentindo? ironicamente ele vivia tentando provar que não estava mentindo - sendo que, na maioria das vezes, estava.

— Tenho uma ideia, mas você só vai saber na hora certa — comentou — me chamo Soluço, a propósito.

Um risinho de "eu já sabia" estampou brevemente a face do campista, que àquela altura já sabia com quem falava Pode me chamar de Eddie, mano respondeu.

Eddie foi convidado a acompanhar as tarefas daquele povo de uma perspectiva completamente diferente do comum. Havia vários galpões, ou hangares, divididos em seções onde dragões jovens ficavam. Eram diversos tipos e tamanhos, além dos temperamentos exclusivos de cada raça. Soluço começou explicando que aquelas criaturas vinham de vários locais diferentes do mundo.

Tratando-se de um mundo fantasioso, da perspectiva do meio-sangue, era normal esperar que os bichos sempre terminariam próximos àquele povo nômade. Seja como for, Quincy acompanhou o líder dos treinadores de dragões bem ao seu lado, sem ousar passar a mão por nenhuma das divisórias onde as criaturas ficavam. Ele nunca ficara sabendo de que existiam dragões que não comiam carne, por exemplo.

Então existem outros do tipo fúria da noite? indagou o guardião, quando entraram no assunto da quantidade por raça.

— Provavelmente — respondeu — o Ban — se interrompeu ao lembrar que não queria falar aquele nome — já lidamos com um desse tipo antes, um grande amigo meu... mas você deve saber disso, né — ele pareceu um pouco incomodado com o fato de sua vida e história serem conhecidas pela grande maioria em uma realidade que não a dele.

O único ovo que tinham no momento era o de um dragão vermelho e este era guardado por uma jovem dragoa de mesma cor. Soluço deu um pedaço de carne para que o campista jogasse para a protetora. De acordo com ele, aquele tipo de dragão era carnívoro e muito violento. No entanto, a que tinham sob cuidado era mais pacífica devido aos treinamentos. Ela, inclusive, não era a mãe do ovo e sim uma irmã mais velha, uma vez que a dragoa anciã estava desaparecida.

— Nunca demonstre medo, ou eles vão sentir. Dragões respeitam poder e coragem — Soluço explicou — você pode ter os dois e conquistar um dragão à força. Se fizer isso terá uma mascote enquanto tiver poder, mas, se conquistar a confiança e amizade de um, terá sua lealdade até seu último momento de vida.

As palavras foram profundas e reverberaram dentro do filho de Hermes. Ele nunca tivera poder - e talvez coragem não fosse um de seus maiores destaques -, porém mesmo assim conquistara a confiança e amizade de Ladão (o dragão protetor dos Jardins das Hespérides). "Eu sou ótimo com dragões", pensou. Com isso em mente, tentou estender a mão para acariciar a dragonete vermelha que se alimentava e este ameaçou mordê-lo.

Ok, talvez não com todos os dragões admitiu enquanto Soluço ria.

Já que não conseguiu acariciar aquela, Soluço convidou o rapaz a tentar com um bebê dragão azul que estava em outra divisória brincando com feno. O aprendizado que tirara dali era o óbvio: quanto mais novo o dragão, maior era sua chance de se conectar com ele. O temperamento daquelas criaturas era áspero e bastante difícil de se lidar.

O passeio continuou até a área da praia, onde o dragão fugitivo de antes estava adormecido. O líder dos nômades explicou que a criatura que dormia na areia era um jovem dragão de bronze. Ele tinha chegado àquelas bandas recentemente e tinha começado um confronto com os habitantes, antes de fugir e dar meia-volta após ter sido afugentado por caçadores. Por isso estava meio transtornado e selvagem.

Ele parece ferido notou um pouco de sangue em umas partes da escama da besta alada.

— Sim, acho que foi alguma espada ou lança.

Não deveríamos fazer alguma coisa?

— A gente até pode, mas não acho que seja necessário. Veja — se aproximou do bichão — o ferimento é na camada externa da escama, vai se regenerar sozinho. Além disso, ele tá no seu habitat natural: a praia. Sabia que ovos de dragões de bronze precisam ficar imersos em areia para chocarem?

Uau, só falta dizer que eles se alimentam de peixes debochou.

— Isso aí mesmo! Como sabia? — ele não percebeu a ironia da afirmação natural.

Soluço continuou explicando sobre os remendos que faziam em dragões realmente feridos. Os tipos de ferimentos variavam, mas em sua grande maioria eles se renegavam naturalmente ou quando expostos aos seus elementos. Mantê-los alimentados era essencial, pois o metabolismo draconiano era a chave de seus poderes e humor. E ninguém gostaria de ter uma fera daquelas de mau humor.

Dando sequência às explicações, eles foram até uma arena improvisada onde os treinadores de dragões praticavam variados tipos de combate. Algumas lutas eram entre dragões e seus treinadores, outras entre treinadores e dragões. Todavia em nenhuma delas havia intenção de ferir seriamente ou matar alguém. O intuito por trás daquilo era unicamente entender como as feras agiam e aumentar os laços entre humano e dragão.

— Tá na hora de você provar que não é um caçador — Soluço falou — derrote um dragão sem machucá-lo. Se conseguir, pode levar um com você. Dou minha palavra de honra — jogou o desafio no ar.

O guardião definitivamente não estava preparado para aquilo e em momento algum tinha pensado em levar um dragão para casa. Pressionado pelo olhar julgador do outro, lembrou-se de um ensinamento antigo de Ladão que dizia: quando um não quer, dois não brigam. A única maneira de vencer um bicho com temperamento forte e teimoso sem o machucar era não brigando.

Não vou enfrentar um dragão, eu nem quero isso proferiu, um pouco desconcertado pela suposição.

— E com isso você prova que não é um caçador. Nossas palavas de honra são a coisa mais sagrada para nós. Se fosse um, teria tentado vencer o desafio pela cobiça do ganho — apontou.

Surpreso com o teste pelo qual tinha acabado de passar, Quincy se sentou na arquibancada da arena para assistir os combates. Soluço aproveitou o momento para explicar um pouco de como aquelas feras se comportavam em um combate. De acordo com ele, era praticamente impossível arquitetar um plano perfeito antecipando como um daqueles monstros agiria. Não obstante, a grande chave para superar um daqueles era deixando que ele sempre fizesse o primeiro movimento.

Um dragão sempre ditaria seu ritmo e intenção com base no primeiro ataque. Se apenas assustado ou se defendendo, optaria por usar a cauda para afugentar seus oponentes. Em casos de fome, tentaria investidas para derrubar e morder o alvo.

— E se furiosos — Soluço começou dizendo.

Eles tacam fogo o guardião complementou, seguindo o óbvio.

— Isso aí! Você se daria bem com um dragão, Eddie — comentou, dando uns tapinhas nas costas do semideus conforme os dois se afastaram da arena.

Já era noite quando toda a interação entre os dois terminou. Soluço convidou o rapaz de outra realidade para passar a noite junto a eles e este aceitou. Havia um casebre recém construído vazio que foi justamente onde o olimpiano dormiu. Ele reparou, enquanto pegava no sono, que até a mais simples das construções parecia ter sido feita para aguentar o ataque de um dragão. "Eles levam isso muito a sério", notou.

Na manhã seguinte Eddie ajudou os habitantes do vilarejo nas tarefas mais primordiais, como carregar alimentos e materiais de construção. Depois, a convite do líder deles, alimentou os jovens dragões do estaleiro próximo à praia. Acompanhou o treinamento de voo e até se arriscou voando em um dragão verde mediano, mas desistiu poucos segundos após por conta do seu medo de altura.

Se divertir ali era inevitável, principalmente com figuras cômicas tipo os gêmeos e alguns dragões. Só que o grande aprendizado com os nômades, para Eddie, foi o de como o respeito e companheirismo podiam derrotar até a maior das ameaças. Pensar nisso deixou o guardião um pouco entristecido, já que até então ele estava sozinho em sua jornada - em todos os sentidos.

— Espero vê-lo algum dia novamente, Eddie — Soluço comentou enquanto se despediam.

Espero também, aí a gente caça uns caçadores montados em dragões zoou, já melancólico com a despedida.

O fim daquela missão nada intencional foi rápido e objetivo. Olhar para trás apenas o deixaria mais triste ainda, afinal, julgou ter feito algo que há anos não sabia o que era: amigos...

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Maio 16, 2019 10:29 pm

DREAM
007
Corvus oculum corvi non eruit
Eddie não pensou duas vezes quando foi convidado a ajudar as fadas em seu problema. Tudo fora muito rápido e objetivo: ele estava em um ponto aleatório da Floresta Encantada quando elas esbarraram nele. As pequenas acabaram sendo atraídas pela aura do guardião (ou talvez seu perfume) e imploraram por sua ajuda. De acordo com elas, algum tipo de praga desconhecida estava matando seus campos de flores e enfraquecendo seu reino.

Desesperadas, já que nada do que faziam dava certo, elas partiram em busca de ajuda. O semideus, enquanto um seguidor das Hespérides, tinha um apresso e carinho especial pela flora - não importando o mundo. Justificando, dessa forma, sua escolha de ajudar. Graças a elas, inclusive, recebeu temporariamente um par de asas junto à redução de tamanho antes de adentrar Fairytopia.

Mas eu não sei vo-aaaar tentou protestar, mas assim como quando Sininho o fizera voar, foi meio que automaticamente sem controle.

De todos os reinos e mundos fantasiosos em que se metera nas missões passadas, Fairytopia vencia qualquer um com folga no quesito beleza. Tudo parecia grande demais para ele que estava minúsculo e, ao mesmo tempo, do tamanho ideal uma vez que a cidade e outras construções eram proporcionais aos seus habitantes. Todavia, por mais que tivesse interesse em continuar ali a passeio, o dever o chamava.

Elas estão em dor, morrendo traduziu os sentimentos das flores e do campo para as fadas, que choramingaram em coro.

Um guardião das ninfas primaveris estava em constante comunhão com o solo e a natureza e, portanto, conseguia sentir e saber o que se passava naquele lugar. "Envenenamento!", logo notou. Em um ato de pressa, ele pediu que trouxessem seiva de árvores e galhos. Quando conseguiu o que queria, tentou imbuir os galhos na seiva e os usou para furar o campo de flores. Depois, usou seu controle elemental para remexer na terra e tentar espalhar o líquido natural.

Alguns minutos se passaram naquela tentativa seguida do aguardo pelo resultado, infelizmente, negativo. O que houve após foi um breve silêncio seguido do choro das fadas, o qual descreveu bem o momento de tristeza. O solo havia perecido diante da ameaça desconhecida, porém, nem tudo estava perdido. As luzes solares passavam de maneira tímida pelas copas das altas árvores, iluminando o mórbido campo de flores. Nessa, o corpo do guardião começou a brilhar e intensificar a iluminação da área.

Apenas de estar naquela área Eddie já passivamente começava a fazer o solo ganhar vida novamente. A luz solar apenas ajudou a intensificar o efeito, ao passo em que  o aspecto morto do solo deu lugar a um amarronzado e vívido. Quincy explicou que aquele efeito não era mágico, ou seja, não faria as plantas e flores nascerem magicamente de volta. Entretanto, poderiam replantar as sementes e aguardar pelos resultados. Não só isso, ele também ofereceu ajuda de outra maneira.

Esperto como só, pediu a colaboração das fadas para coletar um pouquinho do resquício de veneno que impregnara o solo outrora morto. Dessa forma poderiam criar um elixir futuramente para proteger a natureza daquela praga, caso ela voltasse a aparecer. A ameaça tinha sido neutralizada e uma solução futura apresentada, todavia o sentimento de revolta por parte do guardião não sumiu ali. Ele queria saber quem era o responsável por aquilo e, sem querer, acabou ficando sabendo na mesma hora.

— Syrena, Myrcella, nos ajudem! — uma fada chegou voando com pressa, gritando por duas das fadas que encontraram Eddie — a fada negra agiu novamente!

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Última edição por Abramov Levitz em Sab Maio 18, 2019 2:23 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Maio 16, 2019 11:34 pm

DREAM
007
Corvus oculum corvi non eruit
Então ela que envenenou o campo? Eddie fez a pergunta retórica quando se juntou às fadas para saber o que estava acontecendo.

Aparentemente a fada negra, não contente em ter envenenado o campo de flores de Fairytopia, também raptou um pequeno grupo de jovens fadas da cidadela. Determinado a impedir os planos daquela vilã asquerosa, Quincy se ofereceu instantaneamente para ajudar as inocentes a recuperarem suas amigas.

Talvez se estivesse do tamanho normal o semideus seria mais rápido, contudo ele precisava preservar as leis daquele mundo e voou o mais rápido possível. Como esperado, nem percebeu que estava voando de tão imerso e focado na missão. Guiado por Syrena e Myrcella, as fadas que o levaram até ali, se aventurou pela floresta delas enquanto seguia em disparada.

Por sorte uma das fadas havia seguido a raptora e encontrado o local onde ela mantinha as fadas capturadas. "Uau, um acampamento no meio da floresta, que secreto" ironizou ao chegar no local certo. Havia dois trolls ao redor da pequena jaula onde as fadinhas eram mantidas aprisionadas. Os bichos tinham o tamanho de trolls normais, o que tornava tudo muito injusto e errado. Para piorar, uma fogueira sendo preparada indicava que alguém seria comido logo logo.

— Oh não! — Myrcella se desesperou ao perceber o que estava para acontecer.

Não se preocupe, não vou permitir que eles façam mal a elas prometeu.

Mesmo pequeno, o guardião ainda tinha alguns truques na manga e não estava impedido de os usar. Em fato, o tamanho menor era até melhor para se aproximar sem ser percebido. Tendo isso em pauta, o mini filho de Hermes atiçou as raízes da floresta para se enroscarem nos pés dos trolls e os derrubarem. Em seguida, aproveitou a distração para dar vida a um elemental de ar a fim de atazanar a vida dos monstros.

A criação de Eddie tinha dois metros de altura, o que, para as fadas, era quase como um gigante. Não satisfeito com aquilo, o helênico ainda invocou mais dois espíritos de ladrões para o ajudarem atacando os trolls. Simultaneamente a isso, o pequeno ladrãozinho voou até a jaula e arrombou a tranca com um de seus poderes para libertar as fadas.

Sua estratégia consistia em deixar suas criações batalhando enquanto ele salvava as reféns. E isso até deu certo: Ed conseguiu soltar as fadas e comprar tempo para elas fugirem. Entretanto, no meio da ação, ele notou que seus aliados tinham sido derrotados e os dois trolls iriam seguir seu grupo. Sem outra escolha, o olimpiano partiu para cima dos dois bichões que duvidaram de que alguém com o tamanho dele daria conta deles.

Vou ensinar umas boas maneiras a vocês, bobocas vociferou, mas sua voz era baixinha e fina demais, o que apenas causou risos por parte dos monstros.

Virado no Jiraya, o seguidor das ninfas do entardecer voou com tudo e utilizou um plano conhecido: atacar e não ser atacado. Rápido como só, ele deu graças à magia das fadas o ajudarem a planar com facilidade, ou então estaria condenado. As mesmas raízes de antes foram utilizadas, porém dessa vez Eddie manobrou com as duas por entre as pernas de seus adversários enquanto estes tentavam lhe bater com seus porretes.

Como se estivesse em uma cena de ação enfrentando gigantes, ele desviou de tudo por muito tempo até que foi atingido por um golpe e caiu. Aparentemente derrotado (já que sua resistência era normal, ainda que o tamanho não ajudasse), o rapaz se arrastou por alguns metros visando fugir de seus carrascos. Cantando vitória, os dois trolls andaram sem perceber que, ao fazer isso, as raízes que estavam ao redor de suas pernas chegariam ao seu limite.

A arrogância e burrice dos monstros condenou os dois a uma morte inevitável. As plantas mágicas se enroscaram nos dois e os derrubaram. O chão sob eles, por sua vez, estava encantado com um glifo de fogo que fora colocado durante as manobras pelo guardião (aproveitando-se que prestavam atenção apenas nele e não no restante do cenário). Assim, chamas subiram e queimaram os dois bichos vivos até eles desaparecerem em nuvem de pó dourado.

— Como você fez isso? — uma das fadas perguntou, impressionada.

Um mágico nunca revela seus truques piscou, todo arrebentado, enquanto fazia o fogo sumir antes que se espalhasse pela floresta. Agora, se não se importam, será que já posso voltar pro meu tamanho normal?

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeSab Maio 18, 2019 4:29 pm

DREAM
000
Corvus oculum corvi non eruit
O ritmo, outrora frenético, dos passos de Eddie Quincy ia diminuindo conforme ele bocejava. Seus olhos já estavam ardidos e seu corpo começava a parar de reagir às ordens do cérebro. O estado de exaustão física e mental tinha atingido um ponto próximo ao de pane, fosse ele uma máquina. Ainda assim, o semideus não ousou parar na Floresta Encantada temendo o pior.

Em determinado momento da caminhada, o meio-sangue se deparou com um caminho desconhecido e mais iluminado que o comum. Movido sem muita razão ou motivação além do sono, ele seguiu por ali até alcançar uma praia. Não era a mesma baía dos nômades de antes, aquela parecia mais paradisíaca e quase como se estivesse em uma ilha.

Será que eu tô no filme do Scooby Doo? Ed falou com voz de sono, sentando-se na areia.

Não demorou até o filho de Hermes se deitar no terreno fofo e cochilar. Entre cochilos rápidos, ele acordava e olhava ao redor com medo de ser pego por alguma criatura estranha. Porém, quando seu corpo não aguentou mais, deitou a cabeça na areia por horas seguidas e adormeceu de vez. Pela primeira vez em muito tempo, não sonhou com nada; apenas uma noite justa e bem vinda de sono.

Só havia um detalhe: Eddie se deitou próximo demais do oceano. Ou teria este se aproximado dele? Quincy não testemunhou o ocorrido por estar dormindo, mas, durante a noite, algo aconteceu e mudou completamente o cenário ao seu redor. Quando acordou, o jovem adulto notou que a praia estava diferente e um pouco mais... paradisíaca.

Coqueiros cresciam no limite oposto ao do mar. A vegetação era tropical e, quando encarou o mar, notou que este era muito mais claro e calmo.

Isso é uma ilha! disse sozinho, sem entender o que estava acontecendo.

Rapidamente passos e uma barulheira de vozes surgiram no ambiente vindo do interior da ilha. O guardião se virou e, meio grogue ainda de sono, não teve reação ou sequer pensou em uma. Diante dele, o que parecia uma tribo local armada com lanças e liderada por uma menina na dianteira. Acontece que essa menina era bastante familiar. Em fato, ele sabia muito bem quem ela era.

Adiantando-se ao restante das pessoas, a garota começou a falar — eu sou Moana de Motu Nui e... — antes que pudesse terminar, Eddie a interrompeu.

Você vai entrar no meu barco e atravessar comigo o oceano até a ilha de Te Fiti, e restaurar seu coração! completou de maneira animada, por ser um grande fã do filme.

— Não! Quem é você? — a líder franziu o cenho, surpresa — e como sabe disso?

Sou Eddie Quincy, semideus filho de Hermes e deu uma pausa dramática não sei o que eu tô fazendo aqui.

As feições de surpresa do povo de Motu Nui quando o desconhecido disse ser um semideus foram impagáveis. Eddie foi convidado e explicar melhor aquilo a Moana e os outros, uma vez que não faziam ideia de quem Hermes era ou outros semideuses por ali. No entanto, quando ele entrou em detalhes sobre a lebre e Alice, a garota - que já tinha encontrado com esses dois personagens antes em outra ocasião - finalmente acreditou em sua história.

— Mas isso não faz sentido. Por que você viria parar aqui do nada? — ela indagou em sua residência junto ao meio-sangue.

Não sei também ele respondeu, sincero.

— A menos que... existe uma lenda a respeito de um semideus que salvaria nossas ilhas da grande onda — Moana começou a explicar.

De acordo com a garota, no meio daquele oceano havia dois vulcões apaixonados que, após muita luta e esforço, conseguiram ficar juntos. Os dois viveram por muito tempo assim, até que uma criatura das profundezas, com inveja, atacou os vulcões e os feriu. O monstro foi derrotado pela lava, porém, como resultado, um dos vulcões gastou todas as suas energias na batalha e adormeceu tornando-se rocha endurecida.

Desde então o vulcão que permaneceu acordado se enfureceu e entrou não só em erupção, como também provocou abalo nas placas tectônicas e iniciou uma série de ondas gigantescas que varreram ilhas próximas. Somente o escolhido seria capaz de acordar o vulcão adormecido e acalmar o enfurecido.

É, definitivamente eu não sou esse cara riu, como quem dizia "até parece que eu tenho poder para isso".

— Hm, então você não é o grande elementalista que acenderia o fogo do vulcão como dito na história — ela deu de ombros, decepcionada.

Opa, pera aí! protestou eu sou um grande elementalista, tá? Nós, ajudantes das Hespérides, trabalhamos melhor do que ninguém com os elementos da natureza disse, com tremendo orgulho.

— Então você é o herói da história! Eu sabia! — Moana se apressou e começou a juntar um monte de coisas dentro de um pote.

Eu já vi você fazendo isso e sei o que pretende, mas engoliu em seco o que tá fazendo?

— Não é óbvio? Arrumando as coisas porque temos uma missão a cumprir!

Eddie nem teve tempo de processar direito a situação ou de protestar pedindo por mais detalhes. Moana era muito determinada e impulsiva, além de possuir uma aura que inspirava e convencia todos ao seu redor. Ela podia muito bem ser filha de algum deus olimpiano, como o rapaz notou. Seja como for, os dois subiram em um dos barcos de viagem e não demoraram a partir.

Era estranho para o campista pensar que estava de falo ali, no meio de um mar paradisíaco e a caminho de um vulcão enfurecido ao lado de uma personagem até então fictícia. A todo instante ele se lembrava das cenas do filme e interiormente não sabia dizer se preferia Hei Hei, o galo doidinho, ali ou não. As coisas podiam ficar feias e havia ainda um pequeno detalhe: não fazia ideia de como acordaria um vulcão adormecido.

Achei que Maui estaria com você quebrou o silêncio da viagem.

— Maui anda ocupado por aí — comentou — mas ele realmente sumiu há uns dias. Espero que esteja bem — um certo pesar em seu timbre denunciou uma preocupação até então escondida.

O clima estranho entre os dois não durou muito, porque uma embarcação de kakamoras surgiu do horizonte em direção à dupla.

O que eles querem? indagou, confuso.

— Kakamoras não gostam de mim desde... você sabe, aquele incidente — ela se referia ao encontro que tivera com os bichinhos durante sua aventura para entregar o coração de Te Fiti.

E obviamente vai sobrar pra mim também concluiu o óbvio, obtendo assim um sorriso meio "foi mal" por parte da acompanhante.

Os kakamoras, em todo seu tamanho minúsculo e representados por coquinhos com faces feias desenhadas em suas superfícies, usavam seus bracinhos para erguer armas igualmente pequenas e afiadas. Suas perninhas pulavam freneticamente na madeira de seu barco conforme gritavam em uma língua indecifrável.

Moana tentou contornar a situação virando a embarcação, contudo os dardos com cordas rapidamente se cravaram no barco e a invasão começou. O meio de transporte dos heróis era pequeno se comparado ao dos coquinhos e, mesmo assim, pareceu aguentar um monte deles durante a confusão. A garota usava o remo para os jogar no mar e o rapaz chutava e jogava o restante.

— Não importa o que aconteça, não seja atingido pelos dardos! — gritou, ao passo em que o barco dos kakamoras se aproximava ainda mais devido às cordas prendendo-o ao outro.

Por quê? questionou, mas, na mesma hora, um dos tais dardos assoprados pelos inimigos atingiu sua bunda e ele caiu deitado devido à anestesia aé.

Imobilizado devido ao efeito do dardo, Quincy não conseguia se mover direito e Moana era superada da cada segundo. Temendo o pior, ele fez todo o esforço de se concentrar mesmo parado e, quando usou sua energia divina, deu vida a um construto feito da própria água do mar. O bicho começou a manobrar ao redor da embarcação atacada dando tapas nos kakamoras e os jogando para longe.

— Oceano! — ela achou que era a própria natureza, como de costume, a ajudando.

Ei, fi u á tentou dizer que ele era o mandante da ajuda, mas até sua língua estava dormente.

O elemental derrotou com facilidade os coquinhos, afinal, estava com uma mega vantagem de terreno e, ao fim de sua existência, foi por baixo do barco deles para o virar de uma vez por todas. Moana, àquela altura, já tinha soltado as cordas e liberado a dupla da importunação dos bichinhos.

— Vitória, é isso aí! — saltou de alegria, usando os ventos logo em seguida para sair daquela área.

A viagem continuou pelo restante do dia e foi somente quando a noite chegou que o efeito anestésico passou. Foi nessa hora que Ed enfim pôde explicar que ele tinha criado aquele golem de água. Obviamente a menina não acreditou e o fez repetir o feito como prova - o que aconteceu, porque o grego adorava provar que estava certo.

Impressionada com aquele poder, ela perguntou mais sobre o que semideuses de outros mundos podiam fazer e os dois conversaram por horas sobre aquilo. A possibilidade de poder um dia visitar aquela outra realidade ficou em aberto, mas um silêncio estranho pairou sobre o ar quando esta foi levantada. Afinal, nem sabiam se sobreviveriam àquela aventura.

E a incerteza se mostrou certa quando, do nada, o mar se agitou pela noite. A impressão que tiveram foi de que o mundo estava acabando pois era possível sentir tudo tremer. Sem uma tempestade no horizonte, logo concluíram que era o vulcão enfurecido novamente. Moana rapidamente tentou manobrar em outra direção, todavia a grande onda surgiu em questão de segundos.

O grande perigo de se enfrentar um tsunami no mar é que nada pode ser feito a seu respeito. O mar era dragado em direção à formação gigantesca enquanto esta se ganhava forma. Eddie nunca tinha enfrentado o Mar de Monstros - e por ele jamais o faria -, contudo viveu um momento de desespero digno do local.

A gente vai morrer! gritou, porém tudo o que sua aliada fez foi se ajoelhar na madeira do barco e fechar os olhos.

Se havia algum deus dos mares naquele mundo, que ele tivesse misericórdia daqueles dois.

A onda se chocou contra a pequena embarcação e ambos foram atingidos em cheio pela força do mar. O meio-sangue tentou controlar a água ao seu redor para tentar amenizar os danos, mas o turbilhão era forte demais. A sensação de estar sendo esmagado de todos os lados ia e vinha, conforme ele era jogado girando de um lado ao outro no oceano. Em determinado momento a pressão foi tanta que sua consciência apagou e tudo ficou preto. E calmo.

— Eddie! — a voz de Moana o acordou novamente.

Jogado na praia de uma ilhota aleatória, estavam os dois sobreviventes da grande ira do vulcão. Confuso e levemente dolorido, o jovem adulto se sentou para tentar entender o que estava acontecendo ao mesmo tempo em que a luz do Sol fazia seus olhos arderem.

A gente não morreu nem ele parecia acreditar nas próprias palavras como assim?

— O oceano me trouxe aqui, ele me protegeu — começou a explicar — mas você tinha sumido e eu... — desviou o olhar — eu achei que você tinha, você sabe — piscou de maneira frenética — só que daí o oceano te jogou aqui umas horas depois de mim!

Obrigado, eu acho levou a destra ao pescoço dolorido e tossiu um pouco de água salgada.

— Não entendeu? O oceano também te escolheu! — vibrou — por isso você apareceu do nada aqui!

Fazia sentido, se os fatos fossem analisados. Descobrir aquilo meio que revitalizou a icônica personagem que sempre fora conhecida por sua perseverança e coragem. E ela realmente inspirava isso, como um feromônio expelido por seus poros - quase igual a um poder herdado de um deus.

Mas como a gente vai atrás do vulcão sem um barco? perguntou, tentando pensar em uma saída.

— Ihuuuu! — uma voz nova surgiu na cena, seguida por um som de águia.

Mentira usou a mão esquerda para esconder a boca aberta.

— Maui! — a chegada do outro semideus animou Moana ainda mais.

Maui era conhecido naquele mundo como o semideus que roubara o coração da deusa Te Fiti e depois fora derrotado. Apesar de nunca ter sido de fato um antagonista, ele teve um arco de redenção no filme e terminou amigo da protagonista. Era conhecido por poder se transformar em qualquer criatura graças ao seu anzol mágico. Em outras palavras: a ajuda que tanto precisavam.

— Onde você tava? — questionou assim que o homenzarrão mudou de uma águia gigante para sua forma humana.

— Ah, você sabe, o povo chama, eu atendo — respondeu de maneira desleixada e brincalhona — e esse seria? — encarou o outro.

Eddie Quincy, semideus filho de Hermes se levantou para apertar a mão do recém-chegado.

— Semideus, é? Não lembro de você da última reunião de semideuses das ilhas — debochou de maneira irônica.

— Maui, é sério! — Moana deu uma breve explicada de quem o filho de Hermes era e o que tinha de fazer.

— Então um herói de outra história invade a nossa e tira nossa glória? — indagou — boa sorte pra vocês — deu as costas e começou a andar em direção à água, entretanto sua tatuagem mágica tentou o impedir de ir.

— Maui! Não começa de novo. O futuro das ilhas está em jogo, a gente não pode ignorar isso — e a menina não estava mentindo ou errada, a situação era realmente maior que todos eles.

Eu não pedi pra nada disso acontecer, tá, cara. Eu só queria tirar um cochilo, daí acordei metido nessa disse, já transtornado com tudo aquilo.

— Vendo por esse lado — deu o braço a torcer — e como vocês pretendem acordar o vulcão adormecido? Eu já tentei com a ajuda de Te Fiti e não adiantou.

— Eddie vai usar seus poderes de elementalista e criar lava!

Eu vou? perguntou.

— Ele vai? — Maui se juntou ao grupo dos em dúvida.

— Claro que vai. Agora temos que ir logo, o tempo tá passando!

— Você vai me fazer virar uma baleia, não vai? — Moana riu assim que ouviu a pergunta.

Uma baleia seria muito devagar apontou tive uma ideia.

Enquanto guardião das Hespérides, Eddie era capaz de transformar algumas partes de seu corpo em de animais. Dessa forma, sugeriu que os Maui virasse uma águia gigante para dar uma carona a Moana e ele transformaria os braços em asas do mesmo animal. Aquela ideia era realmente boa, não fosse o próprio inventor morrer de medo de altura.

"Você consegue" Quincy disse para si mesmo "não é a primeira vez", e de fato não era. O helênico já tinha voado umas boas vezes ao decorrer daquele grande evento - em uma dessas, inclusive, na forma de fada. Impressionado com o poder de seu aliado, Maui estava com uma leve inveja e, por isso, soou meio grosseiro quando deu dicas de como planar com asas.

Não tá dando certo, não tá dando certo. Cancela, repito, cancela se desesperou quando começou a bater as asas já no alto, percebendo que ia ganhando cada vez mais altitude.

Após os momentos iniciais de desespero, Eddie conseguiu assumir um ritmo controlado e não muito alto ao lado dos dois. Maui levava Moana em suas costas, mas isso o retardava bastante. Não estavam muito longe dos vulcões, portanto bastava seguir o caminho em paz que uma hora chegariam lá. Só que obviamente eles não tiveram essa paz.

— Ai não — o comentário do semideus transformado em águia descreveu bem o momento.

Em outra ilhota no meio do caminho estava Tamatoa, o caranguejo gigante que detestava Moana e Maui.

— A gente meio que deu uma surra nele num encontro passado pra recuperar meu anzol perdido — explicou.

Tô ligado sabia da história por conta do filme.

O monstrengo aparentemente não estava ali por um acaso. — Vocês! Finalmente nos reencontramos! — Tamatoa gritou com o mesmo sorriso largo de sempre — e que criatura nova é essa? — referiu-se a Eddie, um humano com asas de pássaro.

— Tamatoa, não temos tempo para isso agora — Moana tentou argumentar — estamos a caminho do vulcão enfurecido, se a gente não parar ele tudo será destruído pelos tsunamis!

— E você acha que eu ligo? Se o mar tomar conta de todas as ilhas, vou poder pegar todas as coisas brilhantes da superfície e comer o que quiser — o monstro disse aquilo como se fosse a coisa mais incrível do mundo.

— Ele não vai recuar, Moana, conheço essa criatura nojenta — Maui evidenciou.

O problema daquela situação é que Eddie não conseguia voar muito alto com aquelas asas, ou seja, seria pego por ele. Ou seja: um confronto seria inevitável. E, já irritado por ter que voar para ir mais rápido, o guardião resolveu mostrar ao caranguejo que ele era fichinha comparado aos monstros de verdade.

— O que está fazendo? — a menina não entendeu quando o herói terminou a transformação e caiu na água.

Limpando o caminho um olhar determinado de sua parte encarava o caranguejo enquanto boiava e, segundos após de canalizar suas forças na água, o mesmo elemental marítimo de antes surgiu atrás do bicho.

— Não! O que é isso? O oceano não pode me atacar, sou um de seus filhos! — Tamatoa vociferou ao ser atacado pela criatura feita de água.

Isso não é o oceano. Isso sou eu

O caranguejo gigante até tentou lutar contra o bicho, porém foi rendido e puxado da ilhota para ser afundado no mar.

— Você conseguiu — comemorou lá do alto da águia gigante.

— Uau, tu é bom mesmo, maluco — Maui admitiu.

Por mais contentes que pudessem estar com a resolução rápida do problema, a situação virou quando o campista, por estar boiando na água, foi puxado para baixo por Tamatoa que, aparentemente, não tinha desistido. Alarmados, Moana e Maui perceberam na hora que o garoto estava condenado e, em um momento de heroísmo, o homenzarrão se transformou em um tubarão.

— Você vai atrás deles? — a pergunta soou meio como uma afirmação, ao passo em que ela boiava também por ter saído da carona.

— É o único jeito. Assim que ele emergir, peça ao oceano pra levar vocês daqui e fujam — ordenou.

— Mas e você?

— Eu vou ficar bem. Quando eu não fico bem? — zombou — agora faça o que eu falei e de nada!

Maui mergulhou na forma de tubarão e alguns segundos se passaram até que Eddie surgiu novamente. Cuspindo muita água e notavelmente exausto de ter ficado muito tempo sem respirar, ele se apoiou em Moana e, graças à súplica desta, os dois foram levados pelo oceano. A força da natureza não podia interferir enfrentando as batalhas de seus escolhidos, contudo ainda podia os salvar e foi isso que fez.

Não houve mais conversa entre os dois durante o restante da viagem. Surfando sentados sobre as ondas, os ventos batiam em seus rostos inexpressivos. Moana, além de preocupada com o grande problema, ainda pensava em Maui enfrentando aquele monstro. Eddie, por sua vez, temia chegar no vulcão e simplesmente não saber o que fazer, já que lava nunca fora um de seus elementos.

— Olha — o silêncio foi quebrado quando finalmente avistaram seu destino final à frente.

Os dois vulcões existiam como duas ilhas paralelas. Algumas centenas de metros de mar separava um do outro, além da floresta que cada um tinha ao seu redor. O que estava vivo era mais alto, mas ainda assim ambos eram grandes e majestosos. Fumaça saía do topo da montanha acesa, enquanto que a outra permanecia morta.

— É tudo ou nada, agora — Moana comentou.

Tudo ou nada Quincy repetiu.

Estar próximo de seu objetivo final acendeu uma lâmpada na cabeça do semideus, pois foi ali que ele finalmente teve um plano.

Preciso ir até o vulcão enfurecido disse.

— Pra quê? Isso é suicídio! Na hora que você pisar lá, ele vai tentar te matar! — protestou.

Eu só vou conseguir acordar o vulcão adormecido com a ajuda do enfurecido respondeu somente ele é capaz de acender as chamas das rochas e dar vida à lava novamente suas memórias dos treinos com as Hespérides vieram à tona, recordando-se do que elas diziam sobre elementos secundários da natureza serem os mais difíceis de se manipular.

— E como você planeja que ele te ajude?

Nem mesmo Eddie tinha certeza de que sua ideia daria certo, mas mesmo assim ele apenas sorriu de olhos fechados e meneou a cabeça positivamente para Moana. Volto já. Me deseje sorte e se eu morrer a encarou por favor diz que o vulcão me atacou desprevenido e não que eu fui lá me matar, tá bom?

Reunindo toda a coragem que já tivera em vida, o meio-sangue foi levado pelo oceano até a praia do vulcão acordado. Assim que percebeu a presença do recém-chegado, a figura montanhosa pareceu estar mesmo viva pois estremeceu todo o pedaço de terra que a cercava. Em seguida, a erupção começou e com ela o desespero do que estava por vir.

A erupção aconteceu mais rápida que o normal, com as pedras voando do centro do vulcão e caindo pela ilha. Correndo feito o Flecha nos Incríveis, o filho de Hermes arrancou pela floresta com tudo. Determinado a fazer todas as batalhas daquela missão não serem em vão, ele não recuou mesmo quando passou pela floresta e alcançou o início da subida.

Naquela parte a lava já estava escorrendo por toda a superfície do vulcão e, portanto, subir por ali seria suicídio. O peito do semideus pesou ao notar que teria de recorrer àquilo outra vez. Eddie fechou os olhos e, novamente, transformou seus braços em asas de águia gigante. Depois, começou a voar em direção ao topo do vulcão em erupção.

Ele estava ultrapassando o limite do próprio medo ao voar tão alto daquela forma. Para piorar, a corrente de ar quente que saía do interior da montanha incandescente atrapalhava sua ação e a tornava uma tortura. O elementalista usou seus poderes para controlar as correntes de ar a seu favor e, talvez não fosse isso, teria sido derrubado de cara.

Ao chegar no topo, percebeu que a fumaça era intensa demais. Não havia onde ficar, uma vez que tudo estava coberto por lava escorrendo. Sem outra alternativa, Quincy se manteve planando como podia. Seu controle dos ventos não manteria a fumaça afastada por muito tempo, então começou a falar.

Preciso que me escute! berrou. Ele sabia que as entidades daquele mundo tinham consciência, restava então apelar para esta eu posso te ajudar! Eu posso fazer o outro vulcão acordar de novo, só preciso da sua ajuda! suplicou.

Mesmo com as palavras doces e encantadas do guardião, sua falácia não estava bastando. "A natureza gosta do que é belo e sincero, Ed", a voz de uma das ninfas vespertinas veio à mente do semideus, lembrando-o dos seus dias de treinamento nos jardins. Só havia uma maneira de alcançar o coração daquele vulcão e esta, ironicamente, tinha tudo a ver com aquele mundo. Confiando na sua ligação natural com a natureza, o garoto começou a cantar.

"A long, long time ago
There was a volcano
Living all alone, in the middle of the sea
He sat high above his bay
Watching all the couples play
And wishing that, he had someone too
And from his lava came, this song of hope, that he sang out loud
Everyday, for years and years

I have a dream, I hope will come true
That you're here with me, and I'm here with you
I wish that the earth, sea, the sky up above
Will send me someone to lava
"

Sua voz, de alguma maneira, atravessou a barulheira e pareceu começar a surtir efeito. Eddie se esforçava ao máximo para conectar suas emoções às do vulcão, ao passo em que as palavras encantadas começavam a parar o efeito da erupção. Assim sendo, ele passou a cantar ainda mais alto.

"Years of singing all alone, turned his lava into stone
Until, he was on the brink of extinction
But little did he know, that living in the sea below
Another volcano was listening to his song
Everyday she heard his tune, her lava grew and grew
Because, she believed, his song was meant for her
Now she was so ready to meet him above the sea

As he sang his song of hope for the last time
I have a dream, I hope will come true
That you're here with me, and I'm here with you
I wish that the earth, sea, the sky up above
Will send me someone to lava

Rising from the sea below, stood a lovely volcano
Looking all around but she could not see him
He tried to sing to let her know
That she was not, there alone
But with no lava his song was so gone
He filled the sea, with his tears
And watched his dreams, disappear
As she, remembered what his song meant to her

I have a dream, I hope will come true
That you're here with me, and I'm here with you
I wish that the earth, sea, the sky up above
Will send me someone to lava...
"

Quando terminou, a erupção já estava controlada e o vulcão calmo. Exausto e no limite de seu voo, o rapaz caiu sobre um das bordas. Ele imaginou que morreria naquele instante, pois ainda tinha lava não solidificada ali. Todavia, para sua surpresa, seus pés não derreteram ao entrarem em contato com o material. Sem entender o que estava acontecendo, uma voz começou a ressoar em sua mente.

"Quem é você, garoto? Não parece ser desse mundo", a voz disse.

"Sou Eddie Quincy, semideus filho de Hermes e não, não sou desse mundo", ele respondeu.

"Essa música, você que compôs?" ela questionou.

"Não", foi sincero. "É de uma historinha sobre um vulcão solitário que cantava em busca de um amor todos os dias."

"Eu sei que é. Ele cantava essa música para mim" o vulcão disse, o que chocou Eddie.

"Então..." rebateu, incrédulo.

"Sim, nós também existimos, se isso já não era óbvio", ele não tinha como ter certeza, mas a impressão que teve foi de que a montanha riu naquele instante. "O que aquele monstro fez me tirou a razão, peço desculpas por todo o mal que causei."

"O povo entende", respondeu. "Eu acho."

"Você disse que pode ajudar a acordar meu amado", entrou no assunto novamente, "como?"

"O magma solidificou e com isso ele adormeceu, mas se eu conseguir derreter as camadas de rocha novamente, posso acender seu interior", explicou.

"E como fará isso?"

"É aí que entra a sua ajuda", adiantou, "não domino o elemento magma, então vou precisar que você me empreste ele um pouco."

"Não, criança. Você não precisa da minha ajuda para isso. O elemento já está com você", ao dizer isso, um aura vermelha circulou o guardião e adentrou ele logo em seguida "essa é minha benção para você, herói."

"Eu não..." o garoto realmente não soube exatamente o que dizer na hora, "obrigado."

Era possível sentir o calor do vulcão dentro de seu corpo, como se algo estivesse diferente. Ele estava diferente. Ao se virar, Eddie notou que ainda teria que descer tudo para atravessar até seu destino. Entretanto, novamente surpreendendo a todos, Maui surgiu em sua forma de águia gigante provando ter sobrevivido ao confronto com Tamatoa.

— Amigo semideus, não tema, seu herói chegou! — a águia falante gritou, chamando Ed para a carona que ele precisava.

Com a ajuda de Maui, o escolhido do vulcão chegou ao topo da montanha adormecida e, lá em cima, deu início ao processo de despertar. No topo do gigante que dormia, Eddie encostou a palma das mãos no chão e fechou os olhos. Seus esforços estavam em concentrar a energia mágica que percorria suas veias e a transferir à superfície rochosa. "Fogo e terra", focou nos dois elementos da natureza que regiam o magma.

A aura vermelha que antes adentrara seu corpo usou suas mãos como intermédio até o vulcão desacordado. Depois, espalhou-se pelo seu interior e foi rachando as rochas por onde passava. Em questão de segundos um tremor forte começou a assolar a ilha e, tão rápido quanto um feitiço de fada madrinha, o magma voltou a borbulhar no fundo da montanha.

Deu certo! nem ele acreditou quando o ar quente e fumaça surgiram no cenário.

De volta ao mar, Maui e Moana se reencontraram e, juntos de Eddie, retornaram à ilha onde toda aquela aventura tinha começado. Os vulcões permaneceram acessos e juntos, em um silêncio e paz que ditavam bem os tempos que seguiriam os acontecimentos daquele dia. O herói, por sua vez, foi convidado a ficar mais tempo por ali, contudo ele ainda tinha outras pessoas para ajudar.

— Espero que um dia retorne, elementalista — a menina comentou, encarando o rapaz que brincava com as ondas próximas à praia.

Também espero. Gosto daqui Quincy respondeu com um sorriso sincero e por favor, quando for contar minha história, me chame por "Eddie Quincy, o primeiro de seu nome, pai dos elementos, mestre dos vulcões, aquele que não foi queimado, dominador de magma."

— Hmm, tenho outra coisa em mente — respondeu, assistindo o oceano levar seu escolhido de volta — algo tipo "Eddie, o semideus que foi atingido por um dardo de kakamora na bunda."

E então ele se foi.

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Abramov Levitz

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MensagemAssunto: Re: Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis   Poderes e Habilidades dos filhos de Nêmesis Icon_minitimeQui Jun 06, 2019 9:32 am

NOME COMPLETO
APELIDO: Apelido do Personagem.

IDADE: Idade do Personagem.

NACIONALIDADE: Onde seu personagem nasceu.

ASCENDENCIA: Nome do Deus o qual seu personagem é filho.

ORIENTACÃO SEXUAL: Aqui vem a orientação sexual do personagem.

ITEM DESEJADO: Como pode conferir no tópico aqui você poderá escolher uma arma..

Dados
Descrição Física: Aqui fica a descrição física do seu personagem.

Descrição Psicológica: Aqui fica a descrição psicológica do seu personagem.

Por que escolheu esse Deus? Responda aqui.

História

Você deve estar pensando que minha história foi, no mínimo, tranquila. Afinal, sou legado de outro deus por ser filho de um semideus com uma divindade. E eu até queria que tivesse sido mesmo - ou talvez não, pois isso não teria me moldado em quem sou. A verdade é que, apesar de meu pai ter sido um semideus, eu não o tive presente em momento algum de minha vida. Claro que eu poderia correr com os fatos e chegar aos meus 25 anos, a atualidade, porém prefiro dar um passo de cada vez pois acredito que nós dois, avaliador, tenhamos um tempinho para tal. Portanto, comecemos com um pequeno prólogo.

Minha família, os Kozma, um dia já foi a mais influente da Grécia. Responsável pela maior companhia petrolífera grega, ela dominou grande parte do mercado europeu por décadas - e até chegou a se expandir e comprar uma produtora de azeite puro lá pelos anos 70. Todavia, foi com a chegada dos anos dois mil que as coisas desandaram. Todo mundo sabe como a Grécia quebrou devido aos gastos excessivos em prol da melhoria de vida da sociedade, só que nem todos sabem como isso aconteceu.

Minha avó era uma mulher durona e determinada. Ela não tinha o menor interesse nos negócios da família e, por isso, seguiu sua própria vida na aeronáutica. Foi lá que Ares, o deus grego. a conheceu. A divindade havia ouvido uma profecia sobre um descendente seu estar encarregado de trazer a glória a Grécia novamente - o que faria o país se tornar o berço da humanidade novamente. Nesta mesma profecia, um detalhe muito importante sobre essa criança flutuar chamou sua atenção e daí então a associação com minha avó. Ele só não contava com ela ter os próprios planos.

Meu pai nasceu dessa relação cheia de interesses e conturbadamente apaixonante. Era para ele ter seguido sua própria vida, mas Ares tinha enchido a cabeça da mulher com as promessas de grandiosidade e isto era irreversível. O garoto foi criado para ser um grande guerreiro e o dinheiro da família garantiu isso. Ser um semideus na Europa, onde influência dos deuses é menor e os monstros andam mais livremente, não é nada fácil. Contudo, considerando as condições dos Kozma, ele sempre esteve protegido. Pelo menos até o dia da fuga.

A mulher, cismada com a profecia, resolveu se meter na política e usar a influência de seu nome para entrar no parlamento grego. Lá, ascendeu ao cargo de chefe do Estado com uma política mais radicalista e voltada para as ações militares. À época o discurso era promissor, levando em conta os conflitos no Oriente Médio e a repercussão que ele tinha nos países próximos. Todavia, não demorou até perceberem que ela parecia cada dia mais louca e lutando contra inimigos que não existiam. A questão é que, quando isso foi contestado, já era tarde demais para voltarem atrás e usaram as desculpas de investimentos sociais para acobertar a produção bélica e construções de navios de guerra.

Há quem diga que no dia em que tiraram minha vó do poder, ela estava olhando pela do gabinete em direção ao mar grego e repetindo "eles estão vindo". Se isso é verdade ou não eu não faço ideia. O que sucedeu isso foi o desaparecimento dela após sua queda no poder e, como consequência, a perseguição à minha família. Meu pai foi enviado, como forma de ser poupado da retaliação dos figurões gregos, para viver com tios distantes nos Estados Unidos.

Depois daí todos os fatos que sei dele são o que suponho que tenha acontecido, já que não o conheci de fato. Ítalo era seu nome e, como um touro, ele sempre fora cabeça dura e explosivo. Digno da prole de Ares, em fato. Entretanto, enquanto tentava levar uma vida normal na área nobre de São Francisco, o garoto acabou virando de cabeça para baixo por conta de seus sonhos estranhos. Minha tia-avó, que criou meu pai, me disse que por dias seguidos ele acordava empapado na cama chamando pela mãe. Ninguém entendia o que ele dizia sobre monstros e fantasmas. Para piorar, quando ele era perseguido por alguma criatura na rua e voltava machucado, o faziam acreditar que era apenas um encrenqueiro se metendo com quem não devia.

Vai ver toda essa pressão e ignorância por parte dos tios sobre quem Ítalo de fato era culminou em sua desgraça. Por volta dos dez anos foi quando ele teve seu primeiro surto psicótico e quase matou meu tio-avô por jurar que ele era um crocodilo gigante. Acredito que meu pai já não sabia diferenciar o que era real do que não era.

Treino
Este campo serve para que, através de um treino, seja determinado sua aptdão. Não tenha medo de escrever, afinal, será recompensado. Pode ser um treino ou batalha de qualquer tipo, mas deve ser bem desenvolvido e não deverá conter feitos heróicos - no caso de ser contra um monstro -. Sejamos condizentes com a experiência do seu personagem.

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